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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

À meia luz (1944)


Nunca, nesses poucos anos de cinefilia, havia vivido a experiência de achar que não aguentaria assistir a um filme até o final por odiar tanto a personagem principal. Durante todo tempo de duração de À meia luz (Gaslight) vivi o dilema de ou desligar a televisão ou quebrá-la. Esse filme de George Cukor certamente lhe causará arrepios na espinha, raiva e revolta. Tudo ao mesmo tempo.

Durante as eleições brasileiras desse ano para presidente algo chamou bastante a atenção: a postura dos candidatos em relação às candidatas. Toda vez que Luciana Genro ou Dilma Rouseff confrontavam seus adversários, pisavam em seus calos, elas eram chamadas de levianas ou loucas. O que os candidatos fizeram com essas duas mulheres se chama gaslighting e adivinha de onde vem o termo? Acertou, vem desse filme. O que a personagem principal do filme, interpretada por Charles Boyer, faz com sua esposa é exatamente isso: desacreditá-la ao ponto de ela achar que está louca.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

#Top 100 Looks do cinema - #1 - Marilyn Monroe em “O pecado mora ao lado” (1955)


Hoje estreia aqui no Cine Espresso uma série sobre looks memoráveis do cinema. Convidamos Lucas Kovski, que é apaixonado por cinema e moda, para unir o útil ao agradável aqui no blog. Ele escolheu 100 looks da história do cinema, e conta um pouco da história desses figurinos a partir de hoje aqui. E não poderia ter escolhido uma forma melhor de começar.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Ontem, hoje e amanhã (1963)


"Marcello, Marcello... A corrida atrás do sol não teria sido tão intensa e plena de satisfação sem ele. Seu olhar doce e seu sorriso belo sempre me acompanharam, proporcionando segurança, alegria e mil outras emoções (...) uma longa amizade, densa de afeto e ternura, que no set eu sabia se iluminar de paixão."

(Sophia Loren, em sua recente autobiografia "Ontem, hoje e amanhã")

Se houve um casal com química nas telas, foi Sophia Loren e Marcello Mastroianni. Considerados os maiores astros do cinema italiano, Sofi' e Marcello trabalharam juntos em 12 filmes, começando em 1954 e indo até o derradeiro trabalho em Prêt-à-Porter, de Robert Altman, em 1994. Nesse último trabalho, os dois reprisaram uma cena de um de seus filmes mais famosos: Ieri, oggi, domani, em português Ontem, hoje e amanhã. Nesse filme temos não só esse casal fantástico, mas o diretor que soube como ninguém tirar proveito da química de Mastroianni e Loren: Vittorio De Sica. Sophia chama em seu livro esse trio de "fantástico". Os três se divertiam muito fazendo cinema, e isso nunca ficou tão claro quanto nesse grande sucesso, que ganhou o Oscar de filme estrangeiro em 1964.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

#Tradução: Entrevista com Olivia de Havilland





A atriz nos forneceu um relato profundo sobre um dos mais bem-sucedidos filmes de todos os tempos

Você consideraria fazer algo ilegal? Perguntou o diretor George Cukor a então atriz de 22 anos, Olivia de Havilland, quando lhe telefonou em 1938. Ele estava ligando por baixo dos panos para convidá-la a desafiar o contrato que a prendia a Warner Brothers e fazer o teste para o papel de Melanie Hamilton Wilkes de E o vento levou. Ela fez o teste e ganhou o papel. Porém uma tarefa ainda maior viria a seguir: persuadir o chefe do estúdio, Jack Warner, a liberá-la para atuar em um filme produzido pelo estúdio rival. 

No entanto, como qualquer um que conhecia a atriz podia atestar, ela saboreava contornar as regras de Hollywood. “Liguei para a esposa do chefe”, disse, “e perguntei se ela gostaria de tomar um chá comigo no Brown Derby”. Como a maioria das pessoas em Hollywood, Ann Warner estava grudada no romance E o vento levou e mal podia esperar para vê-lo no cinema. “Entendo”, disse Ann, “e irei ajudá-la”. Algum tempo depois, Jack Warner assinava documentos que permitiam que De Havilland pudesse se deslocar até Culver Studios para aparecer no épico. E o resto, como se diz, é história.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

#Vídeos: "Nasce uma estrela" (1954) - Comentários



Nasce uma estrela é o tipo de filme que, depois de começar a assistir, você se pergunta porquê demorou tanto tempo para descobri-lo. 

Um retrato amargo, fiel e muito verdadeiro dos anos de ouro de Hollywood. 

TEM VÍDEO NOVO NO AR!

Reserve as caixas de lenço e venha conhecer um dos grandes filmes dessa grande atriz que foi Judy Garland. 

(e vamos chorar eternamente por ela não ter ganho o Oscar por esse filme, sim ou com certeza?)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O rei e eu (1956)


2014 foi, dentre outras coisas, o ano em que aceitei Rodgers & Hammerstein em minha vida. E, oh boy, que diferença isso fez! Musicais coloridos, exuberantes e alegres, com canções que grudam, mas de uma forma legal, na cabeça.

Um desses filmes foi The King and I, de 1956, que acabou por se tornar um dos meus favoritos absolutos. Shall we dance passou a ser a música que toca 24 horas por dia praticamente na minha cabeça, e não posso esquecer Yul Brynner e Deborah Kerr dançando juntos e transcendendo a tela.

O musical é baseado na história real do rei Mongkut, do Sião (atual Tailândia), e da professora inglesa Anna Leonowens, contratada para ensinar a cultura ocidental para os inúmeros filhos do monarca. Um choque cultural e de personalidades inicialmente, torna-se em respeito mútuo e algo mais com o passar do tempo. Rodgers & Hammerstein adaptaria a história em um dos musicais mais bem sucedidos da Broadway, e, como não poderia deixar de ser, com todo o sucesso, Hollywood logo viu ali a chance para mais um sucesso de bilheteria. Dos palcos, o diretor Walter Lang não trouxe só os belos figurinos e músicas, mas também o ator Yul Brynner, que acabaria por consagrar sua carreira no papel do rei rabugento e teimoso, que, estranhamente, não conseguimos deixar de amar.

Forninhos falling down!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Na glória, a amargura (1963)



O último filme de Judy Garland, Na glória, a amargura (I could go on singing) é uma despedida dolorosa e única do cinema. Por misturar ficção e realidade é difícil assisti-lo sem pensar na própria vida da atriz. E mesmo sem conhecer um pouco de sua vida você se emociona. Filmes sobre o show business, por mais engraçados que sejam, sempre tem um ar sombrio, não acham?

Reserve sua caixa de lenços, principalmente se você é um fã da linda Judy Garland, e venha conosco!