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domingo, 9 de fevereiro de 2014

A rosa púrpura do Cairo (1985)



"I just met a wonderful new man. He's fictional, but you can't have everything.”

A insatisfação com o real e com o presente é uma das questões que perpetua a obra de Woody Allen. Para o diretor, que tem em seus filmes uma visão pessimista da vida, o cinema sempre foi uma válvula de escape. Seu desejo sempre foi que fosse possível enfrentar a vida sem precisar escolher entre a fantasia e a realidade. Em nenhum outro filme isso ficou tão claro quanto em A rosa púrpura do Cairo, onde a personagem vivida por Mia Farrow, é a síntese de tudo aquilo que o cinema sempre representou para Allen, bem como uma bonita homenagem aos filmes da época da Depressão.

Uma curiosidade: tenho um caso sério de amor com esse filme. Há  uns três anos atrás um amigo muito querido e colega da faculdade me disse que havia assistido A rosa púrpura do Cairo, e que a protagonista lembrava muito o meu jeito. Curiosa, fui atrás do tal filme, e tive que concordar: eu era (e sou, até hoje) Cecilia. Na verdade, talvez você concorde comigo depois de assisti-lo: todos nós somos um pouco Cecilia.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Mensageiro do Diabo (1955)


Encontrei The Night Of the Hunter (O Mensageiro do Diabo, no Brasil) numa lista de indicações sobre filmes de suspense. Finalmente assisti numa noite dessas e para os padrões de hoje não chega a assustar, apesar da proximidade com o macabro. É o único trabalho do premiado ator Charles Laughton na direção, e o cara mandou bem - é definitivamente uma das melhores fotografias em preto e branco que já vi, a luz da lua refletindo no rio remete facilmente à uma bela pintura! Stephen King indicou o filme como "um grande exemplo de um clássico do terror", tive que concordar!

domingo, 26 de janeiro de 2014

Gravidade (2013)

"Houston, I have a bad feeling about this mission."
 Eu demorei para assistir Gravidade propositalmente. Eu tinha um certo receio, uma espécie de angústia antecipada que o trailer me deu. Mas eu não tinha a mínima ideia do que estava por vir. Em primeiro lugar, posso definir o filme como um dos mais diferentes que já assisti, e os efeitos - ah, os efeitos - são de tirar o fôlego. E, eu sinto dizer, Sandra Bullock me deixou ligeiramente abalada no que diz respeito a minha torcida no Oscar para Cate Blanchett. Me sinto como uma mãe tendo que torcer por suas duas filhas disputando a mesma coisa.

Os comentários gerais são de que existe uma reação exagerada em torno do filme, e que as indicações ao Oscar - dez, no total - são igualmente exageradas. Será?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

La casa del pelicano (1976)


Se existe uma mulher respeitada no México, o nome dela é Jacqueline Andere. Jacqueline, who? Jacky (apelido carinhoso) é uma das atrizes mais adoradas e respeitadas do México. Você, você que gosta de uma boa novela mexicana, talvez se lembre de seus papeis nas novelas exibidas pelo SBT: A outra e A madrasta. Nós realmente estamos falando de uma atriz de novela mexicana em um blog sobre CINEMA? Sim, porque Jacky não é só dramalhão mexicano, o que por si só já bastaria para colocar Regina Duarte no chinelo. Ela pode provar sua versatilidade no cinema, e destaco dois filmes, La casa del pelicano é um deles; o outro é um clássico de Buñuel, O anjo exterminador. Ambos filmaços, mas hoje vou me ater ao primeiro.

GUILTY PLEASURE: Dez fracassos de bilheteria que amamos!


Preparamos uma lista com nossos fracassos/FLOPS/veneno de bilheteria/bombas/fiascos comerciais favoritos! Por diversos motivos esses filmes foram rejeitados, mas passaram em um dos testes mais importantes: sobreviveram ao tempo. Cleópatra e O Mágico de Oz não foram citados, mas são um ótimo exemplo. Não podemos deixar de fora as produções de baixo orçamento, alguns são irrelevantes até hoje e outros causaram um grande impacto na cultura popular com o passar dos anos.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O grande Gatsby (2013)


Não é a toa que O grande Gatsby, sendo dirigido por Baz Luhrmann, esteja concorrendo ao Oscar de melhor figurino. Porém, creio que foi praticamente um pecado que o longa fosse ignorado por outras categorias, pois Gatsby é muito mais do que as luxuosas roupas dos americanos ricos da década de 1920. Com uma trilha sonora envolvente - embora às vezes viaje na maionese - o filme foi para mim uma das mais prazerosas idas ao cinema de 2013. O que faltou em brilho e em empolgação na adaptação que trazia Robert Redford e Mia Farrow nos papéis principais aparece aqui com todo o exagero desde o colorido e o espetacular 3D, até os já citados figurinos que renderam à indicação ao Oscar - afinal, estamos falando de Baz Luhrmann.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Clube de compras Dallas (2013)


No sábado à noite, quando Jared Leto ganhou o prêmio SAG por sua atuação em Dallas Buyers Club, percebi que já passava da hora de escrever um post sobre esse filme para o blog. Isso porque a vitória do ator, que interpretou uma transexual, é digna de destaque. Michael Douglas também tem seus méritos, afinal em seu Behind the candelabra (outro filme digno de review!), ele também interpreta um personagem portador do vírus HIV, mas que descobre o vírus quase no final da vida. Existe uma diferença importante entre os dois filmes. Dallas buyers club é cru, sem rodeios e tem o propósito de retratar como a AIDS e seus efeitos nos anos 80; Behind the candelabra centra-se na figura do pianista Liberace e não tem tanto apelo social como o primeiro. O discurso de Leto no SAG deixa bem claro, para mim, a importância de um filme como Dallas buyers no cinema. Principalmente concorrendo à categoria tão desejada de “melhor filme” no Oscar.