O camponês Nat ouve um barulho do lado de fora da janela de sua casa. Algo chocou-se contra ela. O inverno acabava de começar. Algo estava errado, um pássaro atirando-se contra a janela, mas o que é isso? Ninguém acredita em Nat, até que pássaros, essas criaturinhas bondosas e passivas, resolvem atacar uma cidade do interior da Inglaterra, causando pânico por onde passam. Assim é o plot inicial do conto da escritora britânica Daphne du Maurier (apesar desse nome que faz com que a gente pense que ela é francesa). Simples, não? Mas pense para adaptar para o cinema. Pensou? Difícil não? Não para Alfred Hitchcock.
Os pássaros foi um filme que cresceu muito dentro de mim. Como a maioria das pessoas, eu estava contaminada pelo germe Psicose, esperando algo muito mais grandioso a seguir. A primeira vez que o assisti confesso que fiquei bastante frustrada. Depois reassisti outras duas vezes e mudei completamente de opinião. Não só é um filme grandioso como um dos pioneiros em efeitos especiais da época. E além do mais, as fofocas e barracos envolvendo Hitchcock e a estrela do filme, Tippi Hedren, também alimentaram minha curiosidade a tal ponto que acabei comprando o livro que continha o conto que deu origem ao filme.




