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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

#Vídeos: Listas - Coisas que mais irritam fãs de cinema classico Parte II



"Filmes clássicos são chatos"

"Se o filme é em p&b, então não tem graça"

"Marilyn Monroe é uma má atriz"

"Dançando na chuva?"

"Cinema francês é chato"

"Audrey Hepburn = Bonequinha de Luxo"

"Você gosta de cinema clássico porque quer se aparecer"

TEM VÍDEO NOVO NO AR!

Continuamos nos irritando na parte II do vídeo "Coisas que os fãs de cinema clássico mais odeiam". 

(e as reclamações continuam ad infinitum)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tempestades d’Alma (1940)



Era sempre a mesma ladainha: toda vez que Hollywood tentava fazer um filme antinazista, o cônsul alemão em Los Angeles, Georg Gyssling, dizia não e o filme era arquivado. Assim estabeleceu-se uma espécie de colaboração entre Hollywood e os alemães. Eles não faziam filmes antinazistas e a Alemanha deixava que eles pudessem exibir seus filmes lá. O medo de perderem o mercado alemão fez com que os americanos, por quase uma década, excluíssem temáticas antinazistas ou antissemitas de seus filmes.

No entanto, a Segunda Guerra Mundial chegou e muitas coisas começaram a mudar a partir daí.

Como se pode imaginar a guerra afetou a distribuição dos filmes no mundo. Hitler cortou pela metade a receita de Hollywood na Alemanha. Na França, os filmes americanos não podiam mais entrar. Foi então que os chefões dos estúdios decidiram chutar o pau da barraca. Ah é, quer dizer então que vai ser assim agora? Vão cortar a nossa receita, produção? Então nós vamos quebrar o nosso pacto de silenciamento do nazismo e dos judeus, vamos fazer filme antinazistas. Eles quebraram o pacto, como se diz, “naquelas”. Tempestades d’Alma foi o primeiro filme antinazista significativo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Os clássicos que não podem faltar no seu Halloween!



TRICK OR TREAT? O halloween já está aí e nada melhor do que assistir filmes para comemorar um de nossos feriados favoritos. Abaixo selecionamos alguns títulos, dos mais leves aos mais assustadores, para sua grande noite não passar em branco!


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Entre portas fechadas (1929)



Nessas andanças de ler a mais recente biografia sobre Barbara Stanwyck, escrita por Victoria Wilson, acabei entrando no mundo de Missy e está difícil sair. Vocês podem notar pela frequência com que tenho falado sobre seus filmes por aqui. Mas explico: estou lendo o livro e assistindo aos filmes que ainda não vi ao mesmo tempo. Tenho a sensação de que estou estudando para um mestrado imaginário ou fazendo uma imersão no país imaginário onde esta mulher viveu.

O livro de Victoria Wilson tem apenas mais 1000 de páginas, foi lançado ano passado e esmiúça detalhe por detalhe da vida de Missy. Vários amigos  comentam: mas haja vida, hein. Ao dizer que esse é só o Volume Um, que vai de 1907 até 1940, eles ficam ainda mais apavorados. Explico novamente: é que vários personagens de sua vida possuem mini-biografias dentro do livro. Além disso, Wilson preocupou-se em fornecer ao seu leitor um retrato histórico dos tempos em que Dona Missy vivia. Eu tenho achado ótimo.

Por que escolhi falar sobre mais um filme de Missy? – você deve estar se perguntando. Vamos elencar algumas razões:

a) Entre portas fechadas foi o primeiro filme sério da carreira da moça;
b) Insinuação de estupro, sororidade e outros temas relacionados à mulher dominam a trama;
c) Porque é Missy, oras!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Magia ao luar (2014)


"I believe that the dull reality of life is all there is,
but you are proof that there's more, more mystery, more magic."

A tradição de ir ao cinema para ver o filme anual de Woody Allen não decepciona. Desde Meia-noite em Paris eu tenho seguido esse costume à risca. E sempre procuro levar alguém comigo, pois sei que vão me agradecer depois. No entanto, esse ano só consegui ver Magia ao luar, o filme dele desse ano, aos 45 do segundo tempo. Faziam dois meses que eu surtava com o trailer, e com o fato de ter Colin Firth em um filme do Woody Allen. Mas, como os cinemas da minha cidade dão preferência aos blockbusters, um mês da estreia se passou - e nada. Já resignada com a tradição sendo quebrada esse ano, descobri que - finalmente - o filme iria passar na cidade, durante uma mísera semana. E arrastei minha irmã e minha melhor amiga comigo nessa empreitada. 

E como todo bom filme de Woody Allen, ao final temos:

a) Um personagem que representa o próprio Woody dentro da história;
b) Um personagem feminino maravilhoso;
c) Uma trilha sonora encantadora;
d) O diretor tirando o melhor dos seus atores;
e) O desejo de que Allen viva até os 150 anos para continuar nos dando um filme por ano.

Fazendo promessas para Nossa Senhora dos Filmes Ótimos já!

#Vídeos: #Top 6: coisas que mais irritam fãs de cinema clássico




 - Aluguei um filme da Barbara Stanwyck pra gente ver. 
- Ai que legal! Alugou 'Nosso amor de ontem'? Esse é muito bom!
- Cara, eu não tô falando da Barbra STREISAND

A Doris Day é a cara da Xuxa.

Prefere Bette Davis ou Joan Crawford?

Mas a malvada não é a Bette Davis?

TEM VÍDEO NOVO NO AR! 

Para começar bem a semana, resolvemos fazer uma compilação das coisas que mais enfurecem fãs de cinema clássico. 

E você, o que mais te irrita como fã de cinema clássico?

(esse vídeo poderia ter 847847 partes, só acho)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Oito Mulheres (2002)



Hoje uma das maiores atrizes francesas da atualidade está completando 71 anos: Catherine Deneuve. Citada nos livros didáticos de FLE (Francês Língua Estrangeira), queridinha de diretores como François Truffaut, La Deneuve é uma figura que nos fascina desde os anos 60, quando estreou no cinema ao lado de sua irmã, Françoise Dorléac. Mas por quê? 

A primeira coisa que vem à mente quando falamos sobre Catherine Deneuve é a sua lendária frieza. Frieza esta que sempre está associada a sua beleza estonteante. No entanto, se você começa a assistir aos filmes que ela fez/faz, vai reparar que a tal "frieza" muitas vezes ofusca os papéis sensíveis que ela interpretou. Se você assistiu Indochina, sabe do que estou falando. Você quase rasga o coração! Hoje o Cine Espresso homenageia esta lacradora do cinema francês falando sobre um desses filmes, em que a carapaça de fria esconde uma personagem muito complexa e sensível. Oito mulheres é, para mim, um dos maiores filmes franceses dos últimos anos.