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terça-feira, 28 de abril de 2015

Dois velhos rabugentos (1993)




Jack Lemmon sem Walter Matthau poderia ser um trecho da canção daquela canção que começa com avião sem asa, fogueira sem brasa... Lemmon e Matthau formaram uma das grandes parcerias cômicas em Hollywood, estrelando dez filmes juntos. O primeiro deles foi Uma loura por um milhão, dirigido por ninguém mais ninguém menos que Billy Wilder. Depois veio o clássico dos clássicos Um estranho casal e o resto é história. 

Que tal uma dose desses dois no feriado? Coroada com toques de Ann-Margret? Estamos falando de Dois velhos rabugentos, o sexto filme da dupla. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Na cama com Madonna (1991)

 She doesn't want to live off-camera, much less talk. There's nothing to say off-camera. Why would you say something if it's off-camera? What point is there existing? (Warren Beatty)
Madonna é um ícone que dispensa apresentações. Na música pop ela foi responsável por abrir caminho e derrubar barreiras, sendo quase que diretamente responsável pela liberdade que as divinhas pop de hoje em dia tem. Pode anotar: quase tudo que elas fazem, a chamada Rainha do Pop provavelmente já fez antes. Apesar disso, Madonna não é unanimidade - tem haters na mesma medida que tem fãs.

Grande fã do cinema clássico, que já homenageou diversas vezes de muitas formas, tendo como inspiração nomes como Marlene Dietrich e Marilyn Monroe, parece quase óbvio que uma hora ou outra ela acabaria se arriscando no mundo do cinema. Até mesmo seus dois casamentos foram com homens do meio (Sean Penn e Guy Ritchie), e abriram portas nesse sentido. Mas as incursões de Madonna no mundo da sétima arte não foram bem sucedidas na maior parte do tempo. Mesmo tendo levado um Globo de Ouro pela bela atuação em Evita (1996), a cantora foi alvo de chacota em muitos de seus filmes - já ganhou inúmeros Framboesas de Ouro e até mesmo foi eleita a pior atriz do século. Mesmo as suas tentativas de dirigir filmes, foram ridicularizadas.

Em 1991, quando Taylor Swift ainda usava fraldas, Madonna estava no topo do mundo. Acumulando sucessos e polêmicas, ela consolidou a imagem de Rainha do Pop durante a turnê Blonde Ambition. No show, munida de seu famoso sutiã de cone de Gautier, ela jogava na roda temas como religião, sexo, família, relacionamentos - tudo na mesma intensidade. O documentário Na cama com Madonna acompanha a intensa turnê, e mostra a cantora da maneira como ela gostaria de ser vista - ou seja, foi atuação pura. Uma mãe para os seus dançarinos, uma guerreira na luta pela igualdade, um ícone.

A melhor atuação de Madonna não foi como Eva Perón, ao contrário do que a maioria pensa.

A melhor atuação de Madonna foi vivendo Madonna nesse documentário. Da maneira como ela se via: uma deusa, uma louca, uma feiticeira um ícone pop, uma diva irresistível. Uma lenda.


terça-feira, 10 de março de 2015

O clube das desquitadas (1996)



Anteontem, dia oito de março, foi o dia internacional da mulher. Muito mais do que receber flores, parabéns ou chocolates esse é um dia (e todos os outros 364 do ano também) para refletirmos à respeito de como Hollywood retrata as mulheres. Por que não vemos diretoras, roteiristas sendo indicadas ao Oscar? Por que mais atrizes negras não vencem o Oscar? Por que Patricia Arquette tem de discursar a favor de salários e direitos iguais (e seu discurso foi bem problemático, mas não vamos entrar nesse mérito por aqui) em 2015? Porque, amigx, a verdade é que ainda há um caminho muito comprido a ser percorrido pelas mulheres.

Queria ter escolhido um filme que emponderasse as mulheres, mas lá pelas tantas pensei que valeria mais a pena levantar problemas para que possamos pensar em como o cinema nos retrata. O clube das desquitadas é um de meus filmes favoritos e, como feminista, é duro ver alguns clichês repetidos à exaustão como mostrar que as mulheres são inimigas umas das outras e que a felicidade plena se baseia na escolha de alguém para passar o resto da vida com você.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

#Vídeos: #Séries: Dallas (1978 - 1991) - Comentários




"Dallas" foi uma série de televisão americana, exibida entre 1978 e 1991 pelo canal CBS, de muito sucesso nos anos 80. 

Comentamos sobre os célebres cliffhangers, a continuação executada pelo canal TNT e os personagens tão fascinantes do mundo de Southfork.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Os 25 anos do episódio piloto de Seinfeld


Jerry, George, Kramer e Elaine. Quatro personagens fictícios que são para mim como amigos conhecidos, muito queridos, que jamais falham em me animar quando estou deprimida. Eles sabem tudo sobre o nada. Aliás, é sobre isso que Seinfeld, a série estrelada por esses quatro personagens, fala: nada.

Uma das séries de mais sucesso nos Estados Unidos e no resto do mundo, Seinfeld ganhou esse título mesmo, de "a série sobre o nada", e nessa semana fez aniversário; são 25 anos desde que o episódio piloto foi lançado. The Seinfeld Chronicles, como se chamava o tal episódio, foi ao ar ainda com um ar rudimentar, no dia 5 de julho de 1989. Na primeira cena, Jerry e George debatiam sobre o lugar de um dos botões da camisa de George (isto é, nada). Assim começou a série que mudou a vida de muita gente, retratando o cotidiano do norte-americano, mais especificamente, do nova-iorquino, de modo geral. Mas muita coisa mudaria do piloto para o sucesso absoluto que conhecemos hoje. 

Ladies and gentlemen, the show about nothing!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Dez cenas mais sensuais do cinema

Às vezes a magia no cinema está naquilo que a câmera não diz, que nos deixa pensando. Chamamos esse processo de elipse. Outras vezes, a graça está justamente no que a câmera nos revela, mas de um jeito todo especial. Hoje decidimos eleger as 10 cenas mais sensuais do cinema.

Mostrar a sensualidade e o sexo no cinema sempre foi um processo de ilusão na minha opinião. O erotismo no cinema nos fascina, embora esteja sempre distante da realidade. Ninguém pensa em transar como nos filmes, isso não existe. Não importa. Ver uma bela cena de amor no escurinho do cinema tem seu valor. Desde o surgimento do cinema, os diretores mostraram o sexo de diversas formas. Quando o código Hayes de censura chegou em Hollywood, essas pessoas provaram que podiam falar de sexo através de metáforas e elipses. Depois com a revolução de 1960, as cenas se tornaram mais “reais”, tentando se aproximar do nosso cotidiano. Selecionamos cenas para todos os gostos, desde as mais poéticas até as mais explícitas, por vezes até chocantes. Cenas que, de alguma forma, quebraram padrões na maneira como o sexo e o erotismo é tratado nos filmes.

Não foi fácil elaborar a lista, confesso. Também confesso que meu gosto pessoal influenciou bastante nela. Por isso, se lembrarem de alguma cena que ficou de fora, escrevam na valorosa caixa dos comentários!

Vamos ao nosso top 10?

sábado, 7 de dezembro de 2013

A morte lhe cai bem (1992)



Durante toda minha vida, uma imagem sempre me acompanhou: a de uma mulher sendo atirada do pé de uma escada, caindo e quebrando o pescoço. Eu tentava lembrar de que filme era e nunca conseguia. Até o dia em que, não sei como, descobri que a mulher caindo era Meryl Streep e que esse era o ponto de virada de A morte lhe cai bem. Esse filme, acho eu, é um clássico da minha geração. É muito difícil encontrar alguém que não lembre pelo menos dessa cena da escada. No entanto, às vezes parece que A morte lhe cai é só um filme de comédia. Só que não. Depois de olhar 500 vezes (falando sério, acho que já assisti mais de 20 vezes esse filme, se contarmos que durante uma época eu o assistia todas as noites antes de dormir), você começa a perceber o quão refinado ele é em termos de conteúdo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sintonia de amor (1993)


Você não quer se apaixonar! Você quer se apaixonar em um filme!

Nora Ephron, tanto como diretora e roterista, soube como ninguém relatar os problemas da mulher moderna e independente, que apesar de tudo ainda guarda sonhos românticos. Com Harry e Sally, de 1989, com a famosa parceria com Rob Reiner, explorou todos os aspectos dos relacionamentos  possíveis entre homens e mulheres. Em Sintonia de amor, porém, ela deixou que uma homenagem aos tradicionais filmes "de mulherzinha" tomasse conta da história, transformando o filme em uma das mais célebres e adoráveis comédias românticas dos anos 90.