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terça-feira, 7 de abril de 2015

A embriaguez do sucesso (1957)



Se você adora a canção The lady is tramp, consagrada na voz de Frank Sinatra, provavelmente deve conhecer Walter Winchell de ouvido. I follow Winchell and read every line diz a letra. Pois esta pessoa foi uma das maiores colunistas de fofoca norte-americanas, dando espaço para que as Hedda Hoppers e Louella Parsons aparecessem depois. A fama é tão grande que ele foi inspiração para um conto e um filme!

No aniversário de Walter Winchell, estaremos servindo A embriaguez do sucesso, um filme noir com um dialogo ácido e rápido, paisagens de tirar o fôlego e que fala sobre daquilo que corrompe o homem desde que o mundo é mundo: o sucesso.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Relíquia Macabra – O falcão maltês (1941)



No ABC do filme noir este filme é indispensável. Considerado o primeiro grande filme noir, Relíquia Macabra  é recheado de curiosidades e fatos improváveis. O romance entre Mary Astor e o diretor do filme, John Huston, e a pegadinha que John Huston aplicou em seu pai são alguns dos curiosos fatos que permeiam este clássico do noir. Mas acima de tudo, o filme deu as diretrizes para todos os detetives famosos que viriam a seguir. Sam Spade é o Sherlock Holmes do século XX e foi Bogart quem o imortalizou.

Recentemente tive a oportunidade de ler O falcão maltês, romance de Dashiel Hammett que inspirou o filme de John Huston. Eu já tinha assistido ao filme, há muito tempo atrás, e minha impressão não foi a melhor possível. Agora era uma questão de vida ou morte revê-lo depois de ter lido o livro. A surpresa não poderia ter sido mais positiva. O filme é tão fiel ao livro que chega a ser emocionante. Diálogos inteiros do livro foram colocados no filme, e se pensarmos que Howard Hawks disse a Huston que ele deveria “filmar o livro” isso faz todo o sentido. Porém, nossa intenção não é comparar livro e filme; e sim mostrar o que faz dele tão aclamado no mundo do noir.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

#Vídeos: Passos na noite (1950)



No noirvember, o Cine Espresso comenta um dos maiores filmes do gênero noir: Passos na noite. Neste filme de Otto Preminger, Gene Tierney e Dana Andrews nos deleitam mais uma vez como o casal principal e matam nossas saudades, já que protagonizaram outro noir de Preminger, Laura

Corrupção, redenção, submundo são alguns dos temas desse filme, que retrata o lado B da América.

Mais? Então vem!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Alma em suplício (1945)





Veda, I think I’m really seeing you for the first time in life and you’re cheap and horrible!

James M. Cain era a galinha dos ovos de ouro do cinema. Em três anos consecutivos três de seus livros seriam transformados em filme: Dupla indenização (1944), A história de Mildred Pierce (1945) e O destino bate a sua porta (1946). Não foi à toa, estávamos no auge da era noir do cinema e o público desejava grandes histórias. A história de Mildred Pierce carrega algo que poucos filmes noir tem: uma protagonista. Aos homens, o papel secundário. Alem disso, Alma em suplício é o primeiro filme de Joan Crawford na Warner Brothers, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz.

Minhas experiências ao ler livros adaptados para o cinema, especialmente depois de ter visto as adaptações cinematográficas 340 vezes, vão da surpresa à decepção. Há muito tempo que deixei de dizer a famosa frase “o livro é muito melhor que o filme”, pois acredito que se tratam de dois suportes diferentes. O livro funciona de um jeito e o filme de outro. Porém com A história de Mildred Pierce meu queixo simplesmente caiu. Porque, ao terminar de lê-lo, ficou evidente como esses dois suportes funcionam de formas completamente distintas. No livro você consegue odiar Veda ainda mais (e isso é possível? SIM, É!) , mas muito mais do que isso, a gente entende porque o romance foi mutilado. Em 1945 ninguém iria mostrar uma cena de estupro no cinema. Ninguém iria deixar o personagem sem levar o que ele merecia. A simples ideia de o vilão sair impune, nessa época, era inaceitável. Se o filme seguisse a risca o livro, duvido muito que fosse realizado.

Neste post tentaremos mostrar alguns pontos interessantes entre o livro e o filme, sem deixar de lado os bastidores, afinal Alma em suplício tem história pra contar, hein!

domingo, 19 de outubro de 2014

#Top 5: Cinco filmes noir com Barbara Stanwyck que você deveria assistir



Estou ligando para perguntar se o Cine Espresso não tem outra pauta que não seja Barbara Stanwyck. ASSIM NÃO DÁ, GENTE!!!!

Barbara Stanwyck e noir é como o trecho desta música : “Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, sou eu assim sem você”. Não conseguimos separar uma coisa da outra. Mas, não se engane, essa linda também é a rainha dos Westerns (mais um Top 5 no forno, sim ou claro?). Em minha humilde posição de fã, arriscaria dizer que ninguém se ajusta tão bem às ideias do noir quanto ela. Pensando nisso, elaboramos um top 5 dos melhores noir estrelados por ela. Porque, afinal de contas, não é só de Pacto de Sangue que vive o homem, não é mesmo?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Prisioneiro do passado (1947)



Foi com muito pesar que ontem recebemos a notícia do falecimento de uma das melhores atrizes da era de ouro em Hollywood, Lauren Bacall. Nós, do Cine Espresso, ficamos muito tristes, e cairemos no clichê mais verdade do mundo ao dizermos que seu legado ficará para sempre através dos filmes que estrelou. Por isso, durante os próximos posts, tentaremos homenagear essa atriz tão versátil, falando sobre alguns de seus filmes. E eu, como sou a louca do filme noir, escolhi um dos filmes desse gênero que Betty estrelou para prestar minha pequena homenagem a ela.

Dark passage (Prisioneiro do passado por aqui) foi o terceiro dos quatro filmes que a dupla Bogie-Bacall fizeram. Alguns clamam que não é o melhor, mas quer saber? É noir, tem o casal mais sensação de 1947 (eles tinham acabado de casar, me corrijam se eu estiver errada) e não tem a obrigação de ser um The big sleep da vida. O filme foi produzido por nada mais nada menos que Jerry Wald, o homem que colocava a mão em tudo e fazia virar sucesso. Lembrando que Wald produziu Mildred Pierce e Sob o signo do sexo, que resenhei por aqui.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Até a vista, querida (1944)


Philip Marlowe e Helen Grayle.

Por que as histórias de crimes nos fascinam tanto? Por que, mais de 50 anos depois, os filmes noir continuam nos encantando e sendo objeto de estudo? Simples: eles contam muito mais o que mostram. É possível ler e reler os filmes noir (e seus livros também) de diferentes formas. Podem ser lidos como um retrato da época em que foram lançados, como uma narrativa de nossos tempos atuais. Recentemente fiz um trabalho para faculdade em que comparava Crime e Castigo de Dostoiévski justamente com Adeus, minha adorada, romance que deu origem ao filme. Mas isso é assunto para outro post. O fato é que o filme noir nunca cansa de nos fascinar, embora sua fórmula quase sempre seja a mesma.

O que nos faz assistir a esses filmes, então, se já sabemos mais ou menos como funciona?

Porque os arquétipos do noir nunca nos cansam, é por isso. E por mais que “saibamos” como funciona, a história sempre nos surpreende. É o que acontece em Até a vista, querida. A farinha, a liga, digamos assim, do noir está ali. Temos a femme fatale, o detetive durão mas no fundo de coração mole, o senso de desorientação. Tudo isso sedimentado em um romance de Raymond Chandler, um autor cujo Hollywood bebeu até a última gota. Ela se aproveitaria dessa fonte criativa que é Chandler adaptando romances como O sono eterno (The big sleep) para o cinema, imortalizando o detetive Philip Marlowe como Humphrey Bogart, dois anos depois de Até a vista, querida. A fonte era lucrativa e o Marlowe de Raymond gozava de popularidade entre o público americano.

domingo, 20 de abril de 2014

Corpos ardentes (1981)



O cinema já havia passado por sua revolução francesa nos anos 70 quando Corpos Ardentes (Body Heat) chegou para colocar um pouco de lenha nessa fogueira, que já parecia estar se apagando no começo dos anos 80. Cabeças já haviam rolado, os cineastas já haviam colocado a língua para fora e dito “não queremos mais essa artificialidade de vocês, nós vamos reinventar essa coisa chamada cinema”. Assim, as comédias românticas foram remodeladas, como a Camila ressaltou em seu maravilhoso post sobre Annie Hall, o thriller e o terror…  E muitos muitos outros gêneros também. Só faltava a releitura moderna do gênero noir, famoso nos anos 40 e 50. Corpos Ardentes veio para cobrir essa lacuna.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

De repente num domingo (1983)

O cinema é o contrário de um jornal televisivo


François Truffaut

O último filme de Truffaut, De repente num domingo, é um mergulho naquilo que o diretor acreditava ser o cinema: uma válvula de escape à realidade. Portanto, ao escolher o p&b e uma trama tipicamente de filme noir para seu último filme, o cineasta despedia-se do público voltando às origens de um tipo de cinema que parecia muito distante – e parece muito mais hoje em dia –  no começo dos anos 80.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As diabólicas (1954)


Talvez você não os conheça de nome, mas certamente já tentou desvendar o mistério de alguma de suas histórias. Pierre Boileau e Thomas Narcejac foram talvez a fonte mais criativa de histórias para o cinema na década de 50 e 60. Esses dois caras, que escreviam juntos e utilizavam o nome artístico Boileau-Narcejac, foram os mestres do polar – o romance policial francês – nesse período. Um corpo que cai, de Hitchcock, é baseado em um de seus romances, Sueurs Froides. Além disso, outros filmes foram inspirados em suas histórias, como Maléfices dirigido por Henry Decoin. Boileau-Narcejac nem sempre são lembrados como os principais autores de romance policial francês; não em um mundo em que existe Arsène Lupin e Maigret. Apesar de ser uma pena, não enxergo isso como um problema, pois esses dois autores estão na cabeça de muitas pessoas que assistiram Um corpo que cai e As diabólicas, que acabaram se tornando dois chef-d’oeuvre da obra de Boileau-Narcejac. E, senhores, As diabólicas é talvez o melhor filme noir que você já viu na vida.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Férias de Natal (1944)


Um filme de Natal que não se parece com outros filmes natalinos. Na verdade, Férias de Natal (1944)  é um noir inusitado dirigido pelo experiente Robert Siodmak, que durante toda a década de 40, lançou filmes incríveis e envoltos de mistério. Em plena tempestade, na noite de Natal, tentaremos desvendar os fatos que antecedem o crime. Estrelando Deanna Durbin e Gene Kelly, em uma performance arrebatadora longe dos musicais!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pacto de Sangue (1944)




Considerado a quintessência do filme noir, Pacto de Sangue (Double Indemnity) é desses filmes que reúne todas as características desse gênero. Femme fatale? Tem. Anti-heroi? Tem. Fatalismo da vida? Também tem. Tudo isso conduzido por um roteiro inspirado em um dos maiores escritores noir: James M. Cain.