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sábado, 9 de agosto de 2014

O Segundo Rosto (1966)


No fim dos anos sessenta a popularidade de Rock Hudson começava a despencar, depois de permanecer por 10 anos na lista dos astros mais populares. Em 1966, o ator encerrou seu contrato com a Universal e demitiu seu empresário de longa data Henry Wilson, finalmente tinha a liberdade de escolher os papéis que lhe agradassem e estava disposto a correr riscos. Ele realmente superou-se em O Segundo Rosto, um crítico chegou a dizer que ele deixou o glamour de lado, Rock queria sua carreira de volta.

Esse é um bom exemplo de filme subestimado. "Seconds" (O Segundo Rosto, por aqui) saiu de circulação pouco tempo após o lançamento, anos depois conquistou certo interesse e vários defensores do filme, Rock começou a receber prêmios de entidades cinematográficas e de universidades. É frustrante que uma obra como esta tenha levado tanto tempo para ser reconhecida. Dirigido por John Frankenheimer, Seconds é uma mistura de ficção científica com terror psicológico, e um dos melhores do gênero!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A incrível Suzana (1942)

- If you're Swedish, suppose you say something in Swedish.
- "I want to be alone"...?
Nessas últimas semanas tive um surto de Ginger Rogers, mas sem Fred Astaire. Porque é fácil esquecer de vez em quando que ela foi muito mais do que a parceira de dança dele em memoráveis musicais. Mesmo que nesses mesmos filmes seja possível observar a veia cômica de Ginger Rogers, quase nunca isso é lembrado, e ela acaba ficando relegada ao papel da garota que dançou cheek to cheek com Fred em 10 filmes. Já até havia comentado sobre isso aqui, quando postei sobre outro filme dela, Vivacious lady. Filme esse, aliás, que revi durante o período de overdose de Ginger. Acabei assistindo em um mesmo fim de semana esse e mais três outros filmes: No teatro da vida (1937),  Era uma lua-de-mel (1942) e A incrível Suzana (1942). Esse último foi o que mais gostei, e que acabou até entrando na minha lista de favoritos. Eu adorei o filme, e só depois fiquei sabendo que ele fora dirigido por Billy Wilder, um dos meus diretores favoritos. No original The major and the minor foi o primeiro filme que ele dirigiu em Hollywood. 

A boa combinação entre Ginger e Ray Milland (que eu ainda não tinha visto em uma comédia), e o humor delicioso de Billy Wilder, A incrível Suzana é uma boa pedida para quem procura um filme para dar boas e fáceis risadas nesse fim de semana. Afinal, é uma sátira que quase não se leva a sério. Uma comédia de troca de identidade, que funciona principalmente apoiada em seus versáteis protagonistas, possuidores de uma grande química juntos nas telas.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Os pássaros (1963)


O camponês Nat ouve um barulho do lado de fora da janela de sua casa. Algo chocou-se contra ela. O inverno acabava de começar. Algo estava errado, um pássaro atirando-se contra a janela, mas o que é isso? Ninguém acredita em Nat, até que pássaros, essas criaturinhas bondosas e passivas, resolvem atacar uma cidade do interior da Inglaterra, causando pânico por onde passam. Assim é o plot inicial do conto da escritora britânica Daphne du Maurier (apesar desse nome que faz com que a gente pense que ela é francesa). Simples, não? Mas pense para adaptar para o cinema. Pensou? Difícil não? Não para Alfred Hitchcock.

Os pássaros foi um filme que cresceu muito dentro de mim. Como a maioria das pessoas, eu estava contaminada pelo germe Psicose, esperando algo muito mais grandioso a seguir. A primeira vez que o assisti confesso que fiquei bastante frustrada. Depois reassisti outras duas vezes e mudei completamente de opinião. Não só é um filme grandioso como um dos pioneiros em efeitos especiais da época. E além do mais, as fofocas e barracos envolvendo Hitchcock e a estrela do filme, Tippi Hedren, também alimentaram minha curiosidade a tal ponto que acabei comprando o livro que continha o conto que deu origem ao filme.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Indiscrição (1945)


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Barbara Stanwyck: a mulher que podia fazer tudo. Uma lenda das telas.

Uma das maiores atrizes da era clássica do cinema estaria completando 107 anos hoje. Com mais de 80 filmes no currículo, Stanwyck sofreu da mesma síndrome que atormenta Leonardo di Caprio: a Academia simplesmente não reconheceu seu talento. Foi indicada ao Oscar quatro vezes, todas por filmes lacradores, e não ganhou nenhum. Mais para o final de sua vida ganhou o prêmio Cecil B. De Mille, o Oscar honorário pelo conjunto da obra. A programação do canal americano, TCM , homenageia a diva exibindo filmes para todos os gostos. É aí que quero chegar.

Não é a toa que coloquei no começo deste post o banner que o TCM está utilizando para anunciar a maratona Barbara Stanwyck. Nas palavras de uma amiga minha: “ela canta, dança, sapateia, samba na cara”. E é verdade. Poucas atrizes conseguiam ser tão versáteis quanto ela. Fez drama (Stella Dallas – um filme para ver e rever), filme noir (lacradora como Phyllis, a vilã de Pacto de Sangue), suspense (Sorry wrong number, QUE FILME!) e muito mais. Nesta pequena homenagem a ela, falaremos sobre uma de suas facetas menos conhecidas, acredito: a comédia. Indiscrição (Christmas in Connecticut) é uma deliciosa surpresa tanto no quesito roteiro quanto atuações.

Seis videoclipes baseados em filmes



Eu tenho três grandes paixões na vida.  O cinema, é claro, é um deles. Os dois outros são a literatura e a música. Na faculdade, estudei a literatura, e de vez em quando, dava um jeitinho de colocar as outras duas no meio. E hoje nesse post, quero fazer mais ou menos o que eu fazia na universidade.

É fácil, porque essas três áreas andam muito juntas. Temos inúmeros filmes baseados em livros, algumas músicas baseadas em livros (Wuthering Heights, da Kate Bush, sendo a minha favorita nesse quesito, aliás), músicas baseadas em filmes, filmes que deram origem à livros, etc. Mas o assunto aqui hoje, queridos, é a música, mais especificamente os videoclipes  (esse termo é tão anos 90).

A história dos clipes musicais vem de longe, lá dos Beatles nos anos 60, e do ABBA, nos 70, e de outras bandas e cantores que vieram depois, e que, para evitar as inúmeras viagens, mandavam vídeos seus cantando para as emissoras de TV, e nos 80 surgiu a MTV, e o resto é a evolução que se deu a tal ponto que, hoje em dia, o clipe de uma música é tão importante quanto a própria.

Eles fazem parte da cultura pop, assim como alguns clássicos do cinema. Sendo assim, listamos aqui hoje seis clipes que foram influenciados por filmes.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pelos bairros do vício (1962)

Ou os homossexuais eram motivo de piada nos filmes ou simplesmente apagados. Não havia meio termo. De vez em quando, uma Greta Garbo dava um selinho em outra moça e Marlene Dietrich também, mas tudo fazia parte do burlesco, da arte, era só um momento. Não era assunto para um filme. O romance homossexual não era assunto de filme. Os anos 60 iriam derrubar, aos poucos é verdade, este muro de silenciamento.

Essa época foi um momento de incerteza para Hollywood. A era clássica estava terminando, não estava mais dando os mesmos lucros de antes, a televisão parecia o canal. Não é a toa que uma das protagonistas de Pelos bairros do vício partiu para a televisão depois desse filme, que fora o último de sua carreira no cinema. O fato é que estava difícil. Não foram só os atores e atrizes que envelheceram, mas o que chamamos de cinema clássico também. Era preciso reinventar antes que Hollywood fosse à bancarrota.

Infâmia (1961) de William Wyler abriu as portas para que o amor gay pudesse ser retratado no cinema. Você pode me dizer: “tudo bem, mas e Festim Diabólico de Hitchcock? Os protagonistas eram claramente homossexuais!”. Sim, só que o filme não foca o relacionamento deles; e sim o amigo assassinado e escondido por eles dentro de um baú. Aliás, os personagens homossexuais sempre eram depravados e maus. Ainda que Infâmia tenha aberto essa porta, as protagonistas tinham vergonha de sua sexualidade. Infelizmente Pelos bairros do vício também trabalha dessa forma. E isso os filmes demoraram a mudar. O importante é que, apesar dessas representações horrorosas, o amor gay está ali. A população LGBT existe e não será o silenciamento de Hollywood que anulará esse fato. Pelos bairros do vício mostra o amor homossexual, e o mais importante: uma atriz do calibre de Barbara Stanwyck intepretava uma das personagens gays. Como assim?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Os 25 anos do episódio piloto de Seinfeld


Jerry, George, Kramer e Elaine. Quatro personagens fictícios que são para mim como amigos conhecidos, muito queridos, que jamais falham em me animar quando estou deprimida. Eles sabem tudo sobre o nada. Aliás, é sobre isso que Seinfeld, a série estrelada por esses quatro personagens, fala: nada.

Uma das séries de mais sucesso nos Estados Unidos e no resto do mundo, Seinfeld ganhou esse título mesmo, de "a série sobre o nada", e nessa semana fez aniversário; são 25 anos desde que o episódio piloto foi lançado. The Seinfeld Chronicles, como se chamava o tal episódio, foi ao ar ainda com um ar rudimentar, no dia 5 de julho de 1989. Na primeira cena, Jerry e George debatiam sobre o lugar de um dos botões da camisa de George (isto é, nada). Assim começou a série que mudou a vida de muita gente, retratando o cotidiano do norte-americano, mais especificamente, do nova-iorquino, de modo geral. Mas muita coisa mudaria do piloto para o sucesso absoluto que conhecemos hoje. 

Ladies and gentlemen, the show about nothing!