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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1945



Quinta-feira, dia 15 de março de 1945. E lá se ia embora o Oscar de melhor atriz, nas mãos de Ingrid Bergman, quando deveria estar nas de Barbara Stanwyck. Billy Wilder também viu o Oscar de melhor filme e diretor ser surrupiado de suas mãos. Em 1945, as coisas não eram muito diferentes do que vemos nas premiações de hoje. Hollywood já era especialista em premiações arbitrárias.

O Cine Espresso continua a série de posts sobre a premiação do Oscar, dessa vez relembrando o melhor e o pior da cerimônia de 1945.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ciúme, sinal de amor (1949)


"I adore the man. I always have adored him. It was the most fortunate thing that ever happened to me, being teamed with Fred: he was everything a little starry-eyed girl from a small town ever dreamed of."
(Ginger Rogers)

"He gives her class and she gives him sex appeal."
(Katharine Hepburn)

Hollywood é a terra, entre outras coisas, da fofoca. É meio que impossível distinguir os boatos das verdades. Algumas dessas fofocas acabam por tornarem-se lendas. É o caso do relacionamento profissional e pessoal de Fred Astaire e Ginger Rogers.

É impossível falar do último filme que essa dupla fantástica fez, sem comentar sobre os aspectos pessoais que envolveram a parceria. Isso porque The Barkleys of Broadway, de 1949, dizem as más línguas, é de certa forma uma fábula daquilo que foi o relacionamento real entre Fred e Ginger.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Agora Seremos Felizes (1944)

"O cativante musical de Minnelli chega fresco como tinta a cada vez que é assistido!"

O mundo estava em guerra em 1944 e "Meet Me In St. Louis" era um retrato nostálgico da perfeita família americana do início do século passado. Para o figurino, a estilista Irene Sharaff encontrou no material da MGM o catálogo da Sears de 1904. Vincente Minnelli, que começou como cenógrafo na Broadway, teve cuidado minuncioso quanto a fotografia deste, que foi seu primeiro em technicolor. Sobre o período de pesquisa e sua incansável preocupação com os detalhes, vale mencionar as palavras do próprio: "Acho que um filme inesquecível, é feito de centenas de coisas escondidas."

Recentemente, encontrei o DVD esgotado no Brasil, a venda na locadora por preço de banana. Foi a oportunidade que faltava para conhecer o filme que a tanto tempo queria assistir e um amigo avisou "Veja o quanto antes, se eu pudesse morar em um filme, seria em Meet Me In St. Louis". Mais que um clássico Natalino, "Agora Seremos Felizes" deve ser descoberto em qualquer estação!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

#Vídeos: "Nasce uma estrela" (1954) - Comentários



Nasce uma estrela é o tipo de filme que, depois de começar a assistir, você se pergunta porquê demorou tanto tempo para descobri-lo. 

Um retrato amargo, fiel e muito verdadeiro dos anos de ouro de Hollywood. 

TEM VÍDEO NOVO NO AR!

Reserve as caixas de lenço e venha conhecer um dos grandes filmes dessa grande atriz que foi Judy Garland. 

(e vamos chorar eternamente por ela não ter ganho o Oscar por esse filme, sim ou com certeza?)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O rei e eu (1956)


2014 foi, dentre outras coisas, o ano em que aceitei Rodgers & Hammerstein em minha vida. E, oh boy, que diferença isso fez! Musicais coloridos, exuberantes e alegres, com canções que grudam, mas de uma forma legal, na cabeça.

Um desses filmes foi The King and I, de 1956, que acabou por se tornar um dos meus favoritos absolutos. Shall we dance passou a ser a música que toca 24 horas por dia praticamente na minha cabeça, e não posso esquecer Yul Brynner e Deborah Kerr dançando juntos e transcendendo a tela.

O musical é baseado na história real do rei Mongkut, do Sião (atual Tailândia), e da professora inglesa Anna Leonowens, contratada para ensinar a cultura ocidental para os inúmeros filhos do monarca. Um choque cultural e de personalidades inicialmente, torna-se em respeito mútuo e algo mais com o passar do tempo. Rodgers & Hammerstein adaptaria a história em um dos musicais mais bem sucedidos da Broadway, e, como não poderia deixar de ser, com todo o sucesso, Hollywood logo viu ali a chance para mais um sucesso de bilheteria. Dos palcos, o diretor Walter Lang não trouxe só os belos figurinos e músicas, mas também o ator Yul Brynner, que acabaria por consagrar sua carreira no papel do rei rabugento e teimoso, que, estranhamente, não conseguimos deixar de amar.

Forninhos falling down!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Alta fidelidade (2000)


"What came first, the music or the misery?"
Ah, os esnobes musicais! E quando eu digo esnobes musicais, me refiro aos hardcore ones. Você realmente não conhece (a rabugice de) Rob, Barry e Dick. Mas precisa conhecer. A vida desses caras é ditar o que é bom e o que é intragável, diferenciar o aceitável do vergonhoso... e fazer listas Top 5 de absolutamente tudo, não só de música. 

A cultura pop, desde que chegou ao mundo de mansinho nos anos 60, e logo varria tudo e todos, certamente teve grande influência no que somos hoje. Toda essa representatividade do pop (há quem chame de "cultura inútil". Obviamente, não sou uma dessas pessoas) está brilhantemente colocada na vida do personagem vivido por John Cusack em Alta fidelidade, filme baseado (e quase completamente fiel) no livro homônimo de Nick Hornby. É delicioso, é pop. E vai fazer você gostar (mais, muito mais) de música. E descobrir coisas nesse mundo fascinante das letras e melodias das quais você não tinha nem ideia.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dance comigo (1938)


 
"Won’t you change partners and then, you may never want to change partners again..."
Não há como negar: Fred Astaire e Ginger Rogers simplesmente fizeram mágica nas telas e marcaram para sempre a história do cinema com seus musicais, com suas coreografias elaboradas e deliciosas de se assistir - obviamente, elas não eram tão deliciosas assim de serem gravadas, mas certamente, eles nos mostravam exatamente o contrário. Na tela, Fred e Ginger não dançavam; eles flutuavam. Simples assim. Tamanha química diante das telas não é para qualquer um. Depois de dez filmes juntos, a parceria ganhou ares de mito, e hoje é difícil falar de um, sem lembrar do outro.

Desses dez filmes, o mais lembrado é O picolino (Top Hat), de 1935, que também é considerado o melhor filme da dupla. No entanto, foi Carefree (em português, Dance Comigo) de 1938, o oitavo filme de Fred e Ginger que mais me cativou, o que mais me fez rir, o que tem as danças mais... mais Fred e Ginger de todas! E, pasmém - algo raro na filmografia dos parceiros de Cheek to cheek - eles até se beijam!

Nunca Astaire e Rogers foram tão bonitos, engraçados, e - por que não dizer? - sexy.

sábado, 5 de abril de 2014

A roda da fortuna (1953)

The world is a stage
The stage is a world of entertainement!



Poucos diretores souberam se valer da metalinguagem, ou seja, falar sobre o cinema dentro de um filme, tão bem quanto Vincente Minnelli. Assim estava escrito (The bad and the beautiful) é um ótimo exemplo da fusão entre as fronteiras que separam a arte da vida real. Será que a vida imita a arte? Ou a arte imita a vida? Questões duras que o seu Aristóteles tentou responder. O fato é que Minnelli se vale da metalinguagem, dessa vez, para falar do mundo do teatro em A roda da fortuna (The bandwagon).

The bandwagon está repleto de referências ao mundo do cinema e da arte. O filme começa com as luvas e a famosa cartola, marcas do nosso ator principal, Fred Astaire. O picolino (Top Hat) também se vale da cartola+luvas, e só podemos concluir que Minnelli exalta a figura lendária desse dançarino maravilhoso que foi Fred Astaire desde o começo do filme. Além disso, em outros momentos também podemos perceber essa fusão entre mundo real e arte, algo que falarei em seguida. Antes talvez seja digno relatar um pouco a sinopse de The bandwagon – atentem para o fato de que sou péssima em fornecê-las –: Tony Hunter (Fred Astaire) é um dançarino-cantor que não está mais com essa bola toda, mas que é ajudado por seus amigos a se reerguer. Aqui já temos outro momento de metalinguagem, pois coincidentemente (ou não), Astaire passava por esse mesmo momento em sua vida pessoal. Quando começou a trabalhar em The bandwagon, Fred estava saindo de um fracasso, Ver, gostar e amar (The belle of New York). Minnelli aproveitou essa coincidência nos presenteando com uma cena engraçadíssima, logo que o filme começa. Nela, dois homens estão conversando sobre Tony, dizendo que outrora ele tinha sido um grande ator, mas que agora era um veneno de bilheteria. O homem com o jornal na frente do rosto, que está próximo dos personagens sem participar da conversa, resolve se manifestar. Ei, é o próprio Tony Martin! Ele mesmo concorda com tudo que os dois homens falam, realmente, ele era um veneno para as bilheterias. Assim como Fred, outros atores sofreram com a maldosa designação, entre eles Joan Crawford e Greta Garbo.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Natal Branco (1954)



Então é natal e o que você fez? Que tal “então é natal e que filme iremos assistir?” White Christmas (Natal Branco) faz parte dos filmes que são tradicionalmente vistos na noite de natal nos Estados Unidos. A felicidade não se compra de Frank Capra também faz parte desse grupo. Também não é para menos, pois White Christmas tem tudo que um bom filme do gênero pede: músicas, atores e cenários incríveis.