Eu sou grande,
os filmes é que ficaram pequenos.
Começo esse post
de maneira pouco convencional, falando sobre alguém que não tem nada a ver com Crepúsculo dos deuses: Joan Crawford.
Quer dizer, ela não tem nada a ver diretamente. Indiretamente Joan tem, sim,
muito a ver com esse filme, pois ele representa um momento que ela e outras
atrizes estavam vivendo, ou seja, o ostracismo. Ontem estava revendo uma de
suas entrevistas para a BBC, em 1965 se não me falha a memória. Em certo
momento, ela começa a falar que sente falta de sua época inocente, os doces anos
30. Que tudo estava escancarado naqueles “dias de hoje” (imagina agora então) e
que os artistas de sua época tinham um mistério, que ninguém sabia nada sobre a
vida pessoal deles e que esse mistério era a graça de tudo. Crawford odiaria
Twitter, Instagram e Facebook, mas isso não vem ao caso. O fato é que Crepúsculo dos deuses contém essa
amargura, essa nostalgia desse tempo que está suavizado na fala de Crawford. É
a visão realista que por vezes nos choca e entristece neste clássico do diretor
Billy Wilder.
