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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A felicidade não se compra (1946)

"Strange, isn't it? Each man's life touches so many other lives. When he isn't around he leaves an awful hole, doesn't he?"
A Segunda Guerra Mundial rendeu muitos lucros para Hollywood, como não poderia deixar de ser, já que o cinema serviu na época como propaganda de guerra, e os filmes eram exportados para os países aliados, pois, devido ao esforço de guerra, os orçamentos de filmagens nesses lugares eram limitados. Além disso, muitos artistas viram sua vida mudar com a guerra, como o caso de Clark Gable, que perdeu a esposa durante o conflito, a atriz Carole Lombard, que estava em um avião abatido por engano pelos alemães. Abalado, ele se juntou aos soldados e combateu durante um longo período. Vários outros artistas estiveram envolvidos de uma forma ou de outra, e um deles foi James Stewart, que se alistou logo no início da guerra. A violência do conflito deixou sua marca no ator, que, após o término da guerra, voltou para os Estados Unidos desiludido e decidido a abandonar o cinema de vez. 

No entanto o seu amigo, o diretor Frank Capra, estava planejando aquele que seria seu último filme na RKO, e só conseguia ver Jimmy no papel do protagonista. Em consideração ao amigo, ele acabou aceitando, e assim nasceria um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos: A felicidade não sem compra (It's a wonderful life). Um verdadeiro conto de Natal, repleto de cenas memoráveis e que se tornaria referência, o filme mostra como uma pessoa pode fazer a diferença na vida de outras e na importância de se ter amigos verdadeiros.

Férias de Natal (1944)


Um filme de Natal que não se parece com outros filmes natalinos. Na verdade, Férias de Natal (1944)  é um noir inusitado dirigido pelo experiente Robert Siodmak, que durante toda a década de 40, lançou filmes incríveis e envoltos de mistério. Em plena tempestade, na noite de Natal, tentaremos desvendar os fatos que antecedem o crime. Estrelando Deanna Durbin e Gene Kelly, em uma performance arrebatadora longe dos musicais!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Natal Branco (1954)



Então é natal e o que você fez? Que tal “então é natal e que filme iremos assistir?” White Christmas (Natal Branco) faz parte dos filmes que são tradicionalmente vistos na noite de natal nos Estados Unidos. A felicidade não se compra de Frank Capra também faz parte desse grupo. Também não é para menos, pois White Christmas tem tudo que um bom filme do gênero pede: músicas, atores e cenários incríveis.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Blue Jasmine (2013)


Depois de uma fase europeia - com filmes rodados em Londres, Barcelona, Paris e Roma - Woody Allen está de volta às origens. Filmado em San Francisco, Blue Jasmine é, com toda certeza, um dos melhores filmes dos últimos tempos, e, mais ainda, um dos melhores de Woody. Uma das marcas do diretor são, sem dúvida, personagens femininas marcantes, e Jasmine é uma delas - os homens dos filmes de Allen são geralmente uma variação da personalidade do próprio diretor.

Woody jamais escondeu sua paixão por alguns personagens do cinema - Rick Blaine, de Casablanca é um deles, sendo mostrado sempre como um ídolo e um modelo em seus filmes. Outra que vi várias vezes ser mencionada não só nos filmes de Allen, como também em seus contos, foi a icônica Blanche DuBois, vivida por Vivien Leigh em Uma rua chamada pecado (1951). A personagem, conhecida pelo desejo de escapar da realidade através da farsa apareceu, por exemplo, sendo imitada por Woody em O dorminhoco (1973). Mas, em Blue Jasmine temos uma livre e moderna adaptação da peça de Tennessee Williams. E se Vivien Leigh ganhou merecidamente o Oscar por viver Blanche, o mesmo podemos esperar de Cate Blanchett com Jasmine. Então, amigos, puxem suas cadeiras e esperem, pois acho que temos a vencedora do ano que vem.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A Estranha Passageira (1942)


Quando Bette Davis ainda era a "galinha dos ovos de ouro" da Warner e havia arrecadado milhões para o estúdio, começou a luta pela escolha dos projetos e papéis que seriam interessantes para ela. Na época já tinha feito uma sucessão de vilãs e manchetes como "Ninguém é tão boa quanto Bette Davis quando ela é má" começavam a pipocar. Então, quando a Warner comprou os direitos de "Now, Voyager" em 1942, Bette foi ao escritório e disse "Eu escutei que vocês compraram Now Voyager para Irene Dunne, de jeito nenhum, eu preciso de um personagem simpático!". Após "Nascida Para o Mal" e "Pérfida", Bette se tornou a heroína do filme de Irving Rapper.

Momento Hedda Hopper: a relação conturbada entre Joan Fontaine e Olivia de Havilland





Olhando a foto acima, nem imaginamos que por trás dos olhares dessas duas atrizes se escondia uma das rivalidades familiares mais famosas de Hollywood. É certo que tanto Olivia como Joan fizeram papeis marcantes no cinema, mas a treta entre as duas irmãs é tão lendária quanto seus  filmes.

sábado, 14 de dezembro de 2013

O galante Mr. Deeds (1936)


Frank Capra foi, definitivamente um dos melhores diretores que o cinema já teve. Pena que não tem hoje o devido reconhecimento como tantos outros da mesma época. Em grande parte dos seus filmes, Capra expôs a sua visão do americano idealizado de bom coração, antimaterialista e a ideia de que quem tem amigos na vida, tem tudo. Em O galante Mr. Deeds, que deu à Capra seu segundo Oscar, ele apresentou a história de um de seus personagens idealizados (e um dos mais queridos também), que conquistam de imediato o espectador. Mostrando ainda o contraste entre a cidade pequena, com seus valores tradicionais e relações próximas, contra a frieza, o egoísmo e a falsa sofisticação da cidade grande, com suas luzes enganadoras, Mr. Deeds é um filme doce, capaz de arrancar suspiros saudosistas de quem o assiste e mesmo trazer à tona aquele eterno questionamento de quem assiste filmes antigos demais: por que não se fazem mais filmes assim? 

É o efeito Frank Capra.