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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Audrey & Bill: an affair to remember

"She was the love of my life." 
"He's my guardian angel, the most handsome man I’ve ever met."
Uma vez a Jess comentou aqui no blog sobre o quanto de tristeza e tragédia se esconde por trás dos sorrisos das estrelas de Hollywood. De imediato, lembrei de vários casais que não deram certo, por um motivo ou outro. O meu favorito nesse quesito "casal que nunca foi" é aquele formado por Audrey Hepburn e William Holden, casal, aliás, desconhecido por muita gente.

Audrey e Bill se conheceram no set de Sabrina, em 1954, ficaram amigos, começaram um caso, e sofreram juntos com o desprezo de Humphrey Bogart. Mas eles se amavam loucamente e não estavam nem aí.

Tudo parecia se encaminhar de um divórcio da esposa de Bill para um casamento feat uma penca de filhos. Só parecia...

Porque deu ruim.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Fedora (1978)



Uma ode ao cinema clássico e suas divas. Crise de identidade. Crítica ferrenha ao cinema americano dos anos 70. William Holden. Com essa mistura mais atraente que o bolo de chocolate da minha avó, Billy Wilder despediu-se do cinema. Estamos falando de seu último filme, Fedora.

Quando Billy Wilder chutou o pau da barraca no ano de 1951 e denunciou através de seu filme, Crepúsculo dos deuses, toda a trairagem de Hollywood, ninguém fazia ideia de que esse filme se tornaria um tour de force do cinema, um clássico do gênero noir. Mas ao contrário do que aconteceu com muitos diretores, Billy não ficou preso a um único gênero de filme. Dirigiu o Cidadão Kane dos filmes noir, Pacto de sangue. Fez comédias como Quanto mais quente melhor e Se meu apartamento falasse, que entraram para o must see dos cinéfilos de ontem, hoje e sempre. Também tivemos suas parceiras com Marlene Dietrich em Testemunha de acusação e A mundana. Porém, como um filho pródigo sempre volta sua casa, Billy escolheu voltar para aquilo que, na minha opinião, ele sabia fazer melhor: sambar na cara de Hollywood. Fedora é um Crepúsculo dos Deuses reinventado, com um toque de absurdo.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cinco filmes de Grace Kelly que você deveria ver


Se estivesse ainda entre nós Grace Patricia Kelly, a Princesa Grace de Mônaco, estaria hoje completando 84 anos. Musa de Hitchcock, Grace abandonou o cinema precocemente para casar-se com Rainier III, que proibiu a esposa de atuar, tendo inclusive banido seus filmes de Mônaco. Ainda assim, Grace deixou para a história do cinema uma pequena, mas respeitável filmografia. Como forma de lembrar a data e homenagear a eterna "princesa de gelo", como apelidou-a Hitchcock, vale relembrar cinco filmes da musa que merecem ser vistos e revistos.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Crepúsculo dos deuses (1951)



Eu sou grande, os filmes é que ficaram pequenos.

Começo esse post de maneira pouco convencional, falando sobre alguém que não tem nada a ver com Crepúsculo dos deuses: Joan Crawford. Quer dizer, ela não tem nada a ver diretamente. Indiretamente Joan tem, sim, muito a ver com esse filme, pois ele representa um momento que ela e outras atrizes estavam vivendo, ou seja, o ostracismo. Ontem estava revendo uma de suas entrevistas para a BBC, em 1965 se não me falha a memória. Em certo momento, ela começa a falar que sente falta de sua época inocente, os doces anos 30. Que tudo estava escancarado naqueles “dias de hoje” (imagina agora então) e que os artistas de sua época tinham um mistério, que ninguém sabia nada sobre a vida pessoal deles e que esse mistério era a graça de tudo. Crawford odiaria Twitter, Instagram e Facebook, mas isso não vem ao caso. O fato é que Crepúsculo dos deuses contém essa amargura, essa nostalgia desse tempo que está suavizado na fala de Crawford. É a visão realista que por vezes nos choca e entristece neste clássico do diretor Billy Wilder.