O momento tão esperado finalmente chegou! Daqui algumas horas saberemos quem levará para casa os Oscars mais cobiçados: o de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz e melhor ator. Outra característica dessa época de prêmios são as apostas. Foi pensando nisso que a equipe do C.E. reuniu suas apostas para a grande noite.
domingo, 2 de março de 2014
Apostas do C.E. para o Oscar
O momento tão esperado finalmente chegou! Daqui algumas horas saberemos quem levará para casa os Oscars mais cobiçados: o de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz e melhor ator. Outra característica dessa época de prêmios são as apostas. Foi pensando nisso que a equipe do C.E. reuniu suas apostas para a grande noite.
Trapaça (2013)
American Hustle (Trapaça, no Brasil) é dirigido por David O. Russell, indicado em várias categorias no Oscar do ano passado com O Lado Bom da Vida. Esse ano, seu novo filme traz novamente Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, mas é protagonizado por Christian Bale e Amy Adams. Trapaça é a maior aposta ao grande prêmio da Academia, ao lado de 12 anos de Escravidão, ambos com 10 indicações! Se você assim como eu, tinha na memória uma imagem inofensiva da Amy Adams na pele da jovem freira em Dúvida de 2008 ou Julie & Julia de 2009, pode se surpreender com o quanto sexy a vencedora do Globo de Ouro aparece aqui! Trapaça já chegou aos nossos cinemas e acompanha uma dupla de impostores que termina nas mãos de um agente do FBI.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Noivo neurótico, noiva nervosa (1977)
"Me lembrei de uma velha piada. O cara vai ao psiquiatra e diz: 'Doutor, meu irmão é louco. Ele acha que é uma galinha'. E o doutor diz: 'Por que você não o interna?'. E o cara responde: 'Eu até internaria, mas preciso dos ovos'. É mais ou menos o que sinto sobre relacionamentos. São totalmente irracionais, loucos e absurdos. Mas nós vamos aguentando porque precisamos dos ovos."
Diane Keaton e Woody Allen. The perfect match. Em minha opinião, é impossível falar sobre Annie Hall (me recuso a repetir o infame título brasileiro aqui), de 1977, sem falar na relação dos dois. Tudo que eles foram juntos está nesse filme.
A comédia romântica moderna atingiu seu ápice aqui, em uma época muito apropriada, considerando a revolução que aconteceu no cinema americano nos anos 70. Chega dos romances protagonizados por pessoas perfeitinhas e com aquela divisão clara: amor à primeira vista, depois o casal se odeia, alguma coisa acontece, tudo se resolve e final feliz - pelo menos não mais por enquanto. Não na década revolucionária do cinema. Não se você quer ser cool. E Annie Hall é exatamente sobre isso; é o romance moderno. E pop.
A comédia romântica moderna atingiu seu ápice aqui, em uma época muito apropriada, considerando a revolução que aconteceu no cinema americano nos anos 70. Chega dos romances protagonizados por pessoas perfeitinhas e com aquela divisão clara: amor à primeira vista, depois o casal se odeia, alguma coisa acontece, tudo se resolve e final feliz - pelo menos não mais por enquanto. Não na década revolucionária do cinema. Não se você quer ser cool. E Annie Hall é exatamente sobre isso; é o romance moderno. E pop.
Começou como uma versão atualizada das comédias sofisticadas dos anos 30 protagonizadas por Spencer Tracy e Katharine Hepburn; acabou sendo um dos maiores clássicos do gênero e um marco na carreira de Woody Allen.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
De repente num domingo (1983)
O cinema é o contrário de um jornal televisivo
François Truffaut
O último filme de Truffaut, De repente num domingo, é um mergulho
naquilo que o diretor acreditava ser o cinema: uma válvula de escape à
realidade. Portanto, ao escolher o p&b e uma trama tipicamente de filme noir para seu último filme, o cineasta
despedia-se do público voltando às origens de um tipo de cinema que parecia
muito distante – e parece muito mais hoje em dia – no começo dos anos 80.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Os belos dias (2013)
De repente, você tem vontade de comer mousse de chocolate e no outro momento, você tem vontade de torta de maçã. Não existe uma razão para isso.Acontece. Fanny Ardant sobre sua personagem em Les Beaux Jours
A vida de Caroline, apesar de aposentada e
alguns anos mais velha que nós, se confunde com a nossa em Os belos dias. Esse filme, lançado no ano passado na França e este
ano por aqui, vai além do plot “mulher mais velha saindo com homem mais
novo”. Não, não só isso; é uma
reflexão sobre os prazeres inesperados que a vida nos traz, sobre como estamos
de certa forma enclausurados na vida que construímos para nós mesmos.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
As diabólicas (1954)
Talvez você não os conheça de nome, mas
certamente já tentou desvendar o mistério de alguma de suas histórias. Pierre
Boileau e Thomas Narcejac foram talvez a fonte mais criativa de histórias para
o cinema na década de 50 e 60. Esses dois caras, que escreviam juntos e utilizavam
o nome artístico Boileau-Narcejac, foram os mestres do polar – o romance policial francês – nesse período. Um corpo que cai, de Hitchcock, é
baseado em um de seus romances, Sueurs
Froides. Além disso, outros filmes foram inspirados em suas histórias, como
Maléfices dirigido por Henry Decoin.
Boileau-Narcejac nem sempre são lembrados como os principais autores de romance
policial francês; não em um mundo em que existe Arsène Lupin e Maigret. Apesar
de ser uma pena, não enxergo isso como um problema, pois esses dois autores
estão na cabeça de muitas pessoas que assistiram Um corpo que cai e As
diabólicas, que acabaram se tornando dois chef-d’oeuvre da obra de Boileau-Narcejac. E, senhores, As diabólicas é talvez o melhor filme noir que você já viu na vida.
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domingo, 9 de fevereiro de 2014
A rosa púrpura do Cairo (1985)
"I just met a wonderful new man. He's fictional, but you can't have everything.”
A insatisfação com o real e com o presente é uma das questões que perpetua a obra de Woody Allen. Para o diretor, que tem em seus filmes uma visão pessimista da vida, o cinema sempre foi uma válvula de escape. Seu desejo sempre foi que fosse possível enfrentar a vida sem precisar escolher entre a fantasia e a realidade. Em nenhum outro filme isso ficou tão claro quanto em A rosa púrpura do Cairo, onde a personagem vivida por Mia Farrow, é a síntese de tudo aquilo que o cinema sempre representou para Allen, bem como uma bonita homenagem aos filmes da época da Depressão.
Uma curiosidade: tenho um caso sério de amor com esse filme. Há uns três anos atrás um amigo muito querido e colega da faculdade me disse que havia assistido A rosa púrpura do Cairo, e que a protagonista lembrava muito o meu jeito. Curiosa, fui atrás do tal filme, e tive que concordar: eu era (e sou, até hoje) Cecilia. Na verdade, talvez você concorde comigo depois de assisti-lo: todos nós somos um pouco Cecilia.
Uma curiosidade: tenho um caso sério de amor com esse filme. Há uns três anos atrás um amigo muito querido e colega da faculdade me disse que havia assistido A rosa púrpura do Cairo, e que a protagonista lembrava muito o meu jeito. Curiosa, fui atrás do tal filme, e tive que concordar: eu era (e sou, até hoje) Cecilia. Na verdade, talvez você concorde comigo depois de assisti-lo: todos nós somos um pouco Cecilia.
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