Image Map
Mostrando postagens com marcador #Agnes Moorehead. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Agnes Moorehead. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Os cinquenta anos de A Feiticeira


"Era uma vez uma garota tipicamente americana, que certo dia, chocou-se contra um típico rapaz americano. Ela chocou-se contra ele...... E outra vez chocou-se contra ele! Por isso decidiram sentar-se e conversar a respeito, antes que sofressem um acidente. Tornaram-se bons amigos e descobriram que tinha muitos interesses em comum. E quando o rapaz percebeu que ela era desejável, atraente e irresistível, fez o que qualquer rapaz americano teria feito, pediu-a em casamento. Tiveram um casamento típico e partiram para uma típica lua de mel em uma típica suíte matrimonial. Tudo tipicamente normal.

Exceto pelo fato de que esta garota... é uma feiticeira."

Há exatos 50 anos atrás, estreava assim uma das séries mais queridas da televisão americana: Bewitched, conhecida por aqui como A feiticeira. Com sua música-tema e abertura inconfundíveis, a série, com a  história da bruxinha que se apaixona e casa com um mero mortal, tomou rapidamente o coração dos americanos, em uma época em que, cada vez mais, a televisão ganhava destaque na vida das pessoas. 

sábado, 6 de setembro de 2014

Tudo que o céu permite (1955)


“Doug, Doug, faça-os chorar, por favor, faça-os chorar!” - Era assim que, segundo Douglas Sirk, o produtor Ross Hunter costumava apresentar-lhe algum projeto. Sirk, considerado o pai do melodrama, e, consequentemente, de toda uma série de novelões mexicanos ou brasileiros, além de ter inspirado diretores como Pedro Almodóvar, entretanto, tem um dom especial, que o diferencia de todo o resto do gênero: ele pega uma história que pode ser considerada boba, ou até exagerada demais, e lhe dá um tom pessoal e convincente. E acaba, por fim, conseguindo tocar a alma do espectador.

Foi assim com Tudo que o céu permite, de 1955, o quinto filme da parceria entre Douglas Sirk e Rock Hudson - eles fariam nove filmes juntos no espaço de seis anos - e o segundo com o par romântico de sucesso Jane Wyman-Hudson. Uma crítica ácida à sociedade da época, seus costumes quase que ultrapassados, o preconceito e a hipocrisia, lançado em uma época em que a revolução sexual apenas engatinhava, All that heaven allows, no original, é um filme extremamente marcante, de visual sofisticado, e que conta uma história que talvez não seja tão exclusivamente da década de 1950 como pareça.