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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1955


"Ali estávamos, só nós dois. Foi terrível. O momento mais solitário da minha vida."

Se tem um ponto sensível na vida de quem gosta de cinema, relacionado ao Oscar, é a premiação da Academia de 1955. Até hoje muita gente se incomoda e defende com unhas e dentes o Oscar de Judy Garland. Não sei bem ao certo se sou uma dessas. E ainda me incomodo um pouco ao dizer isso, por causa de gente xiita, mas afirmo que tem coisa MUITO pior em relação ao Oscar (Gwyneth Paltrow, alguém?).

Mas, vamos por partes. Nem só de Grace Kelly surrupiando o Oscar da Judy vive a 27ª edição da premiação mais polêmica - e às vezes flopada - de todos os tempos. Teve todas aquelas coisas que sempre tem: gente bonita, falsidade, lindos vestidos, chapéus estranhos, gente com cara de bunda, e filme que merecia ganhar, ganhando.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1952



Faltam quatro dias para o Oscar e ainda não nos cansamos de analisar essa cadeia hereditária que são as premiações da Academia.

No dia 20 de março de 1952, uma tarde de quinta-feira com um lindo sol azul, um dos filmes mais ousados que a Old Hollywood já conhecera varria quase todos os prêmios de melhor ator e atriz. Além disso, Gene Kelly estrelou “Um dia difícil para os inimigos”, levando para a casa o Oscar Honorário. E o filme mais caro de 1951 que não levou nada para a casa? Quo Vadis só levou prêmio de melhor escândalo do ano.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1975


Coppola com medo de fazer filme, CÊ JURA?
Hollywood já não era mais a mesma em 1975. O cinema passava por uma revolução, encabeçada por nomes como Martin Scorcese, Francis Ford Coppola e Peter Bogdanovitch.  Particularmente, eu acho o Oscar dos anos 70 bastante significativo, pois esses diretores e alguns outros provaram para a Academia que dançar conforme a música deles rendia bons frutos. Os maiores temores dos estúdios, como O poderoso chefão, tornaram-se sucessos comerciais. Afinal esses jovens com umas ideias malucas na cabeça até que sabiam o que estavam fazendo.
O que teve em 1975? Muitas tretas de bastidores! Se olharmos para a história do cinema é engraçado pensar que Faye Dunaway e Roman Polanski se odiavam ao ponto de ela jogar uma xícara de xixi na sua cara (mais detalhes a seguir) e que Coppola estava temeroso ao realizar a continuação de O poderoso chefão. Porque no fim deu tudo certo. Faye concorreu ao Oscar e Coppola finalmente ganhou a estatueta de melhor diretor.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

#Tradução: Em busca do hipertendido, uma crítica ao filme "Uma rua chamada Pecado"

                                                    
Em busca do hipertendido


Cahiers du Cinéma, Número 12, maio de 1952
Renaud de Laborderie
Traduzido por Jessica Bandeira

É evidente que este filme representa um louvável esforço rumo à qualidade e que não foi absolutamente concebido e dirigido para agradar o gosto do espectador médio americano cuja idade mental, segundo as estatísticas, está em torno dos 12 anos. A peça, que está quase perto de ser uma fiel transposição, estava destinada a um público bastante exclusivo e “sophisticated” da Broadway, que, por assinar o jornal New Yorker, gosta de ter alguma responsabilidade cultural, algum interesse pelas afetações nuançadas de intrigas dramáticas ditas avant-garde. Estamos, então, prevenidos: o filme será inteligente, hábil, sutil. Mas também será para Chaplin o que Christian Bérard é para Picasso e o que Henry Sauguet é para Strawinsky. 

Trata-se de um filme de autor, muito mais que nenhum outro, e a presença desse autor, Tennessee Williams, o coage até que ele sufoque. Pergunto-me se o espectador que entra por acaso, atraído pelo cartaz friamente erótico do qual os distribuidores, conscientes da hermética inteligência do título, pediram algum socorro, entenderá bulhufas do desenrolar dessa história estranha, contada às vezes, convenhamos, com muita arte. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

GUILTY PLEASURE: Dez fracassos de bilheteria que amamos!


Preparamos uma lista com nossos fracassos/FLOPS/veneno de bilheteria/bombas/fiascos comerciais favoritos! Por diversos motivos esses filmes foram rejeitados, mas passaram em um dos testes mais importantes: sobreviveram ao tempo. Cleópatra e O Mágico de Oz não foram citados, mas são um ótimo exemplo. Não podemos deixar de fora as produções de baixo orçamento, alguns são irrelevantes até hoje e outros causaram um grande impacto na cultura popular com o passar dos anos.