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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

#Top 10 filmes de Jeanne Moreau



No dia 23 de janeiro uma das maiores atrizes que o cinema francês já conheceu  - e não estamos falando sobre Catherine Deneuve, pardon - estará completando 87 anos. Jeanne Moreau tem uma carreira que se confunde com a própria história do cinema. Com 146 filmes no currículo ela se envolveu em muitos projetos ousados, incluindo um filme rodado no Brasil, Joana Francesa
E como nem só de Jules e Jim vive o homem, muito menos a carreira de Jeanne Moreau, o Cine Espresso homenageia esta legendária atriz escolhendo seus 10 melhores filmes. Eles não estão agrupados do mais fraco ao mais forte, para nós é muito difícil escolher apenas 10, acreditamos que todos são maravilhosos. Vem!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Corações loucos (1974)



Há mais ou menos um ano atrás estava eu descobrindo o cinema francês, aliás estava descobrindo o cinema em si, e eis que me deparo com um filme estilo Lolita, só que francês, chamado “A filha da minha mulher” (1981) dirigido por Bertrand Blier, com o ator Patrick Dewaere, Maurice Ronet e Ariel Besse. Impressionada com a atuação de Dewaere, fui procurar mais filmes para assistir e escolhi ”Corações Loucos”, também de Bertrand Blier, pois tinha o Depardieu no elenco. Desse dia em diante, esse filme começou a ocupar um lugar muito importante em meu coração, pois foi através dele que conheci Jeanne Moreau, sim! Jules et Jim ou qualquer outro grande sucesso seu dos anos 50/60 não foi meu primeiro filme com a Jeanne, mas sim essa pequena participação de 19 min nesse longa metragem. Claro, foi amor à primeira vista!

Corações loucos não é um filme para ver junto com toda a família, pois trata do politicamente incorreto. Seu próprio nome em francês já deixa isso bem claro, quando traz uma das gírias para testículos como nome do filme. Ele é ousado para os dias de hoje, que dirá para a época – 1974 – em que foi lançado. Além de ser alvo de censura, teve que mudar sua classificação indicativa para 18 anos devido ao teor dos diálogos e das cenas. Adaptado do romance homônimo escrito pelo próprio Blier, esse é o quarto filme do diretor, que não tinha tido muito reconhecimento com trabalhos anteriores, mas que consegue alcançá-lo com o lançamento desse filme polêmico. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

As férias do pequeno Nicolau (2014)


O cinema francês tem fama de tedioso, de ser único e exclusivamente dedicado aos filmes de autor. Eles não fazem blockbuster. Você nunca entende o final, nem que assista um milhão de vezes. Quem infla o peito para dizer frases como essas não sabe que está espalhando uma grande mentira. Os franceses atravessaram os portões dos filme de autor há muito tempo. De vez em quando eles até se aventuram a realizar filmes para a família. As férias do pequeno Nicolau é um deles.

É um filme para o grande público? Sim, é, mas a qualidade é estupenda!

Le petit Nicolas é a Turma da Mônica francesa. Todas as crianças francesas cresceram lendo ou, pelo menos, já ouviram falar. O único porém é que Le petit Nicolas não é um quadrinho, mas sim uma série de livros infantis, ilustrados por Sempé e escritos por René Goscinny. As histórias são contadas por Nicolas, um garoto que vive nos anos 60 e se mete em um monte de confusões. Os livros são leves, gostosos de ler, especialmente se você está aprendendo francês. Como as histórias são contadas por Nicolas, a linguagem tem aquele ar infantil. É um retrato muito engraçado e divertido da infância, com direito à turma de amiguinhos e amor platônico.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sobre como eu conheci Fanny Ardant


Ela é sempre preto & branco
Ela não diz mais “de repente, num domingo”
Evidentemente Fanny Ardant e eu
Vincent Delerm – Fanny Ardant et moi

Visitar a Torre Eiffel, dar um passeio à beira do Sena e… dar um jeito de perseguir nossos ídolos. Esse eram meus planos e os da minha amiga ao chegar em Paris. Depois de muito jogar “Catherine Deneuve endereço” no Google da França  e não ter tido muito sucesso, parecia que havíamos nos aquietado. Mais ou menos. Todas as vezes em que caminhávamos por Paris, ficava pensando que meus ídolos estavam lá, escondidos em algum lugar. Onde estaria Jeanne Moreau, Mireille Mathieu e Alain Delon? Mireille e Deneuve moravam no mesmo bairro, digamos assim, será que se viam? Será que eu encontraria Deneuve caminhando no Bois de Boulogne, seu lugar favorito? Caminhei o dia inteiro por lá, com uma esperança infantil de encontrá-la. Não aconteceu.

Paris, muito mais do que a cidade dos anos loucos, era um portal mágico para eu encontrar meus ídolos. Achar a entrada dele parecia impossível.

Um dia Maria e eu estávamos fazendo hora pelas ruas da cidade quando, literalmente, topamos  com Fanny Ardant. Mesmo. Dei um berro no meio da rua: “OLHA AQUELE CARTAZ, A FANNY TÁ COM UMA PEÇA DE TEATRO AQUI”. Maria, que também adorava a Fanny, pediu para eu tirar uma foto. Tiramos fotos para guardar as informações de onde era e onde comprava. Olhamos para o relógio… será que dava tempo de ir até a Fnac da Champs Elysées comprar os benditos ingressos? Dá e se não der vai ter que dar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Eva (1962)



Agora vocês podem começar a fazer suas ligações para o SAC Cine Espresso porque a partir de hoje Jeanne Moreau concorrerá com Barbara Stanwyck no concurso "De quem mais se fala nesse blog?".






O ano de 1962 talvez tenha sido um dos mais importantes na carreira da atriz Jeanne Moreau, neste ano, ela fez seu primeiro filme com três grandes diretores, Orson Welles, François Truffaut (Jeanne anteriormente, apenas tinha feito, uma pequena participação em "Os Incompreendidos") e Joseph Losey. Truffaut  conseguiu marcar a imagem da atriz e da mulher sedutora no triângulo amoroso “Jules et Jim”, fazendo com que até hoje Jeanne, seja atrelada a sua personagem Catherine; Orson Welles deu a oportunidade dela atuar no filme “O processo” ao lado de Anthony Perkins e Romy Schneider e, Joseph Losey, no filme “Eva” ratificou a sua imagem no cinema, de femme fatale, que não usa só a beleza, mas também a inteligência, para conquistar os homens.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Oito Mulheres (2002)



Hoje uma das maiores atrizes francesas da atualidade está completando 71 anos: Catherine Deneuve. Citada nos livros didáticos de FLE (Francês Língua Estrangeira), queridinha de diretores como François Truffaut, La Deneuve é uma figura que nos fascina desde os anos 60, quando estreou no cinema ao lado de sua irmã, Françoise Dorléac. Mas por quê? 

A primeira coisa que vem à mente quando falamos sobre Catherine Deneuve é a sua lendária frieza. Frieza esta que sempre está associada a sua beleza estonteante. No entanto, se você começa a assistir aos filmes que ela fez/faz, vai reparar que a tal "frieza" muitas vezes ofusca os papéis sensíveis que ela interpretou. Se você assistiu Indochina, sabe do que estou falando. Você quase rasga o coração! Hoje o Cine Espresso homenageia esta lacradora do cinema francês falando sobre um desses filmes, em que a carapaça de fria esconde uma personagem muito complexa e sensível. Oito mulheres é, para mim, um dos maiores filmes franceses dos últimos anos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Violette (2013) em vídeo

Para os que são mais visuais, apresentamos nossa versão do post sobre o filme Violette em vídeo:





Sim! Agora temos um canal, pois não nos contentamos em apenas escrever. Como diria Norma Desmond: "então eles abriram a boca e nunca mais pararam de falar!". Basicamente. Este espaço também é de vocês, por isso aproveitem para comentar, criticar, elogiar ou whatever. Também estamos abertos a sugestões de futuros posts/vídeos!

Jessica, Camila e Guilherme.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Violette (2013)


Meu lugar é dentro de mim mesma. O resto é vaidade.
Violette Leduc


O que me levou a Violette, primeiramente, foi a notícia de que no filme havia uma canção de Jeanne Moreau. Fui assistir ao trailer ingenuamente, e lá pela metade já estava dando berros. Para falar sobre os motivos desses berros terei de voltar no tempo, na época em que eu cursava as disciplinas de Literatura Francesa na faculdade.

Um dos motivos que me levaram para o curso de Letras, mas principalmente para a língua francesa, estavam ligados a uma escritora, carinhosamente chamada de mulher do lencinho entre meus amigos: Simone de Beauvoir. O ano era 2009, e foi na feira do livro que adquiri meus primeiros livros do Castor. Na época eu não lia em francês, mas achava que poderia decifrar os livros com o auxílio de um dicionário. La pauvre. Em 2010 comecei o curso de Letras e minha primeira tarefa, depois de chorar litros com o tamanho do acervo da biblioteca das humanas, fora pegar emprestado A convidada, um dos tantos romances da mulher do lencinho. Me apaixonei. Foi um amor arrebatador, eu queria copiar todas as citações no caderno de tanto sentido que faziam para minha vida. Beauvoir se tornou minha autora francesa predileta. No último ano de faculdade, lamentei para sempre o fato de não termos estudado melhor essa figura tão intrigante que ela foi. 

Simone de Beauvoir, mais conhecida como "a mulher do lencinho".


Por isso, quando finalmente vi a Simone, a minha mulher do lencinho, personificada na figura da atriz Sandrine Kiberlain, eu só poderia dar um berro. Mas mais do que isso: Simone de Beauvoir em um filme sobre uma autora francesa chamada Violette Leduc, que falou abertamente sobre aborto, homossexualidade e sexualidade feminina. Meu feminismo pira!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

As ligações perigosas (1959)



Nada mais certeiro do que os créditos de abertura de As ligações perigosas serem um tabuleiro de xadrez. A metáfora utilizada pelo diretor Roger Vadim poderia resumir o filme e até mesmo a vida. No xadrez cada movimento que fazemos necessita de precisão. Ele deve ser calculado, as perdas e o ganho de mexer nessa ou naquela peça. Em As ligações perigosas, as pessoas são as peças, mas quem é a jogadora? Bem, digamos que ela seja nada mais nada menos do que Jeanne Moreau.



A releitura de Roger Vadim do romance epistolar de Choderlos de Laclos gerou polêmicas, o que é interessante se pensarmos que já estávamos as portas dos anos 60. Como uma adaptação livre de um romance mais velho que a sua avó poderia ainda chocar as pessoas? Simples, é só ambientá-lo na Paris dos ricaços e colocar Jeanne Moreau no papel principal, que era considerada uma mulher indecente para a época. Mas logo falaremos sobre isso. O resto deixe por conta da palavra “adaptação” que por si só suscita discussões ferrenhas.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Beijo na boca, não! (2003)

O elenco de Beijo na boca, não!
Lá estava eu na minha humilde residência assistindo à entrega do Oscar, quando de repente o nome do cineasta francês Alain Resnais apareceu na homenagem aos que faleceram.

- O QUÊ? O ALAIN RESNAIS MORREU??????

Com seis dias de atraso, eu ficava sabendo que um dos meus cineastas favoritos havia falecido. Fiquei desorientada, mas não era só eu. No twitter, o presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob, despejava toda sua ira – tirando inclusive uma selfie para mostrar o nível de ódio que estava – porque as emissoras francesas não estavam homenageando o cineasta como ele merecia.

Resnais merece flores, chocolates, tapete vermelho, honrarias do presidente francês, François Hollande (fiquei sabendo dessa hoje). Não só porque ele deu ao mundo um dos filmes mais bonitos dos anos 50, Hiroshima, meu amor; e sim porque seu talento era infinito. Drama, comédia musical, teatro... Resnais sabia como ninguém transitar por esses gêneros. Certa vez, Billy Wilder disse que o barato de um diretor era poder fazer essa transição. Nos últimos dez anos, Alain produziu filmes para todos os gostos, Beijo na boca, não! é um desses felizes exemplos.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

De repente num domingo (1983)

O cinema é o contrário de um jornal televisivo


François Truffaut

O último filme de Truffaut, De repente num domingo, é um mergulho naquilo que o diretor acreditava ser o cinema: uma válvula de escape à realidade. Portanto, ao escolher o p&b e uma trama tipicamente de filme noir para seu último filme, o cineasta despedia-se do público voltando às origens de um tipo de cinema que parecia muito distante – e parece muito mais hoje em dia –  no começo dos anos 80.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Os belos dias (2013)



De repente, você tem vontade de comer mousse de chocolate e no outro momento, você tem vontade de torta de maçã. Não existe uma razão para isso.Acontece. Fanny Ardant sobre sua personagem em Les Beaux Jours 
A vida de Caroline, apesar de aposentada e alguns anos mais velha que nós, se confunde com a nossa em Os belos dias. Esse filme, lançado no ano passado na França e este ano por aqui, vai além do plot “mulher mais velha saindo com homem mais novo”. Não, não isso; é uma reflexão sobre os prazeres inesperados que a vida nos traz, sobre como estamos de certa forma enclausurados na vida que construímos para nós mesmos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As diabólicas (1954)


Talvez você não os conheça de nome, mas certamente já tentou desvendar o mistério de alguma de suas histórias. Pierre Boileau e Thomas Narcejac foram talvez a fonte mais criativa de histórias para o cinema na década de 50 e 60. Esses dois caras, que escreviam juntos e utilizavam o nome artístico Boileau-Narcejac, foram os mestres do polar – o romance policial francês – nesse período. Um corpo que cai, de Hitchcock, é baseado em um de seus romances, Sueurs Froides. Além disso, outros filmes foram inspirados em suas histórias, como Maléfices dirigido por Henry Decoin. Boileau-Narcejac nem sempre são lembrados como os principais autores de romance policial francês; não em um mundo em que existe Arsène Lupin e Maigret. Apesar de ser uma pena, não enxergo isso como um problema, pois esses dois autores estão na cabeça de muitas pessoas que assistiram Um corpo que cai e As diabólicas, que acabaram se tornando dois chef-d’oeuvre da obra de Boileau-Narcejac. E, senhores, As diabólicas é talvez o melhor filme noir que você já viu na vida.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Porco Espinho (2009)


O Porco Espinho (Le Hérisson) de 2009 foi uma das melhores surpresas com o cinema francês que tive esse ano. Um filme extremamente sensível e também uma reflexão sobre a infância, o desgaste da rotina, sobre as pessoas se acomodarem em seus esconderijos, se apaixonar, encarar o sentido da vida e a morte como uma possibilidade. É todo ambientado em um prédio, especialmente na rotina de Paloma, Renée e Kakuro Ozu.

Paloma (Garance Le Guillermic) é uma garota introvertida, que tem a idéia fixa de suicidar-se quando completar 12 anos, no fim do período escolar. Apesar de inteligente, tem dificuldade em adaptar-se aos colegas e a rotina de casa, tende a enxergar a vida como uma série de eventos programados, que não fazem muito sentido. Ela leu que não importa as circunstâncias ou hora da morte, mas o que se está fazendo naquele exato momento. Por isso, planeja algo grandioso, gravar um filme sobre os últimos dias de sua vida.

sábado, 31 de agosto de 2013

Os sabores do palácio (2012)



Minha relação com a França beira o amor e o ódio. Quando entrei na Letras, eu achava que conhecia muito da França. É, croissant, Torre Eiffel, Piaf, essas coisas que fazem a gente achar que conhecemos o hexágono. Mas não. Eu não conhecia a França e talvez não chegue a conhecer 1% do necessário. É como se cada pedacinho desse país fosse uma gavetinha, você abre e, voilà, um milhão de coisas inesperadas. Hoje eu quero abrir a gavetinha chamada “gastronomia francesa”.