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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1945



Quinta-feira, dia 15 de março de 1945. E lá se ia embora o Oscar de melhor atriz, nas mãos de Ingrid Bergman, quando deveria estar nas de Barbara Stanwyck. Billy Wilder também viu o Oscar de melhor filme e diretor ser surrupiado de suas mãos. Em 1945, as coisas não eram muito diferentes do que vemos nas premiações de hoje. Hollywood já era especialista em premiações arbitrárias.

O Cine Espresso continua a série de posts sobre a premiação do Oscar, dessa vez relembrando o melhor e o pior da cerimônia de 1945.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Agora Seremos Felizes (1944)

"O cativante musical de Minnelli chega fresco como tinta a cada vez que é assistido!"

O mundo estava em guerra em 1944 e "Meet Me In St. Louis" era um retrato nostálgico da perfeita família americana do início do século passado. Para o figurino, a estilista Irene Sharaff encontrou no material da MGM o catálogo da Sears de 1904. Vincente Minnelli, que começou como cenógrafo na Broadway, teve cuidado minuncioso quanto a fotografia deste, que foi seu primeiro em technicolor. Sobre o período de pesquisa e sua incansável preocupação com os detalhes, vale mencionar as palavras do próprio: "Acho que um filme inesquecível, é feito de centenas de coisas escondidas."

Recentemente, encontrei o DVD esgotado no Brasil, a venda na locadora por preço de banana. Foi a oportunidade que faltava para conhecer o filme que a tanto tempo queria assistir e um amigo avisou "Veja o quanto antes, se eu pudesse morar em um filme, seria em Meet Me In St. Louis". Mais que um clássico Natalino, "Agora Seremos Felizes" deve ser descoberto em qualquer estação!

sábado, 5 de abril de 2014

A roda da fortuna (1953)

The world is a stage
The stage is a world of entertainement!



Poucos diretores souberam se valer da metalinguagem, ou seja, falar sobre o cinema dentro de um filme, tão bem quanto Vincente Minnelli. Assim estava escrito (The bad and the beautiful) é um ótimo exemplo da fusão entre as fronteiras que separam a arte da vida real. Será que a vida imita a arte? Ou a arte imita a vida? Questões duras que o seu Aristóteles tentou responder. O fato é que Minnelli se vale da metalinguagem, dessa vez, para falar do mundo do teatro em A roda da fortuna (The bandwagon).

The bandwagon está repleto de referências ao mundo do cinema e da arte. O filme começa com as luvas e a famosa cartola, marcas do nosso ator principal, Fred Astaire. O picolino (Top Hat) também se vale da cartola+luvas, e só podemos concluir que Minnelli exalta a figura lendária desse dançarino maravilhoso que foi Fred Astaire desde o começo do filme. Além disso, em outros momentos também podemos perceber essa fusão entre mundo real e arte, algo que falarei em seguida. Antes talvez seja digno relatar um pouco a sinopse de The bandwagon – atentem para o fato de que sou péssima em fornecê-las –: Tony Hunter (Fred Astaire) é um dançarino-cantor que não está mais com essa bola toda, mas que é ajudado por seus amigos a se reerguer. Aqui já temos outro momento de metalinguagem, pois coincidentemente (ou não), Astaire passava por esse mesmo momento em sua vida pessoal. Quando começou a trabalhar em The bandwagon, Fred estava saindo de um fracasso, Ver, gostar e amar (The belle of New York). Minnelli aproveitou essa coincidência nos presenteando com uma cena engraçadíssima, logo que o filme começa. Nela, dois homens estão conversando sobre Tony, dizendo que outrora ele tinha sido um grande ator, mas que agora era um veneno de bilheteria. O homem com o jornal na frente do rosto, que está próximo dos personagens sem participar da conversa, resolve se manifestar. Ei, é o próprio Tony Martin! Ele mesmo concorda com tudo que os dois homens falam, realmente, ele era um veneno para as bilheterias. Assim como Fred, outros atores sofreram com a maldosa designação, entre eles Joan Crawford e Greta Garbo.