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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Um anjo caiu do céu (1947)



Como Jessica disse na edição dos Clássicos de Natal do ano passado: então é Natal, e que filme iremos assistir? Tendo isso em mente, trazemos de volta a série de posts com clássicos natalinos para você entrar no clima da data.

E começamos com um filme de 1947, que traz nada mais, nada menos, Cary Grant no papel de um anjo um tanto quanto safado e conquistador. Além dele, Um anjo caiu do céu traz também David Niven (que tem cara do tio que faz a piada do pavê) e Loretta Young nos papéis principais, e contém todas aquelas boas sensações que geralmente os filmes ambientados nessa época nos provocam.

E olha, tomara que, se os anjos existirem, eles sejam igual ao Cary Grant nesse filme.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Seu Único Desejo (1955)


Primeiramente, tenho que compartilhar a dificuldade que tive pra encontrar esse filme. Fiquei ansioso para assistí-lo no minuto em que soube que Anne Baxter e Rock Hudson protagonizaram um (dramalhão) romance juntos! Com uma fotografia exuberante em technicolor e uma trama bastante ousada, "One Desire" nos hipnotiza por uma hora e meia.

Anne Baxter já havia emplacado alguns filmes na década de 50, como Eve ou o suspense "A Tortura do Silêncio" de Alfred Hitchcock. Mas o galã do filme dirigido por Jerry Hopper tinha recém estourado em "Sublime Obsessão", às vezes penso na carreira de Rock em antes e depois de Giant , como se antes ainda houvesse algo a provar. O filme retrata o relacionamento aberto de um apostador e a cafetina dona de um cassino.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Uma Aventura na Martinica (1944)

You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything, and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and blow.
A história de Uma Aventura na Martinica (no original, To have and have not) se confunde com a própria história de Bogie e Bacall. Afinal, foi por causa desse filme que nasceu um dos pares mais famosos do show business, dentro e fora das telas. E não precisa de muito para entender o porquê de ter funcionado tão bem. Desde a primeira cena juntos, o casal provoca faíscas.

Adaptado do livro homônimo de Ernest Hemingway, Uma Aventura na Martinica se passa na cidade do título em português, e não em Cuba, como no romance original. Repleto de improvisos, tanto do diretor quando do talentoso elenco, o filme foi a estreia de uma Lauren Bacall de 19 anos, nova, sim, mas já mostrando a que veio - e de quebra, arrebatando o coração de Humphrey Bogart.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A incrível Suzana (1942)

- If you're Swedish, suppose you say something in Swedish.
- "I want to be alone"...?
Nessas últimas semanas tive um surto de Ginger Rogers, mas sem Fred Astaire. Porque é fácil esquecer de vez em quando que ela foi muito mais do que a parceira de dança dele em memoráveis musicais. Mesmo que nesses mesmos filmes seja possível observar a veia cômica de Ginger Rogers, quase nunca isso é lembrado, e ela acaba ficando relegada ao papel da garota que dançou cheek to cheek com Fred em 10 filmes. Já até havia comentado sobre isso aqui, quando postei sobre outro filme dela, Vivacious lady. Filme esse, aliás, que revi durante o período de overdose de Ginger. Acabei assistindo em um mesmo fim de semana esse e mais três outros filmes: No teatro da vida (1937),  Era uma lua-de-mel (1942) e A incrível Suzana (1942). Esse último foi o que mais gostei, e que acabou até entrando na minha lista de favoritos. Eu adorei o filme, e só depois fiquei sabendo que ele fora dirigido por Billy Wilder, um dos meus diretores favoritos. No original The major and the minor foi o primeiro filme que ele dirigiu em Hollywood. 

A boa combinação entre Ginger e Ray Milland (que eu ainda não tinha visto em uma comédia), e o humor delicioso de Billy Wilder, A incrível Suzana é uma boa pedida para quem procura um filme para dar boas e fáceis risadas nesse fim de semana. Afinal, é uma sátira que quase não se leva a sério. Uma comédia de troca de identidade, que funciona principalmente apoiada em seus versáteis protagonistas, possuidores de uma grande química juntos nas telas.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Última Noite de Boris Grushenko (1975)

"Amar é sofrer. Para evitar o sofrimento, um não deve amar. Mas então, um sofre por não amar. Portanto, amar é sofrer; não, amar não é sofrer, sofrer é sofrer. Ser feliz é amar. Ser feliz então é sofrer, mas sofrer te faz infeliz. Portanto, para ser infeliz, um deve amar, ou amar o sofrimento, ou sofrer de demasiada felicidade"
Uma mistura de Tolstói e Dostoiévsk (sobretudo de referências à Guerra e Paz e Os irmãos Karamazov, de onde Woody tirou  o nome do protagonista), questões existenciais, referências ao cinema de Ingmar Bergman e o humor físico de Buster Keaton, A Última Noite de Boris Grushenko (no original, Love and Death) é uma das grandes obras de Woody Allen, e o melhor da sua fase-pastelão dos anos 70. Além do mais, é a primeira fase da parceria frutífera com Diane Keaton, que comentei mais a fundo no post sobre Annie Hall. Aqui, Woody debocha da vida num geral, e faz rir com piadas e gags que surgem no ritmo de uma metralhadora.

sábado, 14 de junho de 2014

Harry & Sally - Feitos um para o outro (1989)

 It is so nice when you can sit with someone and not have to talk.
 1979. Depois de um longo casamento com a também diretora Penny Marshall, Rob Reiner estava de volta ao mundo dos solteiros. Existe vida depois do divórcio? Parece que sim, afinal, e Rob levou dez anos para refletir, com certa dose de cinismo, acerca das relações entre homens e mulheres, e também como as duas partes veem as coisas de pontos de vista totalmente diferentes. Ele precisava fazer um filme sobre isso. Bem, Reiner tinha a visão masculina, é claro. Junto com o produtor Andrew Scheinman, ele desenvolveu várias ideias. Mas e o outro lado da moeda? Bastaram alguns telefonemas para Nora Ephron para convencê-la a roteirizar a história, que ainda não estava totalmente firme. Muitos almoços e jantares e telefonemas e discussões dos três depois, nascia o roteiro de Harry & Sally. De muitas maneiras, Rob era Harry, assim como Nora era Sally - e vice-e-versa.

Com um jeito Woody Allen de questionar relacionamentos, Harry & Sally fechou a década de 80 com chave de ouro. E trazia um questionamento que resumia bem seu espírito, assim como as diferenças entre o sexo masculino e o feminino: afinal, homens e mulheres podem ser amigos sem colocar o sexo no meio em algum momento da relação? E a resposta vem na forma de entretenimento cinematográfico da melhor qualidade, coroado por elenco e diálogos brilhantes.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O Vento Também Tem Segredos (1961)


Achei o filme bem por acaso, gostei do título e fui ler a sinopse... essas escolhas aleatórias podem ser uma surpresa! O enredo é baseado no livro de Mary Hayley Bell, sobre três crianças que descobrem um desconhecido no celeiro e acreditam que o homem é a reencarnação de Jesus Cristo. Numa cidade tão religiosa e afastada, numa época em que a ingenuidade predominava, bem que poderia ser verdade.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Umberto D. (1952)


Na época do pós-guerra, aos poucos a Europa se reerguia. A Itália, particularmente, começa a ter sinais de progresso. No entanto, uma parte da população sofre com a nova era que surge: são os idosos. Desrespeitados, relegados ao segundo plano, completamente esquecidos. E essa é a imagem que Vittorio De Sica nos dá em Umberto D., filme que dedicou ao seu pai. Com poucos personagens, sendo a cidade um deles - como um vilão que aos poucos cerca sua vítima - Umberto D. é o retrato de um período, com um tema que está longe de ser datado.

Não só contente em expor a situação, De Sica vai mais além: ele sabe como ninguém destruir o espectador emocionalmente. E ele consegue, por fim, um dos mais belos filmes já feitos.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A rosa púrpura do Cairo (1985)



"I just met a wonderful new man. He's fictional, but you can't have everything.”

A insatisfação com o real e com o presente é uma das questões que perpetua a obra de Woody Allen. Para o diretor, que tem em seus filmes uma visão pessimista da vida, o cinema sempre foi uma válvula de escape. Seu desejo sempre foi que fosse possível enfrentar a vida sem precisar escolher entre a fantasia e a realidade. Em nenhum outro filme isso ficou tão claro quanto em A rosa púrpura do Cairo, onde a personagem vivida por Mia Farrow, é a síntese de tudo aquilo que o cinema sempre representou para Allen, bem como uma bonita homenagem aos filmes da época da Depressão.

Uma curiosidade: tenho um caso sério de amor com esse filme. Há  uns três anos atrás um amigo muito querido e colega da faculdade me disse que havia assistido A rosa púrpura do Cairo, e que a protagonista lembrava muito o meu jeito. Curiosa, fui atrás do tal filme, e tive que concordar: eu era (e sou, até hoje) Cecilia. Na verdade, talvez você concorde comigo depois de assisti-lo: todos nós somos um pouco Cecilia.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Mensageiro do Diabo (1955)


Encontrei The Night Of the Hunter (O Mensageiro do Diabo, no Brasil) numa lista de indicações sobre filmes de suspense. Finalmente assisti numa noite dessas e para os padrões de hoje não chega a assustar, apesar da proximidade com o macabro. É o único trabalho do premiado ator Charles Laughton na direção, e o cara mandou bem - é definitivamente uma das melhores fotografias em preto e branco que já vi, a luz da lua refletindo no rio remete facilmente à uma bela pintura! Stephen King indicou o filme como "um grande exemplo de um clássico do terror", tive que concordar!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

La casa del pelicano (1976)


Se existe uma mulher respeitada no México, o nome dela é Jacqueline Andere. Jacqueline, who? Jacky (apelido carinhoso) é uma das atrizes mais adoradas e respeitadas do México. Você, você que gosta de uma boa novela mexicana, talvez se lembre de seus papeis nas novelas exibidas pelo SBT: A outra e A madrasta. Nós realmente estamos falando de uma atriz de novela mexicana em um blog sobre CINEMA? Sim, porque Jacky não é só dramalhão mexicano, o que por si só já bastaria para colocar Regina Duarte no chinelo. Ela pode provar sua versatilidade no cinema, e destaco dois filmes, La casa del pelicano é um deles; o outro é um clássico de Buñuel, O anjo exterminador. Ambos filmaços, mas hoje vou me ater ao primeiro.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Onze homens e um segredo (1960)


Gastei alguns bons minutos hoje para lembrar algum filme que tivesse a temática do ano novo envolvido, e nada muito claro surgia; eu simplesmente não conseguia. Até acreditava não ter visto nenhum que fosse relacionado ao tema - quando tentamos fazer coisas desse tipo, aí sim que as ideias não vêm. Logo, lembrei de um dos meus filmes favoritos: Onze homens e um segredo (Ocean's Eleven), de 1960, que trazia no elenco nada mais, nada menos do que o famoso Rat Pack. 

Rat Pack - que diabos é isso? Onze homens e um segredo sem Brad Pitt - isso existe? E o que isso tudo tem a ver com o ano novo? Desvendaremos esses mistérios nesse post.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Férias de Natal (1944)


Um filme de Natal que não se parece com outros filmes natalinos. Na verdade, Férias de Natal (1944)  é um noir inusitado dirigido pelo experiente Robert Siodmak, que durante toda a década de 40, lançou filmes incríveis e envoltos de mistério. Em plena tempestade, na noite de Natal, tentaremos desvendar os fatos que antecedem o crime. Estrelando Deanna Durbin e Gene Kelly, em uma performance arrebatadora longe dos musicais!

sábado, 19 de outubro de 2013

Sortilégio de amor (1958)



O dia das bruxas está chegando, e com isso pipocam por aí dicas de filmes para assistir relacionados ao tema. Sendo assim, decidi eu mesma compartilhar uma dica, uma dica preciosa que tornou-se uma agradável surpresa para mim, que tenho grande afeto pelos protagonistas desse filme.

Devo alertar, é claro, que embora o casal principal venha de um filme de Hitchcock, a história está mais para Bewitched do que para A bruxa de Blair, portanto se você não gosta de histórias de bruxinhas adoráveis, caia fora! Mas, outro alerta (e um convite): James Stewart e Kim Novak podem (e vão), com o perdão da expressão breguinha, enfeitiçar você. Basta você deixar, relaxar e sentar para assistir Bell, Book and Candle, uma pérola cinematográfica (no bom sentido) de 1958.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um Clarão nas Trevas (1967)


O plot é até simples, sobre uma jovem cega interpretada por Audrey Hepburn, o marido, uma vizinha curiosa e uma boneca recheada de heroína. Rodado quase que inteiramente dentro de um apartamento durante mais um dia cotidiano, conta com um roteiro tão ardiloso que você não vai deixar de assistí-lo sem saber o final!

Outra dica para os viciados em suspense, Wait Until Dark (Um Clarão nas Trevas, no Brasil) foi um sucesso de público e crítica no ano do seu lançamento, faturando $7,350,000 apenas na América do Norte. Mesmo assim, acho que não sobreviveu tanto ao teste do tempo e deveria ser mais lembrado. Como aconteceu com Marilyn Monroe, Hepburn se destacava nas comédias e romances, até que filmes como o inesquecível "Infâmia" e "Um Clarão nas Trevas" nos permitiram apreciar outra face de sua performance. O filme rendeu a Audrey uma indicação ao Oscar em 1967.

sábado, 5 de outubro de 2013

A Casa da Noite Eterna (1973)


Inspirado no romance "Hell House" de Richard Matheson, que também escreveu a adaptação para o cinema, The Legend of Hell House (A Casa da Noite Eterna, no Brasil) se tornou um dos filmes definitivos sobre casas assombradas. Diria que é o filme de "hell house" que chegou mais perto de me assustar! No início já me chamou atenção quando a introdução adverte: "Embora a história desse filme seja fictícia, os eventos apresentados e relacionados com fenômenos psíquicos entram somente no campo do possível, se bem que poderiam ser verdade."

sábado, 24 de agosto de 2013

Uma Sombra em Nossas Vidas (1962)


Quando soube que Sophia Loren e Anthony Perkins gravaram dois filmes, fiquei desconfiado, achei que não tinham química ou no mínimo se tratava de uma combinação inusitada. O primeiro trabalho juntos foi "Desire Under the Elms" de 1958 em que Sophia interpreta uma madrasta que tinha uma relação de amor e ódio com o enteado (Perkins). O segundo foi realizado em 1962 (pós-Psicose) e trouxe Sophia e Anthony novamente às telas.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bonecas Macabras (1987)

          
          Meu primeiro post será sobre um gênero que começa a fazer minha cabeça: filmes de horror/suspense, classificados como filme B, simplesmente por serem lançados direto nas locadoras ou televisão. Diria que muitos são chamados de low-budget (baixo orçamento), mas nem todos.