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terça-feira, 24 de março de 2015

Testa de ferro por acaso (1976)



A América, terra das oportunidades, com sua imponente Estátua da Liberdade, foi palco de um dos maiores episódios anti-democráticos nos anos 50: o Macarthismo. Conhecido também como "Caça às bruxas", essa foi uma época em que ser comunista ou apenas simpatizante significava desgraça pessoal. 

Em defesa dessa falsa "liberdade de expressão", afinal o comunismo ameaçava os valores americanos, pessoas foram despedidas de seus empregos, perseguidas e até levadas ao suicídio. 

A caça às bruxas é um reflexo da Guerra Fria, mas muito mais do que isso; reflete a deturpação da expressão liberdade de expressão. Liberdade de expressão para quem? Certamente não para aqueles que eram comunistas. Quanta ironia a dita "terra das oportunidades" caçar e exterminar a vida dessas pessoas simplesmente por suas crenças políticas.

Esse é o tema do filme Testa de ferro por acaso, um dos relatos mais verdadeiros do que o governo americano fizera com as vidas de pessoas que trabalhavam em Hollywood ou na televisão. Também quem pudera: o filme fora escrito e dirigido por pessoas que foram caçadas naquela época. Deu para sentir o grau de realness?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Eva (1962)



Agora vocês podem começar a fazer suas ligações para o SAC Cine Espresso porque a partir de hoje Jeanne Moreau concorrerá com Barbara Stanwyck no concurso "De quem mais se fala nesse blog?".






O ano de 1962 talvez tenha sido um dos mais importantes na carreira da atriz Jeanne Moreau, neste ano, ela fez seu primeiro filme com três grandes diretores, Orson Welles, François Truffaut (Jeanne anteriormente, apenas tinha feito, uma pequena participação em "Os Incompreendidos") e Joseph Losey. Truffaut  conseguiu marcar a imagem da atriz e da mulher sedutora no triângulo amoroso “Jules et Jim”, fazendo com que até hoje Jeanne, seja atrelada a sua personagem Catherine; Orson Welles deu a oportunidade dela atuar no filme “O processo” ao lado de Anthony Perkins e Romy Schneider e, Joseph Losey, no filme “Eva” ratificou a sua imagem no cinema, de femme fatale, que não usa só a beleza, mas também a inteligência, para conquistar os homens.