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segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Última Noite de Boris Grushenko (1975)

"Amar é sofrer. Para evitar o sofrimento, um não deve amar. Mas então, um sofre por não amar. Portanto, amar é sofrer; não, amar não é sofrer, sofrer é sofrer. Ser feliz é amar. Ser feliz então é sofrer, mas sofrer te faz infeliz. Portanto, para ser infeliz, um deve amar, ou amar o sofrimento, ou sofrer de demasiada felicidade"
Uma mistura de Tolstói e Dostoiévsk (sobretudo de referências à Guerra e Paz e Os irmãos Karamazov, de onde Woody tirou  o nome do protagonista), questões existenciais, referências ao cinema de Ingmar Bergman e o humor físico de Buster Keaton, A Última Noite de Boris Grushenko (no original, Love and Death) é uma das grandes obras de Woody Allen, e o melhor da sua fase-pastelão dos anos 70. Além do mais, é a primeira fase da parceria frutífera com Diane Keaton, que comentei mais a fundo no post sobre Annie Hall. Aqui, Woody debocha da vida num geral, e faz rir com piadas e gags que surgem no ritmo de uma metralhadora.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O Vento Também Tem Segredos (1961)


Achei o filme bem por acaso, gostei do título e fui ler a sinopse... essas escolhas aleatórias podem ser uma surpresa! O enredo é baseado no livro de Mary Hayley Bell, sobre três crianças que descobrem um desconhecido no celeiro e acreditam que o homem é a reencarnação de Jesus Cristo. Numa cidade tão religiosa e afastada, numa época em que a ingenuidade predominava, bem que poderia ser verdade.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Recomeçar (2003)



Sempre digo que os filmes me escolhem; não eu a eles. No dia em que tomei conhecimento de Recomeçar, eu estava lendo um pouco mais sobre Anne Reid, a protagonista de Last tango in Halifax. Ela tinha feito esse filme em 2003 e tinha ganhado muitos prêmios com ele. Mas o curioso era que ninguém falava sobre os prêmios ou sobre sua atuação; apenas sobre as cenas “polêmicas” de sexo que havia entre ela e Daniel Craig no filme. Se há algo que eu deveria evitar nessa vida é ler comentários alheios. No entanto, nunca aprendo. De repente, estou embarcando em uma overdose de comentários preconceituosos, que me dão vontade de vomitar e fazem com que eu me pergunte se essas pessoas vivem no mesmo mundo que eu. Voilà, foi o que aconteceu com Recomeçar. Comecei a ler as opiniões sobre o filme e nunca me deparei com tanto preconceito na minha vida. Basicamente as pessoas criticavam o filme por ter mostrado cenas de sexo entre uma mulher mais velha e um homem mais novo tão explicitamente. Como se as pessoas sexagenárias que fazem sexo fossem sujas ou não dignas de respeito. Aquilo atiçou ainda mais minha curiosidade de ver o filme. Eu achava que tinha um dever moral de vê-lo e relatá-lo para as pessoas que me leem aqui.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A vida de Brian (1979)


Michael Palin, Eric Idle, Terry Jones, Graham Chapman, Terry Gilliam and John Cleese. Seis nomes não muito conhecidos por aqui. Mas se eu utilizar o nome Monty Python, faz sentido pra você?

O Python, um grupo de humoristas britânicos, ficou conhecido pelo seu humor escrachado e, muitas vezes, ofensivo (mas isso só depende de como você interpreta as piadas deles, acredito). Em 1979, eles já haviam atingindo quase todos os limites da genialidade. Monty Python's Flying Circus, o programa de TV escrito e estrelado por eles, no formato de esquetes, havia sido um sucesso no Reino Unido, pela BBC 4. O primeiro filme deles, Em busca do cálice sagrado (1975), foi sucesso absoluto em praticamente todo o mundo, parodiando a fábula dos Cavaleiros da Távola Redonda.

No lançamento de Cálice Sagrado, os jornalistas queriam saber: sobre o quê seria o próximo filme dos Python. Eric Idle não exitou e respondeu: "Sobre Jesus Cristo!". Todos riram, pensando que fosse mais uma piada do grupo.

O que eles não sabiam é que, o que era inicialmente uma piada mesmo, acabou virando realidade, e o Monty Python resolveu fazer um filme baseado em histórias bíblicas e, principalmente, na história de Jesus Cristo, naquele que acabou por ser o melhor filme do grupo, e despertou a raiva de muitos britânicos na virada da década.