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domingo, 14 de dezembro de 2014

Ontem, hoje e amanhã (1963)


"Marcello, Marcello... A corrida atrás do sol não teria sido tão intensa e plena de satisfação sem ele. Seu olhar doce e seu sorriso belo sempre me acompanharam, proporcionando segurança, alegria e mil outras emoções (...) uma longa amizade, densa de afeto e ternura, que no set eu sabia se iluminar de paixão."

(Sophia Loren, em sua recente autobiografia "Ontem, hoje e amanhã")

Se houve um casal com química nas telas, foi Sophia Loren e Marcello Mastroianni. Considerados os maiores astros do cinema italiano, Sofi' e Marcello trabalharam juntos em 12 filmes, começando em 1954 e indo até o derradeiro trabalho em Prêt-à-Porter, de Robert Altman, em 1994. Nesse último trabalho, os dois reprisaram uma cena de um de seus filmes mais famosos: Ieri, oggi, domani, em português Ontem, hoje e amanhã. Nesse filme temos não só esse casal fantástico, mas o diretor que soube como ninguém tirar proveito da química de Mastroianni e Loren: Vittorio De Sica. Sophia chama em seu livro esse trio de "fantástico". Os três se divertiam muito fazendo cinema, e isso nunca ficou tão claro quanto nesse grande sucesso, que ganhou o Oscar de filme estrangeiro em 1964.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Umberto D. (1952)


Na época do pós-guerra, aos poucos a Europa se reerguia. A Itália, particularmente, começa a ter sinais de progresso. No entanto, uma parte da população sofre com a nova era que surge: são os idosos. Desrespeitados, relegados ao segundo plano, completamente esquecidos. E essa é a imagem que Vittorio De Sica nos dá em Umberto D., filme que dedicou ao seu pai. Com poucos personagens, sendo a cidade um deles - como um vilão que aos poucos cerca sua vítima - Umberto D. é o retrato de um período, com um tema que está longe de ser datado.

Não só contente em expor a situação, De Sica vai mais além: ele sabe como ninguém destruir o espectador emocionalmente. E ele consegue, por fim, um dos mais belos filmes já feitos.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Morte em Veneza (1971)



O clássico de Luchiano Visconti baseado na obra-prima do escritor alemão Thomas Mann, conta a história de Gustav von Aschenbach, um compositor que diante de uma crise existencial, decide tirar férias em Veneza. Parece com mais uma viagem enfadonha, até que ele se apaixona irremediavelmente por Tádzio, um adolescente cuja beleza o atrai e oprime ao mesmo tempo. O fascínio pelo belo, a busca do sublime e do perfeito se contrapõe com uma epidemia que ataca a cidade, à pobreza que o cerca e a tudo que se afasta dos ideais estéticos. Tudo faz com que o compositor se sinta mais incompatível com o mundo, acentuando sua crise.