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terça-feira, 5 de maio de 2015

Stella Dallas - Mãe Redentora (1937)




You may say that Stella is crude and noisy and vulgar. She is. But when you get through with the play you also must say 'That was a woman'. And it means something to play a real person. I've had so many other kind to do; pretty woman who didn't matter. Stella is real.
Barbara Stanwyck

Muito antes da Senhora Bates ou da Mamãezinha Querida de Faye Dunaway tocarem fogo no cabaré, uma outra mãe marcou história no cinema em 1937. Essa mãe não mantinha um relacionamento pra lá de estranho com o filho ou supostamente o surrava com cabides. Ela, na verdade, era o símbolo do sacrifício e da redenção. Estamos falando de Stella Dallas, a mãe redentora que transformou a carreira de Barbara Stanwyck para sempre. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

#Momento Hedda Hopper: O causo Barbara Stanwyck e Robert Taylor




Eles jantavam juntos na casa dela ao som de Benny Goodman. Para ele, ela era a melhor professora da vida que ele já teve, a greater “pro”. Ela tinha acabado de sair de um casamento/relacionamento abusivo e não queria ser vista ao lado dele. Eles jantavam ao lado de Joan Crawford e Franchot Tone. Eles eram nada mais nada menos do que Barbara Stanwyck e Robert Taylor.

Missy e Bob (seus respectivos apelidos) foram casados durante 12 anos, quase se separaram por causa da atriz Lana Turner e teriam explodido a Internet se ela existisse nos anos 40. Só se falava neles! Bob, um ator que despontava na MGM, e Missy, a mais recente divorciada do pedaço, saindo para jantar e dançar.

Como um dos casais mais famosos de Hollywood se conheceu? Em que circunstâncias?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1952



Faltam quatro dias para o Oscar e ainda não nos cansamos de analisar essa cadeia hereditária que são as premiações da Academia.

No dia 20 de março de 1952, uma tarde de quinta-feira com um lindo sol azul, um dos filmes mais ousados que a Old Hollywood já conhecera varria quase todos os prêmios de melhor ator e atriz. Além disso, Gene Kelly estrelou “Um dia difícil para os inimigos”, levando para a casa o Oscar Honorário. E o filme mais caro de 1951 que não levou nada para a casa? Quo Vadis só levou prêmio de melhor escândalo do ano.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

#Vídeos: Contagem regressiva para o Oscar: os esquecidos pela Academia - Parte I



Na contagem regressiva para o Oscar, o Cine Espresso relembra alguns atores e diretores esquecidos pela Academia.

Afinal a tradição da Academia de sacanear atores e diretores não começou com Leonardo Di Caprio!

Mais? Só assistindo para saber!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Contagem regressiva para o Oscar: o ano de 1945



Quinta-feira, dia 15 de março de 1945. E lá se ia embora o Oscar de melhor atriz, nas mãos de Ingrid Bergman, quando deveria estar nas de Barbara Stanwyck. Billy Wilder também viu o Oscar de melhor filme e diretor ser surrupiado de suas mãos. Em 1945, as coisas não eram muito diferentes do que vemos nas premiações de hoje. Hollywood já era especialista em premiações arbitrárias.

O Cine Espresso continua a série de posts sobre a premiação do Oscar, dessa vez relembrando o melhor e o pior da cerimônia de 1945.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Entre portas fechadas (1929)



Nessas andanças de ler a mais recente biografia sobre Barbara Stanwyck, escrita por Victoria Wilson, acabei entrando no mundo de Missy e está difícil sair. Vocês podem notar pela frequência com que tenho falado sobre seus filmes por aqui. Mas explico: estou lendo o livro e assistindo aos filmes que ainda não vi ao mesmo tempo. Tenho a sensação de que estou estudando para um mestrado imaginário ou fazendo uma imersão no país imaginário onde esta mulher viveu.

O livro de Victoria Wilson tem apenas mais 1000 de páginas, foi lançado ano passado e esmiúça detalhe por detalhe da vida de Missy. Vários amigos  comentam: mas haja vida, hein. Ao dizer que esse é só o Volume Um, que vai de 1907 até 1940, eles ficam ainda mais apavorados. Explico novamente: é que vários personagens de sua vida possuem mini-biografias dentro do livro. Além disso, Wilson preocupou-se em fornecer ao seu leitor um retrato histórico dos tempos em que Dona Missy vivia. Eu tenho achado ótimo.

Por que escolhi falar sobre mais um filme de Missy? – você deve estar se perguntando. Vamos elencar algumas razões:

a) Entre portas fechadas foi o primeiro filme sério da carreira da moça;
b) Insinuação de estupro, sororidade e outros temas relacionados à mulher dominam a trama;
c) Porque é Missy, oras!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

#Vídeos: #Top 6: coisas que mais irritam fãs de cinema clássico




 - Aluguei um filme da Barbara Stanwyck pra gente ver. 
- Ai que legal! Alugou 'Nosso amor de ontem'? Esse é muito bom!
- Cara, eu não tô falando da Barbra STREISAND

A Doris Day é a cara da Xuxa.

Prefere Bette Davis ou Joan Crawford?

Mas a malvada não é a Bette Davis?

TEM VÍDEO NOVO NO AR! 

Para começar bem a semana, resolvemos fazer uma compilação das coisas que mais enfurecem fãs de cinema clássico. 

E você, o que mais te irrita como fã de cinema clássico?

(esse vídeo poderia ter 847847 partes, só acho)

domingo, 19 de outubro de 2014

#Top 5: Cinco filmes noir com Barbara Stanwyck que você deveria assistir



Estou ligando para perguntar se o Cine Espresso não tem outra pauta que não seja Barbara Stanwyck. ASSIM NÃO DÁ, GENTE!!!!

Barbara Stanwyck e noir é como o trecho desta música : “Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, sou eu assim sem você”. Não conseguimos separar uma coisa da outra. Mas, não se engane, essa linda também é a rainha dos Westerns (mais um Top 5 no forno, sim ou claro?). Em minha humilde posição de fã, arriscaria dizer que ninguém se ajusta tão bem às ideias do noir quanto ela. Pensando nisso, elaboramos um top 5 dos melhores noir estrelados por ela. Porque, afinal de contas, não é só de Pacto de Sangue que vive o homem, não é mesmo?

terça-feira, 9 de setembro de 2014

#Séries: The Barbara Stanwyck Show

Lá vai ela falar sobre Barbara Stanwyck de novo!



Ontem, revendo o documentário sobre Pacto de sangue, alguém declarou que Barbara Stanwyck não era valorizada porque "não era uma Ava Gardner, uma Rita Hayworth". Esse é o ponto. Foi justamente essa diferenciação que fez com que ela tivesse uma das carreiras mais longas que Hollywood já viu. Stany topava qualquer parada. Westerns? Ela topava. Comédias pastelão? Também. Assassinas, mães redentoras? Idem, idem. 

No final dos anos 50, Missy embarcaria em uma trip muito louca chamada televisão.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Bola de fogo (1941)


Bola de fogo (Ball of fire) é daqueles filmes em que a gente vive quase uma experiência extracorpórea. Tudo nos tira do chão: as atuações, o roteiro de Billy Wilder e Charles Brackett, a direção, o romance, o lelele de Barbara Stanwyck. Eu desafio você a NÃO gostar desse filme. Mais do que informar as curiosidades do filme e fazer grandes análises, hoje gostaria de contar um pouco do que senti assistindo Missy, Gary Cooper e Dana Andrews nessa comédia de Howard Hawks. Ou sobre como Bola de fogo arrancou meu coração fora.

A screw ball comedy foi um gênero de filme muito popular, que surgiu na época da Grande Depressão. Nos anos 40, ela vivia seu auge. O que você deve saber sobre este gênero: confusão. Essa é a palavra chave. O filme inteiro é (quase) sempre calcado em um mal entendido, no caso de Bola de Fogo temos uma personagem que está fugindo da polícia e se esconde na casa de um estudioso com a desculpa de ser cobaia para suas experiências linguísticas. A screw ball comedy chama a atenção pelo bate-bola-jogo-rápido. Como assim? Os personagens sempre têm uma resposta na ponta da língua, uma respostinha afiada, cheia de ironia. Às vezes é difícil acompanhar e processar o que eles estão dizendo. Quem viu Bola de Fogo há de concordar comigo que, de vez em quando, é difícil entender as ironias de Sugarpuss O’Shea. Alguns outros filmes desse gênero são Levada da Breca, resenhado pela Camila por aqui, Aconteceu naquela noite, As três faces de Eva etc etc etc.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Chamas que não se apagam (1956)



Olivia de Havilland e Errol Flynn. Ginger Rogers e Fred Astaire. Cary Grant e Kate Hepburn. Todo mundo (ou quase todo mundo) tem um casal preferido no cinema, o que carinhosamente chamamos de ship. Inclusive o fenômeno se alastrou tanto que até um verbo foi criado: shippar. Quando você shippa um casal (heterossexual ou não), tem que estar com o coração preparado para grandes emoções. Significa falar com a televisão enquanto vê os filmes, torcer pelo casal, surtar pelo casal, dormir e respirar aquele casal. Eu já disse que shippar desafia as leis da normalidade?

É claro que para essa festa eu cheguei mais do que atrasada. Fred MacMurray e Barbara Stanwyck foram chegando de mansinho em meu coração. Primeiro assisti Pacto de Sangue (já resenhei por aqui) e fiquei meses com o filme na cabeça. Depois reassisti, reassisti mais umas 9849 vezes antes de dormir e assim eles foram tomando o lugar vago de um ship de cinema clássico aqui neste coração de manteiga. Depois de quase enjoar de tanto ver Pacto, fui conhecer melhor a carreira de Stanwyck e qual não foi minha surpresa ao descobrir que:

a) existia um filme pré Pacto de Sangue estrelado pelos dois!

b) eles estrelaram no total quatro filmes juntos (Nossa Senhora do Ship, me dê a mão, cuida do meu coração)

c) os dois eram muito amigos, senão me engano ele fazia parte do grupo de amigos que escoltava Barbara nas festas depois de seu divórcio bafônico com Robert Taylor (que amigos, hein)

There’s always tomorrow, de 1956, é o último filme da dobradinha MacMurray-Stanwyck. É a maturidade da dobradinha, digamos assim. Aliás, correção: ultima dobradinha em um filme de Douglas Sirk. Sente só o que vem por aí.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Indiscrição (1945)


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Barbara Stanwyck: a mulher que podia fazer tudo. Uma lenda das telas.

Uma das maiores atrizes da era clássica do cinema estaria completando 107 anos hoje. Com mais de 80 filmes no currículo, Stanwyck sofreu da mesma síndrome que atormenta Leonardo di Caprio: a Academia simplesmente não reconheceu seu talento. Foi indicada ao Oscar quatro vezes, todas por filmes lacradores, e não ganhou nenhum. Mais para o final de sua vida ganhou o prêmio Cecil B. De Mille, o Oscar honorário pelo conjunto da obra. A programação do canal americano, TCM , homenageia a diva exibindo filmes para todos os gostos. É aí que quero chegar.

Não é a toa que coloquei no começo deste post o banner que o TCM está utilizando para anunciar a maratona Barbara Stanwyck. Nas palavras de uma amiga minha: “ela canta, dança, sapateia, samba na cara”. E é verdade. Poucas atrizes conseguiam ser tão versáteis quanto ela. Fez drama (Stella Dallas – um filme para ver e rever), filme noir (lacradora como Phyllis, a vilã de Pacto de Sangue), suspense (Sorry wrong number, QUE FILME!) e muito mais. Nesta pequena homenagem a ela, falaremos sobre uma de suas facetas menos conhecidas, acredito: a comédia. Indiscrição (Christmas in Connecticut) é uma deliciosa surpresa tanto no quesito roteiro quanto atuações.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pelos bairros do vício (1962)

Ou os homossexuais eram motivo de piada nos filmes ou simplesmente apagados. Não havia meio termo. De vez em quando, uma Greta Garbo dava um selinho em outra moça e Marlene Dietrich também, mas tudo fazia parte do burlesco, da arte, era só um momento. Não era assunto para um filme. O romance homossexual não era assunto de filme. Os anos 60 iriam derrubar, aos poucos é verdade, este muro de silenciamento.

Essa época foi um momento de incerteza para Hollywood. A era clássica estava terminando, não estava mais dando os mesmos lucros de antes, a televisão parecia o canal. Não é a toa que uma das protagonistas de Pelos bairros do vício partiu para a televisão depois desse filme, que fora o último de sua carreira no cinema. O fato é que estava difícil. Não foram só os atores e atrizes que envelheceram, mas o que chamamos de cinema clássico também. Era preciso reinventar antes que Hollywood fosse à bancarrota.

Infâmia (1961) de William Wyler abriu as portas para que o amor gay pudesse ser retratado no cinema. Você pode me dizer: “tudo bem, mas e Festim Diabólico de Hitchcock? Os protagonistas eram claramente homossexuais!”. Sim, só que o filme não foca o relacionamento deles; e sim o amigo assassinado e escondido por eles dentro de um baú. Aliás, os personagens homossexuais sempre eram depravados e maus. Ainda que Infâmia tenha aberto essa porta, as protagonistas tinham vergonha de sua sexualidade. Infelizmente Pelos bairros do vício também trabalha dessa forma. E isso os filmes demoraram a mudar. O importante é que, apesar dessas representações horrorosas, o amor gay está ali. A população LGBT existe e não será o silenciamento de Hollywood que anulará esse fato. Pelos bairros do vício mostra o amor homossexual, e o mais importante: uma atriz do calibre de Barbara Stanwyck intepretava uma das personagens gays. Como assim?

terça-feira, 8 de julho de 2014

Quando Descem as Sombras (1964)


"Quando você sonha, penetra em outro mundo

onde tudo é estranho e terrífico, um mundo que só existe na noite.
Quando você sonha, você se transforma num caminhante noturno!"

Dirigido por William Castle, esse thriller inesquecível estrelado por Barbara Stanwyck e Robert Taylor tem como roteirista ninguém menos que Robert Bloch (autor de Psycho) que era a aposta da vez para quem pretendesse produzir um filme do gênero. Em 1964, Barbara Stanwyck já voltara sua carreira para a televisão, onde fazia sucesso com o programa The Barbara Stanwyck Show. The Night Walker (Quando Descem as Sombras) é uma boa oportunidade de matar as saudades da estrela de "Double Indemnity" e "Sorry, Wrong Number" que soma ao currículo mais um suspense de causar arrepios!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pacto de Sangue (1944)




Considerado a quintessência do filme noir, Pacto de Sangue (Double Indemnity) é desses filmes que reúne todas as características desse gênero. Femme fatale? Tem. Anti-heroi? Tem. Fatalismo da vida? Também tem. Tudo isso conduzido por um roteiro inspirado em um dos maiores escritores noir: James M. Cain.