Image Map

terça-feira, 10 de março de 2015

O clube das desquitadas (1996)



Anteontem, dia oito de março, foi o dia internacional da mulher. Muito mais do que receber flores, parabéns ou chocolates esse é um dia (e todos os outros 364 do ano também) para refletirmos à respeito de como Hollywood retrata as mulheres. Por que não vemos diretoras, roteiristas sendo indicadas ao Oscar? Por que mais atrizes negras não vencem o Oscar? Por que Patricia Arquette tem de discursar a favor de salários e direitos iguais (e seu discurso foi bem problemático, mas não vamos entrar nesse mérito por aqui) em 2015? Porque, amigx, a verdade é que ainda há um caminho muito comprido a ser percorrido pelas mulheres.

Queria ter escolhido um filme que emponderasse as mulheres, mas lá pelas tantas pensei que valeria mais a pena levantar problemas para que possamos pensar em como o cinema nos retrata. O clube das desquitadas é um de meus filmes favoritos e, como feminista, é duro ver alguns clichês repetidos à exaustão como mostrar que as mulheres são inimigas umas das outras e que a felicidade plena se baseia na escolha de alguém para passar o resto da vida com você.

domingo, 1 de março de 2015

Edie & Thea: um longo compromisso (2009)



Edith Windsor e Thea Spyer me escolheram. Agora tenho certeza disso. Conheci essas simpáticas moças da foto acima quando estava olhando algumas fotos históricas de mulheres lésbicas. Elas eram as últimas e a foto delas me chamou muito a atenção: estavam muito perto, prestes a se beijarem. Aquela foto refletia tanto amor que imediatamente coloquei de fundo da minha área de trabalho. Sem ao menos conhecê-las. Eu ficava olhando para essa foto fascinada. Queria decifrar os traços de cada uma delas, o que estavam pensando quando aquela foto foi tirada? O que aquele momento realmente capturou?

Minha alma de tradutora, incansável nas pesquisas, levou-me a pesquisar mais sobre essas duas mulheres maravilhosas. Edie e Thea foram uma inspiração para a comunidade LGBT, um exemplo de resistência. E não é a toa que existe um documentário sobre as duas, Edie & Thea: um longo compromisso.

Aí começou a via crucis que passo toda vez que fico obcecada para encontrar algum filme ou documentário:

1) Quase contamina o computador com um Cavalo de Troia;
2) Desiste por algumas semanas;
3) Olha todos os vídeos no Youtube, fica mais obcecada ainda e decide que vai achar. É agora ou nunca!
4) Acha o arquivo e deixa o computador ligado por dias esperando ansiosamente o download terminar;

E vou dizer: valeu cada minuto essa espera. As palavras “resistência”  e “amor” vão adquirir outro significado quando você assistir a esse documentário. E se você não chorar, ou pelo menos derramar uma lágrima que seja, não sei mais o que pode lhe tocar.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1955


"Ali estávamos, só nós dois. Foi terrível. O momento mais solitário da minha vida."

Se tem um ponto sensível na vida de quem gosta de cinema, relacionado ao Oscar, é a premiação da Academia de 1955. Até hoje muita gente se incomoda e defende com unhas e dentes o Oscar de Judy Garland. Não sei bem ao certo se sou uma dessas. E ainda me incomodo um pouco ao dizer isso, por causa de gente xiita, mas afirmo que tem coisa MUITO pior em relação ao Oscar (Gwyneth Paltrow, alguém?).

Mas, vamos por partes. Nem só de Grace Kelly surrupiando o Oscar da Judy vive a 27ª edição da premiação mais polêmica - e às vezes flopada - de todos os tempos. Teve todas aquelas coisas que sempre tem: gente bonita, falsidade, lindos vestidos, chapéus estranhos, gente com cara de bunda, e filme que merecia ganhar, ganhando.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1952



Faltam quatro dias para o Oscar e ainda não nos cansamos de analisar essa cadeia hereditária que são as premiações da Academia.

No dia 20 de março de 1952, uma tarde de quinta-feira com um lindo sol azul, um dos filmes mais ousados que a Old Hollywood já conhecera varria quase todos os prêmios de melhor ator e atriz. Além disso, Gene Kelly estrelou “Um dia difícil para os inimigos”, levando para a casa o Oscar Honorário. E o filme mais caro de 1951 que não levou nada para a casa? Quo Vadis só levou prêmio de melhor escândalo do ano.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1941


Em plena Segunda Guerra, Hollywood vivia um momento We are the world, com uma série de filmes e ações numa espécie de esforço de guerra. Na 13ª edição do Oscar, que aconteceu no dia 27 de fevereiro de 1941, dentre outras coisas, teve o presidente Franklin D. Roosevelt discursando via rádio, Bette Davis num momento representante da turma, lacrando ao falar sobre a Guerra, ex-namorados ganhando prêmios, melhores amigos concorrendo na mesma categoria, gente fazendo a Katy Perry no banco do Grammy e, por fim, vencedores inesperados - e os mesmos esnobados de sempre.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1975


Coppola com medo de fazer filme, CÊ JURA?
Hollywood já não era mais a mesma em 1975. O cinema passava por uma revolução, encabeçada por nomes como Martin Scorcese, Francis Ford Coppola e Peter Bogdanovitch.  Particularmente, eu acho o Oscar dos anos 70 bastante significativo, pois esses diretores e alguns outros provaram para a Academia que dançar conforme a música deles rendia bons frutos. Os maiores temores dos estúdios, como O poderoso chefão, tornaram-se sucessos comerciais. Afinal esses jovens com umas ideias malucas na cabeça até que sabiam o que estavam fazendo.
O que teve em 1975? Muitas tretas de bastidores! Se olharmos para a história do cinema é engraçado pensar que Faye Dunaway e Roman Polanski se odiavam ao ponto de ela jogar uma xícara de xixi na sua cara (mais detalhes a seguir) e que Coppola estava temeroso ao realizar a continuação de O poderoso chefão. Porque no fim deu tudo certo. Faye concorreu ao Oscar e Coppola finalmente ganhou a estatueta de melhor diretor.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1940


Costuma-se dizer que 1939 é o melhor ano do cinema ever. Era de se esperar, então, que no ano seguinte, na premiação da Academia, o kisuco fervesse. Muitos filmes ótimos e memoráveis foram feitos naquele ano, do tipo que lembramos até hoje - realmente, você se lembra de TODOS os filmes que concorreram ao Oscar há cinco anos atrás?

Então... 1939 foi um ano inesquecível do cinema, e, é claro, isso se refletiu no Oscar de 1940 - meu ano favorito da premiação.

Teve prêmio de melhor ator marmelada, gente fazendo história, E o vento levou lacrando, aquele veneninho básico, and more.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

#Vídeos: Contagem regressiva para o Oscar: os esquecidos pela Academia - Parte I



Na contagem regressiva para o Oscar, o Cine Espresso relembra alguns atores e diretores esquecidos pela Academia.

Afinal a tradição da Academia de sacanear atores e diretores não começou com Leonardo Di Caprio!

Mais? Só assistindo para saber!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1945



Quinta-feira, dia 15 de março de 1945. E lá se ia embora o Oscar de melhor atriz, nas mãos de Ingrid Bergman, quando deveria estar nas de Barbara Stanwyck. Billy Wilder também viu o Oscar de melhor filme e diretor ser surrupiado de suas mãos. Em 1945, as coisas não eram muito diferentes do que vemos nas premiações de hoje. Hollywood já era especialista em premiações arbitrárias.

O Cine Espresso continua a série de posts sobre a premiação do Oscar, dessa vez relembrando o melhor e o pior da cerimônia de 1945.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1947

A época das premiações é a mais esperada do ano pelos cinéfilos. É hora de fazer as apostas e se reunir na casa dos amigos, juntamente com o balde de pipoca, para assistir à cerimônia do Oscar. Enquanto isso ainda não acontece, o Cine Espresso começa uma série relembrando o melhor e o pior de alguns anos da premiação do Oscar. Pegue a xícara de café e venha conosco!

O ano de 1947 foi um ano em que o Oscar mais parecia uma novela mexicana do que qualquer outra coisa. Teve chororô, barracos ao estilo Programa do Ratinho e gente esnobada de novo por Hollywood.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

#Top 100 Looks do cinema - #3 - Marlene Dietrich em "O Expresso de Shangai" (1932)


Vamos à mais um dos figurinos da série sobre os looks do cinema?

Por Lucas Kovski

Exotismo, barroquismo e tecnologia, aliada ao figurino, usados por Marlene Dietrich em O Expresso de Shangai.

Desenhado por, ninguém mais, ninguém menos, que um dos maiores figurinistas das décadas de 20/30/40, o chefe de design da Paramount, Travis Banton, um dos maiores sinônimos de moda no cinema. Seu estilo de cortes simples e fluídos, geralmente feitos especialmente para aderir ao corpo da atriz, e aliados sempre a algum tipo de detalhe que adicione glamour barroco ao look (penas, paetês e peles), é uma das marcas do glamour Hollywoodiano da década de 30. Segundo Banton "Nenhuma roupa é totalmente sem graça, só precisamos de uma dúzia de penas e algumas lantejoulas".

Tal marca alcançou seu status icônico no famoso conjunto usado por Marlene Dietrich em O Expresso de Shangai, de 1932.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Relíquia Macabra – O falcão maltês (1941)



No ABC do filme noir este filme é indispensável. Considerado o primeiro grande filme noir, Relíquia Macabra  é recheado de curiosidades e fatos improváveis. O romance entre Mary Astor e o diretor do filme, John Huston, e a pegadinha que John Huston aplicou em seu pai são alguns dos curiosos fatos que permeiam este clássico do noir. Mas acima de tudo, o filme deu as diretrizes para todos os detetives famosos que viriam a seguir. Sam Spade é o Sherlock Holmes do século XX e foi Bogart quem o imortalizou.

Recentemente tive a oportunidade de ler O falcão maltês, romance de Dashiel Hammett que inspirou o filme de John Huston. Eu já tinha assistido ao filme, há muito tempo atrás, e minha impressão não foi a melhor possível. Agora era uma questão de vida ou morte revê-lo depois de ter lido o livro. A surpresa não poderia ter sido mais positiva. O filme é tão fiel ao livro que chega a ser emocionante. Diálogos inteiros do livro foram colocados no filme, e se pensarmos que Howard Hawks disse a Huston que ele deveria “filmar o livro” isso faz todo o sentido. Porém, nossa intenção não é comparar livro e filme; e sim mostrar o que faz dele tão aclamado no mundo do noir.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

#Top 10 filmes de Jeanne Moreau



No dia 23 de janeiro uma das maiores atrizes que o cinema francês já conheceu  - e não estamos falando sobre Catherine Deneuve, pardon - estará completando 87 anos. Jeanne Moreau tem uma carreira que se confunde com a própria história do cinema. Com 146 filmes no currículo ela se envolveu em muitos projetos ousados, incluindo um filme rodado no Brasil, Joana Francesa
E como nem só de Jules e Jim vive o homem, muito menos a carreira de Jeanne Moreau, o Cine Espresso homenageia esta legendária atriz escolhendo seus 10 melhores filmes. Eles não estão agrupados do mais fraco ao mais forte, para nós é muito difícil escolher apenas 10, acreditamos que todos são maravilhosos. Vem!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ciúme, sinal de amor (1949)


"I adore the man. I always have adored him. It was the most fortunate thing that ever happened to me, being teamed with Fred: he was everything a little starry-eyed girl from a small town ever dreamed of."
(Ginger Rogers)

"He gives her class and she gives him sex appeal."
(Katharine Hepburn)

Hollywood é a terra, entre outras coisas, da fofoca. É meio que impossível distinguir os boatos das verdades. Algumas dessas fofocas acabam por tornarem-se lendas. É o caso do relacionamento profissional e pessoal de Fred Astaire e Ginger Rogers.

É impossível falar do último filme que essa dupla fantástica fez, sem comentar sobre os aspectos pessoais que envolveram a parceria. Isso porque The Barkleys of Broadway, de 1949, dizem as más línguas, é de certa forma uma fábula daquilo que foi o relacionamento real entre Fred e Ginger.

domingo, 11 de janeiro de 2015

A outra (1988)



Existe duas coisas que eu deveria evitar e não consigo: os filmes existenciais e os livros de Marguerite Duras. Esses últimos me despertam uma tristeza tão grande que é muito difícil terminá-los. Quando estava lendo O amante, lembro de ter chegado a uma parte em que chorei feito um bebê. Era como se ela escrevesse para mim. Eu passava por uma época difícil e aquele livro era extremamente deprimente, um deprimente tão belo que era impossível largar. A vida é assim: um deprimente belo.

Mas o que Marguerite Duras tem a ver com A outra, filme de Woody Allen de 1988?

Tudo, tudo.

Hoje terminei Yann Andréa Steiner (nossa colaboradora de Cine Espresso, Patrícia, vai entender bem meus sentimentos), um romance sobre o romance da autora com o então jovem Yann, muitos anos mais jovem que ela. Ontem assisti a A outra, e livro e filme me despertaram uma melancolia/tristeza como eu não sentia há muito tempo. O vazio existencial nunca pareceu tão claro ao terminar o livro e o filme.

A outra é um soco bem dado no estômago. Trata-se de um Woody Allen sério, com diálogos cortantes, verdadeiros, tristes. Algo que eu já havia vivenciado com Blue Jasmine, mas numa dimensão muito piorada aqui. Isso porque durante a 1h20 de filme tive a sensação de que a personagem de Gena Rowlands era eu. Que aquele filme falava para mim. Não importava que a personagem tinha 50 anos, eu sentia na carne o peso daqueles dramas. Eu, eu, com apenas 23 anos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Uma aventura em Paris (1942)



A Segunda Guerra Mundial foi um período bastante fértil para o cinema. Depois de chutar o pau da barraca e resolver romper com a colaboração alemã (sim, os americanos colaboraram para difundir ideias fascistas com seus filmes, mais detalhes no texto sobre o filme Tempestades d’alma), os americanos decidiram que era hora de arregaçar as manguinhas e detonar os alemães da melhor forma possível: fazendo filmes.

Essa atitude foi motivada por questões financeiras, uma vez que os filmes americanos não podiam mais entrar na Alemanha. Isso gerou uma grande perda de dinheiro, pois o segundo maior mercado de exportação de filmes pertencia aos alemães. Os estúdios ficaram furiosos. Como consequência temos diversos filmes de guerra contra o nazismo, que passavam pela OWI (Office of War Information), órgão criado por Franklin D.Roosevelt. A pergunta chave desse escritório, que tinha uma subdivisão dedicada ao cinema, era: “Este filme irá ajudar a ganhar a guerra?”.

Talvez Uma aventura em Paris (Reunion in France) não tenha ajudado a ganhar a guerra, mas certamente mostrou-se eficaz ao retratar a vida na França ocupada pelos alemães.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

#Top 100 Looks do cinema - #2 - Rita Hayworth em "Gilda" (1946)


Entramos em 2015 arrombando as portas e prontos para derrubar todos os forninhos! 

Continuamos com a série dos 100 looks memoráveis do cinema, com nosso convidado Lucas Kovski comentando mais um modelo. E, uau, nunca houve uma mulher como Gilda. E nem um vestido como o dela.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Agora Seremos Felizes (1944)

"O cativante musical de Minnelli chega fresco como tinta a cada vez que é assistido!"

O mundo estava em guerra em 1944 e "Meet Me In St. Louis" era um retrato nostálgico da perfeita família americana do início do século passado. Para o figurino, a estilista Irene Sharaff encontrou no material da MGM o catálogo da Sears de 1904. Vincente Minnelli, que começou como cenógrafo na Broadway, teve cuidado minuncioso quanto a fotografia deste, que foi seu primeiro em technicolor. Sobre o período de pesquisa e sua incansável preocupação com os detalhes, vale mencionar as palavras do próprio: "Acho que um filme inesquecível, é feito de centenas de coisas escondidas."

Recentemente, encontrei o DVD esgotado no Brasil, a venda na locadora por preço de banana. Foi a oportunidade que faltava para conhecer o filme que a tanto tempo queria assistir e um amigo avisou "Veja o quanto antes, se eu pudesse morar em um filme, seria em Meet Me In St. Louis". Mais que um clássico Natalino, "Agora Seremos Felizes" deve ser descoberto em qualquer estação!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A loja da esquina (1940)



Sempre digo que os filmes podem nos surpreender para bem ou para o mal. Para não falar de novo sobre Barbara Stanwyck (a intenção era que minha dica de natal fosse Remember the night, um de seus filmes com o adorável Fred MacMurray), decidi procurar uma lista de filmes de natal. Foi mais ou menos como a personagem de Cher em Minha mãe é uma sereia escolheu a cidade onde ela e as filhas morariam: apontei o cursor para o primeiro filme da tela. E esse filme era A loja da esquina.

Só posso dizer que foi uma escolha surpreendente. Quando o filme terminou, a primeira coisa que me perguntei foi: onde está o espírito de natal? Será que devo escrever sobre ele? A loja da esquina me deixou uma sensação de melancolia e levemente triste. Porém, se você olha com atenção para o filme verá que ele exalta algo que deveríamos levar para a vida inteira: a capacidade de enxergar o lado bom das coisas, mesmo quando tudo parece fadado ao fracasso.

Um anjo caiu do céu (1947)



Como Jessica disse na edição dos Clássicos de Natal do ano passado: então é Natal, e que filme iremos assistir? Tendo isso em mente, trazemos de volta a série de posts com clássicos natalinos para você entrar no clima da data.

E começamos com um filme de 1947, que traz nada mais, nada menos, Cary Grant no papel de um anjo um tanto quanto safado e conquistador. Além dele, Um anjo caiu do céu traz também David Niven (que tem cara do tio que faz a piada do pavê) e Loretta Young nos papéis principais, e contém todas aquelas boas sensações que geralmente os filmes ambientados nessa época nos provocam.

E olha, tomara que, se os anjos existirem, eles sejam igual ao Cary Grant nesse filme.