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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Momento Hedda Hopper: Lucille Ball e Desi Arnaz


Recentemente tive um surto em um site de compras online e comprei cinco livros de uma vez. Um desses livros era Love, Lucy, a autobiografia de Lucille Ball. Gostaria de estar lendo o livro na época em que escrevi meu post sobre sua série, porém não podemos prever o andar da carruagem. O fato é que terminei o livro hoje e achei digno fazer outro post sobre ela, agora claramente direcionado para o lado Hedda Hopper, ou seja, o lado Sônia Abrão da história.

Sobre Lucille Ball, Hedda Hopper dizia que ela era uma das garotas mais fortes em Hollywood, tendo em vista que demorou muito tempo para tornar-se uma estrela de verdade. Aliás, Hedda a adorava. O fato é que Lucille comeu o pão que o diabo amassou, digamos assim, antes de se tornar Lucy Ricardo. Em seu livro, ela nos conta sobre o dia em que jogou café de propósito pelo camarim em que Katharine Hepburn estava, pois o cabelereiro não fez questão de devolver seu lápis para a sobrancelha. Lucy havia sido expulsa de seu camarim com a chegada da nova estrela. Mais tarde, Kate teria dito a ela: “Não tem problema, Lucille [sobre o incidente com o café], mas você precisa controlar seu temperamento. Quando você for uma estrela, poderá ser temperamental”. Lucille fez escola com a mãe de Ginger Rogers, que era uma espécie de mãe-coruja na época da RKO. Ela adotou Lucille e lhe ensinou basicamente tudo que ela precisava saber para ser uma estrela. Anos mais tarde, a própria Lucille teria sua própria “escola” de atores, apadrinhando centenas de jovens ansiosos pelo sucesso.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Um Barco e Nove Destinos (1944)


Lifeboat de 1944, teve seu roteiro baseado na obra de John Steinback, adaptado por Alfred Hitchcock e certamente merecia ser mais lembrado! Com apenas um cenário e espaço físico limitado, acompanhamos a luta pela sobrevivência entre nove pessoas que perderam aquilo que mais amam, a trama explora o que é o ser humano quando fica despojado de tudo. Um dos poucos filmes com Tallulah Bankhead que assisti, e ela está maravilhosa! O clima de tensão manterá o expectador vidrado durante seus rápidos 97 minutos.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cenas de um Casamento (1973)


Na tarde de uma segunda-feira chuvosa tive a notícia de uma folga inesperada, então finalmente assisti "Cenas de um Casamento". Como estava com o tempo livre, não me importei com as CINCO FUCKIN HORAS de duração do longa-metragem. Talvez a única preocupação, foi o quanto exaustivo emocionalmente poderia ser. Para o bem ou para o mal, acho que Bergman teve êxito em "resumir" o universo de uma relação a dois.

Cenas de um Casamento é 6º entre 10 filmes estrelados por Liv Ullman e dirigido por Ingmar Bergman. Separado em seis episódios: "Inocência e Pânico", "A Arte de Empurrar as Coisas para Debaixo do Tapete", "Paula", "O Vale das Lágrimas", "Os Analfabetos" e "No Meio da Noite, Numa Casa Escura em Algum Lugar do Mundo".

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cinco filmes de Grace Kelly que você deveria ver


Se estivesse ainda entre nós Grace Patricia Kelly, a Princesa Grace de Mônaco, estaria hoje completando 84 anos. Musa de Hitchcock, Grace abandonou o cinema precocemente para casar-se com Rainier III, que proibiu a esposa de atuar, tendo inclusive banido seus filmes de Mônaco. Ainda assim, Grace deixou para a história do cinema uma pequena, mas respeitável filmografia. Como forma de lembrar a data e homenagear a eterna "princesa de gelo", como apelidou-a Hitchcock, vale relembrar cinco filmes da musa que merecem ser vistos e revistos.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

I love Lucy (1951-1957)





Lucille Ball, ao lado de Betty White, deve ser a comediante de televisão mais famosa dos Estados Unidos. Não é a toa, I love Lucy foi o primeiro sitcom ever da televisão, definindo todo esse gênero de programa. Mesmo após seu fim, em 1956, Lucy e seus cabelos ruivos continuaram famosos, e a moça trabalhou até o ano de sua morte, em 1989.

A ruiva de Rhode Island tem méritos não por apenas ter criado o primeiro sitcom com seu marido, Desi Arnaz, mas por ser a primeira mulher do ramo. E vocês sabem como nos queridos anos 50, a coisa não era fácil se você resolvia não ser dona de casa. Ser atriz nessa época era um calvário, uma vez que a profissão era relacionada à mulheres indecentes. Somente por essa razão, Ball é uma heroína para mim. Vocês imaginem o que era fazer parte da produção de um programa/sociedade/mundo dominado pelos homens. É difícil imaginar, mas Lucille com seu temperamento classificado por muitos como difícil conseguiu se firmar nesse métier, o que acho que deixou muitos com medo.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sintonia de amor (1993)


Você não quer se apaixonar! Você quer se apaixonar em um filme!

Nora Ephron, tanto como diretora e roterista, soube como ninguém relatar os problemas da mulher moderna e independente, que apesar de tudo ainda guarda sonhos românticos. Com Harry e Sally, de 1989, com a famosa parceria com Rob Reiner, explorou todos os aspectos dos relacionamentos  possíveis entre homens e mulheres. Em Sintonia de amor, porém, ela deixou que uma homenagem aos tradicionais filmes "de mulherzinha" tomasse conta da história, transformando o filme em uma das mais célebres e adoráveis comédias românticas dos anos 90.

sábado, 19 de outubro de 2013

Sortilégio de amor (1958)



O dia das bruxas está chegando, e com isso pipocam por aí dicas de filmes para assistir relacionados ao tema. Sendo assim, decidi eu mesma compartilhar uma dica, uma dica preciosa que tornou-se uma agradável surpresa para mim, que tenho grande afeto pelos protagonistas desse filme.

Devo alertar, é claro, que embora o casal principal venha de um filme de Hitchcock, a história está mais para Bewitched do que para A bruxa de Blair, portanto se você não gosta de histórias de bruxinhas adoráveis, caia fora! Mas, outro alerta (e um convite): James Stewart e Kim Novak podem (e vão), com o perdão da expressão breguinha, enfeitiçar você. Basta você deixar, relaxar e sentar para assistir Bell, Book and Candle, uma pérola cinematográfica (no bom sentido) de 1958.