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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Noivo neurótico, noiva nervosa (1977)

 

"Me lembrei de uma velha piada. O cara vai ao psiquiatra e diz: 'Doutor, meu irmão é louco. Ele acha que é uma galinha'. E o doutor diz: 'Por que você não o interna?'. E o cara responde: 'Eu até internaria, mas preciso dos ovos'. É mais ou menos o que sinto sobre relacionamentos. São totalmente irracionais, loucos e absurdos. Mas nós vamos aguentando porque precisamos dos ovos."

Diane Keaton e Woody Allen. The perfect match. Em minha opinião, é impossível falar sobre Annie Hall (me recuso a repetir o infame título brasileiro aqui), de 1977, sem falar na relação dos dois. Tudo que eles foram juntos está nesse filme.

A comédia romântica moderna atingiu seu ápice aqui, em uma época muito apropriada, considerando a revolução que aconteceu no cinema americano nos anos 70. Chega dos romances protagonizados por pessoas perfeitinhas e com aquela divisão clara: amor à primeira vista, depois o casal se odeia, alguma coisa acontece, tudo se resolve e final feliz - pelo menos não mais por enquanto. Não na década revolucionária do cinema. Não se você quer ser cool. E Annie Hall é exatamente sobre isso; é o romance moderno. E pop.

Começou como uma versão atualizada das comédias sofisticadas dos anos 30 protagonizadas por Spencer Tracy e Katharine Hepburn; acabou sendo um dos maiores clássicos do gênero e um marco na carreira de Woody Allen.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As diabólicas (1954)


Talvez você não os conheça de nome, mas certamente já tentou desvendar o mistério de alguma de suas histórias. Pierre Boileau e Thomas Narcejac foram talvez a fonte mais criativa de histórias para o cinema na década de 50 e 60. Esses dois caras, que escreviam juntos e utilizavam o nome artístico Boileau-Narcejac, foram os mestres do polar – o romance policial francês – nesse período. Um corpo que cai, de Hitchcock, é baseado em um de seus romances, Sueurs Froides. Além disso, outros filmes foram inspirados em suas histórias, como Maléfices dirigido por Henry Decoin. Boileau-Narcejac nem sempre são lembrados como os principais autores de romance policial francês; não em um mundo em que existe Arsène Lupin e Maigret. Apesar de ser uma pena, não enxergo isso como um problema, pois esses dois autores estão na cabeça de muitas pessoas que assistiram Um corpo que cai e As diabólicas, que acabaram se tornando dois chef-d’oeuvre da obra de Boileau-Narcejac. E, senhores, As diabólicas é talvez o melhor filme noir que você já viu na vida.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A rosa púrpura do Cairo (1985)



"I just met a wonderful new man. He's fictional, but you can't have everything.”

A insatisfação com o real e com o presente é uma das questões que perpetua a obra de Woody Allen. Para o diretor, que tem em seus filmes uma visão pessimista da vida, o cinema sempre foi uma válvula de escape. Seu desejo sempre foi que fosse possível enfrentar a vida sem precisar escolher entre a fantasia e a realidade. Em nenhum outro filme isso ficou tão claro quanto em A rosa púrpura do Cairo, onde a personagem vivida por Mia Farrow, é a síntese de tudo aquilo que o cinema sempre representou para Allen, bem como uma bonita homenagem aos filmes da época da Depressão.

Uma curiosidade: tenho um caso sério de amor com esse filme. Há  uns três anos atrás um amigo muito querido e colega da faculdade me disse que havia assistido A rosa púrpura do Cairo, e que a protagonista lembrava muito o meu jeito. Curiosa, fui atrás do tal filme, e tive que concordar: eu era (e sou, até hoje) Cecilia. Na verdade, talvez você concorde comigo depois de assisti-lo: todos nós somos um pouco Cecilia.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Mensageiro do Diabo (1955)


Encontrei The Night Of the Hunter (O Mensageiro do Diabo, no Brasil) numa lista de indicações sobre filmes de suspense. Finalmente assisti numa noite dessas e para os padrões de hoje não chega a assustar, apesar da proximidade com o macabro. É o único trabalho do premiado ator Charles Laughton na direção, e o cara mandou bem - é definitivamente uma das melhores fotografias em preto e branco que já vi, a luz da lua refletindo no rio remete facilmente à uma bela pintura! Stephen King indicou o filme como "um grande exemplo de um clássico do terror", tive que concordar!

domingo, 26 de janeiro de 2014

Gravidade (2013)

"Houston, I have a bad feeling about this mission."
 Eu demorei para assistir Gravidade propositalmente. Eu tinha um certo receio, uma espécie de angústia antecipada que o trailer me deu. Mas eu não tinha a mínima ideia do que estava por vir. Em primeiro lugar, posso definir o filme como um dos mais diferentes que já assisti, e os efeitos - ah, os efeitos - são de tirar o fôlego. E, eu sinto dizer, Sandra Bullock me deixou ligeiramente abalada no que diz respeito a minha torcida no Oscar para Cate Blanchett. Me sinto como uma mãe tendo que torcer por suas duas filhas disputando a mesma coisa.

Os comentários gerais são de que existe uma reação exagerada em torno do filme, e que as indicações ao Oscar - dez, no total - são igualmente exageradas. Será?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

La casa del pelicano (1976)


Se existe uma mulher respeitada no México, o nome dela é Jacqueline Andere. Jacqueline, who? Jacky (apelido carinhoso) é uma das atrizes mais adoradas e respeitadas do México. Você, você que gosta de uma boa novela mexicana, talvez se lembre de seus papeis nas novelas exibidas pelo SBT: A outra e A madrasta. Nós realmente estamos falando de uma atriz de novela mexicana em um blog sobre CINEMA? Sim, porque Jacky não é só dramalhão mexicano, o que por si só já bastaria para colocar Regina Duarte no chinelo. Ela pode provar sua versatilidade no cinema, e destaco dois filmes, La casa del pelicano é um deles; o outro é um clássico de Buñuel, O anjo exterminador. Ambos filmaços, mas hoje vou me ater ao primeiro.

GUILTY PLEASURE: Dez fracassos de bilheteria que amamos!


Preparamos uma lista com nossos fracassos/FLOPS/veneno de bilheteria/bombas/fiascos comerciais favoritos! Por diversos motivos esses filmes foram rejeitados, mas passaram em um dos testes mais importantes: sobreviveram ao tempo. Cleópatra e O Mágico de Oz não foram citados, mas são um ótimo exemplo. Não podemos deixar de fora as produções de baixo orçamento, alguns são irrelevantes até hoje e outros causaram um grande impacto na cultura popular com o passar dos anos.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O grande Gatsby (2013)


Não é a toa que O grande Gatsby, sendo dirigido por Baz Luhrmann, esteja concorrendo ao Oscar de melhor figurino. Porém, creio que foi praticamente um pecado que o longa fosse ignorado por outras categorias, pois Gatsby é muito mais do que as luxuosas roupas dos americanos ricos da década de 1920. Com uma trilha sonora envolvente - embora às vezes viaje na maionese - o filme foi para mim uma das mais prazerosas idas ao cinema de 2013. O que faltou em brilho e em empolgação na adaptação que trazia Robert Redford e Mia Farrow nos papéis principais aparece aqui com todo o exagero desde o colorido e o espetacular 3D, até os já citados figurinos que renderam à indicação ao Oscar - afinal, estamos falando de Baz Luhrmann.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Clube de compras Dallas (2013)


No sábado à noite, quando Jared Leto ganhou o prêmio SAG por sua atuação em Dallas Buyers Club, percebi que já passava da hora de escrever um post sobre esse filme para o blog. Isso porque a vitória do ator, que interpretou uma transexual, é digna de destaque. Michael Douglas também tem seus méritos, afinal em seu Behind the candelabra (outro filme digno de review!), ele também interpreta um personagem portador do vírus HIV, mas que descobre o vírus quase no final da vida. Existe uma diferença importante entre os dois filmes. Dallas buyers club é cru, sem rodeios e tem o propósito de retratar como a AIDS e seus efeitos nos anos 80; Behind the candelabra centra-se na figura do pianista Liberace e não tem tanto apelo social como o primeiro. O discurso de Leto no SAG deixa bem claro, para mim, a importância de um filme como Dallas buyers no cinema. Principalmente concorrendo à categoria tão desejada de “melhor filme” no Oscar.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Álbum de família (2013)


Daqui algumas horas, talvez quando você já estiver lendo este post, a lista de indicados do Oscar 2014 já vai ter sido divulgada. Por enquanto, podemos apenas fazer previsões. Meu chute para o Oscar deste ano se chama Álbum de Família.

Não sei se vocês têm a mesma impressão que eu, mas parece que esperei esse filme sair por décadas. Estive acompanhando a publicidade em torno dele desde que anunciaram que Meryl Streep e Julia Roberts iriam atuar juntas. Quando finalmente pude assisti-lo, percebi que o filme carrega em si muito mais que o nome dessas duas atrizes; Álbum de família é uma ode ao tema mais velho que sua avó: famílias problemáticas.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Walt nos bastidores de Mary Poppins (2013)



Em uma época em que não existia 3D, Mary Poppins foi talvez A sensação de 1964. Não era a primeira vez em que os estúdios Walt Disney reuniam animação e pessoas de verdade – os filmes de Zé Carioca e as irmãs Miranda foram os pioneiros -, mas esse tinha um toque a mais. Pegue a doçura de Julie Andrews, as palhaçadas de Dick Van Dyke e misture com uma pitada de um romance que nunca existiu. Agora adicione músicas e danças a uma colher de uma história muito bem contada. Depois que você assiste Mary Poppins é supercalifragilisticexpialidocious!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Onze homens e um segredo (1960)


Gastei alguns bons minutos hoje para lembrar algum filme que tivesse a temática do ano novo envolvido, e nada muito claro surgia; eu simplesmente não conseguia. Até acreditava não ter visto nenhum que fosse relacionado ao tema - quando tentamos fazer coisas desse tipo, aí sim que as ideias não vêm. Logo, lembrei de um dos meus filmes favoritos: Onze homens e um segredo (Ocean's Eleven), de 1960, que trazia no elenco nada mais, nada menos do que o famoso Rat Pack. 

Rat Pack - que diabos é isso? Onze homens e um segredo sem Brad Pitt - isso existe? E o que isso tudo tem a ver com o ano novo? Desvendaremos esses mistérios nesse post.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A felicidade não se compra (1946)

"Strange, isn't it? Each man's life touches so many other lives. When he isn't around he leaves an awful hole, doesn't he?"
A Segunda Guerra Mundial rendeu muitos lucros para Hollywood, como não poderia deixar de ser, já que o cinema serviu na época como propaganda de guerra, e os filmes eram exportados para os países aliados, pois, devido ao esforço de guerra, os orçamentos de filmagens nesses lugares eram limitados. Além disso, muitos artistas viram sua vida mudar com a guerra, como o caso de Clark Gable, que perdeu a esposa durante o conflito, a atriz Carole Lombard, que estava em um avião abatido por engano pelos alemães. Abalado, ele se juntou aos soldados e combateu durante um longo período. Vários outros artistas estiveram envolvidos de uma forma ou de outra, e um deles foi James Stewart, que se alistou logo no início da guerra. A violência do conflito deixou sua marca no ator, que, após o término da guerra, voltou para os Estados Unidos desiludido e decidido a abandonar o cinema de vez. 

No entanto o seu amigo, o diretor Frank Capra, estava planejando aquele que seria seu último filme na RKO, e só conseguia ver Jimmy no papel do protagonista. Em consideração ao amigo, ele acabou aceitando, e assim nasceria um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos: A felicidade não sem compra (It's a wonderful life). Um verdadeiro conto de Natal, repleto de cenas memoráveis e que se tornaria referência, o filme mostra como uma pessoa pode fazer a diferença na vida de outras e na importância de se ter amigos verdadeiros.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Natal Branco (1954)



Então é natal e o que você fez? Que tal “então é natal e que filme iremos assistir?” White Christmas (Natal Branco) faz parte dos filmes que são tradicionalmente vistos na noite de natal nos Estados Unidos. A felicidade não se compra de Frank Capra também faz parte desse grupo. Também não é para menos, pois White Christmas tem tudo que um bom filme do gênero pede: músicas, atores e cenários incríveis.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Blue Jasmine (2013)


Depois de uma fase europeia - com filmes rodados em Londres, Barcelona, Paris e Roma - Woody Allen está de volta às origens. Filmado em San Francisco, Blue Jasmine é, com toda certeza, um dos melhores filmes dos últimos tempos, e, mais ainda, um dos melhores de Woody. Uma das marcas do diretor são, sem dúvida, personagens femininas marcantes, e Jasmine é uma delas - os homens dos filmes de Allen são geralmente uma variação da personalidade do próprio diretor.

Woody jamais escondeu sua paixão por alguns personagens do cinema - Rick Blaine, de Casablanca é um deles, sendo mostrado sempre como um ídolo e um modelo em seus filmes. Outra que vi várias vezes ser mencionada não só nos filmes de Allen, como também em seus contos, foi a icônica Blanche DuBois, vivida por Vivien Leigh em Uma rua chamada pecado (1951). A personagem, conhecida pelo desejo de escapar da realidade através da farsa apareceu, por exemplo, sendo imitada por Woody em O dorminhoco (1973). Mas, em Blue Jasmine temos uma livre e moderna adaptação da peça de Tennessee Williams. E se Vivien Leigh ganhou merecidamente o Oscar por viver Blanche, o mesmo podemos esperar de Cate Blanchett com Jasmine. Então, amigos, puxem suas cadeiras e esperem, pois acho que temos a vencedora do ano que vem.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A Estranha Passageira (1942)


Quando Bette Davis ainda era a "galinha dos ovos de ouro" da Warner e havia arrecadado milhões para o estúdio, começou a luta pela escolha dos projetos e papéis que seriam interessantes para ela. Na época já tinha feito uma sucessão de vilãs e manchetes como "Ninguém é tão boa quanto Bette Davis quando ela é má" começavam a pipocar. Então, quando a Warner comprou os direitos de "Now, Voyager" em 1942, Bette foi ao escritório e disse "Eu escutei que vocês compraram Now Voyager para Irene Dunne, de jeito nenhum, eu preciso de um personagem simpático!". Após "Nascida Para o Mal" e "Pérfida", Bette se tornou a heroína do filme de Irving Rapper.

sábado, 14 de dezembro de 2013

O galante Mr. Deeds (1936)


Frank Capra foi, definitivamente um dos melhores diretores que o cinema já teve. Pena que não tem hoje o devido reconhecimento como tantos outros da mesma época. Em grande parte dos seus filmes, Capra expôs a sua visão do americano idealizado de bom coração, antimaterialista e a ideia de que quem tem amigos na vida, tem tudo. Em O galante Mr. Deeds, que deu à Capra seu segundo Oscar, ele apresentou a história de um de seus personagens idealizados (e um dos mais queridos também), que conquistam de imediato o espectador. Mostrando ainda o contraste entre a cidade pequena, com seus valores tradicionais e relações próximas, contra a frieza, o egoísmo e a falsa sofisticação da cidade grande, com suas luzes enganadoras, Mr. Deeds é um filme doce, capaz de arrancar suspiros saudosistas de quem o assiste e mesmo trazer à tona aquele eterno questionamento de quem assiste filmes antigos demais: por que não se fazem mais filmes assim? 

É o efeito Frank Capra.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Recomeçar (2003)



Sempre digo que os filmes me escolhem; não eu a eles. No dia em que tomei conhecimento de Recomeçar, eu estava lendo um pouco mais sobre Anne Reid, a protagonista de Last tango in Halifax. Ela tinha feito esse filme em 2003 e tinha ganhado muitos prêmios com ele. Mas o curioso era que ninguém falava sobre os prêmios ou sobre sua atuação; apenas sobre as cenas “polêmicas” de sexo que havia entre ela e Daniel Craig no filme. Se há algo que eu deveria evitar nessa vida é ler comentários alheios. No entanto, nunca aprendo. De repente, estou embarcando em uma overdose de comentários preconceituosos, que me dão vontade de vomitar e fazem com que eu me pergunte se essas pessoas vivem no mesmo mundo que eu. Voilà, foi o que aconteceu com Recomeçar. Comecei a ler as opiniões sobre o filme e nunca me deparei com tanto preconceito na minha vida. Basicamente as pessoas criticavam o filme por ter mostrado cenas de sexo entre uma mulher mais velha e um homem mais novo tão explicitamente. Como se as pessoas sexagenárias que fazem sexo fossem sujas ou não dignas de respeito. Aquilo atiçou ainda mais minha curiosidade de ver o filme. Eu achava que tinha um dever moral de vê-lo e relatá-lo para as pessoas que me leem aqui.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Como não perder essa mulher (2013)


Vivemos hoje na era do supérfluo, das coisas artificiais, objetivas e cada vez mais dinâmicas, e isso, obviamente, não poderia deixar de se refletir na forma como lidamos com os relacionamentos amorosos. O caso dos aplicativos que permitem ao usuário avaliar o desempenho e a aparência dos seus parceiros e que gerou polêmica recentemente, está aí para provar isso. Nesse contexto, Don Jon, a estreia de Joseph Gordon-Levitt na direção, mostra como essa artificialidade aliada às expectativas criadas (muitas vezes sob a influência da mídia) acaba prejudicando a visão que se tem do parceiro ideal e dos relacionamentos em geral.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A morte lhe cai bem (1992)



Durante toda minha vida, uma imagem sempre me acompanhou: a de uma mulher sendo atirada do pé de uma escada, caindo e quebrando o pescoço. Eu tentava lembrar de que filme era e nunca conseguia. Até o dia em que, não sei como, descobri que a mulher caindo era Meryl Streep e que esse era o ponto de virada de A morte lhe cai bem. Esse filme, acho eu, é um clássico da minha geração. É muito difícil encontrar alguém que não lembre pelo menos dessa cena da escada. No entanto, às vezes parece que A morte lhe cai é só um filme de comédia. Só que não. Depois de olhar 500 vezes (falando sério, acho que já assisti mais de 20 vezes esse filme, se contarmos que durante uma época eu o assistia todas as noites antes de dormir), você começa a perceber o quão refinado ele é em termos de conteúdo.