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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

#Tradução: Entrevista com Olivia de Havilland





A atriz nos forneceu um relato profundo sobre um dos mais bem-sucedidos filmes de todos os tempos

Você consideraria fazer algo ilegal? Perguntou o diretor George Cukor a então atriz de 22 anos, Olivia de Havilland, quando lhe telefonou em 1938. Ele estava ligando por baixo dos panos para convidá-la a desafiar o contrato que a prendia a Warner Brothers e fazer o teste para o papel de Melanie Hamilton Wilkes de E o vento levou. Ela fez o teste e ganhou o papel. Porém uma tarefa ainda maior viria a seguir: persuadir o chefe do estúdio, Jack Warner, a liberá-la para atuar em um filme produzido pelo estúdio rival. 

No entanto, como qualquer um que conhecia a atriz podia atestar, ela saboreava contornar as regras de Hollywood. “Liguei para a esposa do chefe”, disse, “e perguntei se ela gostaria de tomar um chá comigo no Brown Derby”. Como a maioria das pessoas em Hollywood, Ann Warner estava grudada no romance E o vento levou e mal podia esperar para vê-lo no cinema. “Entendo”, disse Ann, “e irei ajudá-la”. Algum tempo depois, Jack Warner assinava documentos que permitiam que De Havilland pudesse se deslocar até Culver Studios para aparecer no épico. E o resto, como se diz, é história.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

#Vídeos: "Nasce uma estrela" (1954) - Comentários



Nasce uma estrela é o tipo de filme que, depois de começar a assistir, você se pergunta porquê demorou tanto tempo para descobri-lo. 

Um retrato amargo, fiel e muito verdadeiro dos anos de ouro de Hollywood. 

TEM VÍDEO NOVO NO AR!

Reserve as caixas de lenço e venha conhecer um dos grandes filmes dessa grande atriz que foi Judy Garland. 

(e vamos chorar eternamente por ela não ter ganho o Oscar por esse filme, sim ou com certeza?)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O rei e eu (1956)


2014 foi, dentre outras coisas, o ano em que aceitei Rodgers & Hammerstein em minha vida. E, oh boy, que diferença isso fez! Musicais coloridos, exuberantes e alegres, com canções que grudam, mas de uma forma legal, na cabeça.

Um desses filmes foi The King and I, de 1956, que acabou por se tornar um dos meus favoritos absolutos. Shall we dance passou a ser a música que toca 24 horas por dia praticamente na minha cabeça, e não posso esquecer Yul Brynner e Deborah Kerr dançando juntos e transcendendo a tela.

O musical é baseado na história real do rei Mongkut, do Sião (atual Tailândia), e da professora inglesa Anna Leonowens, contratada para ensinar a cultura ocidental para os inúmeros filhos do monarca. Um choque cultural e de personalidades inicialmente, torna-se em respeito mútuo e algo mais com o passar do tempo. Rodgers & Hammerstein adaptaria a história em um dos musicais mais bem sucedidos da Broadway, e, como não poderia deixar de ser, com todo o sucesso, Hollywood logo viu ali a chance para mais um sucesso de bilheteria. Dos palcos, o diretor Walter Lang não trouxe só os belos figurinos e músicas, mas também o ator Yul Brynner, que acabaria por consagrar sua carreira no papel do rei rabugento e teimoso, que, estranhamente, não conseguimos deixar de amar.

Forninhos falling down!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Na glória, a amargura (1963)



O último filme de Judy Garland, Na glória, a amargura (I could go on singing) é uma despedida dolorosa e única do cinema. Por misturar ficção e realidade é difícil assisti-lo sem pensar na própria vida da atriz. E mesmo sem conhecer um pouco de sua vida você se emociona. Filmes sobre o show business, por mais engraçados que sejam, sempre tem um ar sombrio, não acham?

Reserve sua caixa de lenços, principalmente se você é um fã da linda Judy Garland, e venha conosco!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

#Vídeos: Passos na noite (1950)



No noirvember, o Cine Espresso comenta um dos maiores filmes do gênero noir: Passos na noite. Neste filme de Otto Preminger, Gene Tierney e Dana Andrews nos deleitam mais uma vez como o casal principal e matam nossas saudades, já que protagonizaram outro noir de Preminger, Laura

Corrupção, redenção, submundo são alguns dos temas desse filme, que retrata o lado B da América.

Mais? Então vem!

Corações loucos (1974)



Há mais ou menos um ano atrás estava eu descobrindo o cinema francês, aliás estava descobrindo o cinema em si, e eis que me deparo com um filme estilo Lolita, só que francês, chamado “A filha da minha mulher” (1981) dirigido por Bertrand Blier, com o ator Patrick Dewaere, Maurice Ronet e Ariel Besse. Impressionada com a atuação de Dewaere, fui procurar mais filmes para assistir e escolhi ”Corações Loucos”, também de Bertrand Blier, pois tinha o Depardieu no elenco. Desse dia em diante, esse filme começou a ocupar um lugar muito importante em meu coração, pois foi através dele que conheci Jeanne Moreau, sim! Jules et Jim ou qualquer outro grande sucesso seu dos anos 50/60 não foi meu primeiro filme com a Jeanne, mas sim essa pequena participação de 19 min nesse longa metragem. Claro, foi amor à primeira vista!

Corações loucos não é um filme para ver junto com toda a família, pois trata do politicamente incorreto. Seu próprio nome em francês já deixa isso bem claro, quando traz uma das gírias para testículos como nome do filme. Ele é ousado para os dias de hoje, que dirá para a época – 1974 – em que foi lançado. Além de ser alvo de censura, teve que mudar sua classificação indicativa para 18 anos devido ao teor dos diálogos e das cenas. Adaptado do romance homônimo escrito pelo próprio Blier, esse é o quarto filme do diretor, que não tinha tido muito reconhecimento com trabalhos anteriores, mas que consegue alcançá-lo com o lançamento desse filme polêmico. 

sábado, 22 de novembro de 2014

Rachel, Rachel (1968)


Inspirado no romance "A Jest of God" de Margaret Laurence, Rachel Rachel de 1968 é o primeiro trabalho de Paul Newman na direção, que nos surpreende com um filme maravilhoso e sensível como poucos. A trama conta a história de Rachel Cameron, professora do ensino fundamental que cresceu numa casa funerária e depois da morte do pai, toma conta da mãe e se encontra divida entre a rotina familiar e construir uma vida para si mesma.

Além de utilizar uma narrativa extremamente sofisticada para a época, a película em technicolor se aprofunda incrívelmente no psicológico e sentimentos pessoais do personagem. Até então, eu só tinha me sentido próximo assim do caos de uma protagonista em filmes do John Cassavetes, Lars Von Trier ou Almodóvar. Paul Newman mergulha de cabeça na sensibilidade feminina de forma adorável. Definitivamente um filme que merece nossa atenção!