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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

#Tradução: Entrevista com Olivia de Havilland





A atriz nos forneceu um relato profundo sobre um dos mais bem-sucedidos filmes de todos os tempos

Você consideraria fazer algo ilegal? Perguntou o diretor George Cukor a então atriz de 22 anos, Olivia de Havilland, quando lhe telefonou em 1938. Ele estava ligando por baixo dos panos para convidá-la a desafiar o contrato que a prendia a Warner Brothers e fazer o teste para o papel de Melanie Hamilton Wilkes de E o vento levou. Ela fez o teste e ganhou o papel. Porém uma tarefa ainda maior viria a seguir: persuadir o chefe do estúdio, Jack Warner, a liberá-la para atuar em um filme produzido pelo estúdio rival. 

No entanto, como qualquer um que conhecia a atriz podia atestar, ela saboreava contornar as regras de Hollywood. “Liguei para a esposa do chefe”, disse, “e perguntei se ela gostaria de tomar um chá comigo no Brown Derby”. Como a maioria das pessoas em Hollywood, Ann Warner estava grudada no romance E o vento levou e mal podia esperar para vê-lo no cinema. “Entendo”, disse Ann, “e irei ajudá-la”. Algum tempo depois, Jack Warner assinava documentos que permitiam que De Havilland pudesse se deslocar até Culver Studios para aparecer no épico. E o resto, como se diz, é história.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

#Tradução: Em busca do hipertendido, uma crítica ao filme "Uma rua chamada Pecado"

                                                    
Em busca do hipertendido


Cahiers du Cinéma, Número 12, maio de 1952
Renaud de Laborderie
Traduzido por Jessica Bandeira

É evidente que este filme representa um louvável esforço rumo à qualidade e que não foi absolutamente concebido e dirigido para agradar o gosto do espectador médio americano cuja idade mental, segundo as estatísticas, está em torno dos 12 anos. A peça, que está quase perto de ser uma fiel transposição, estava destinada a um público bastante exclusivo e “sophisticated” da Broadway, que, por assinar o jornal New Yorker, gosta de ter alguma responsabilidade cultural, algum interesse pelas afetações nuançadas de intrigas dramáticas ditas avant-garde. Estamos, então, prevenidos: o filme será inteligente, hábil, sutil. Mas também será para Chaplin o que Christian Bérard é para Picasso e o que Henry Sauguet é para Strawinsky. 

Trata-se de um filme de autor, muito mais que nenhum outro, e a presença desse autor, Tennessee Williams, o coage até que ele sufoque. Pergunto-me se o espectador que entra por acaso, atraído pelo cartaz friamente erótico do qual os distribuidores, conscientes da hermética inteligência do título, pediram algum socorro, entenderá bulhufas do desenrolar dessa história estranha, contada às vezes, convenhamos, com muita arte. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

#Tradução: O Último Adeus de Bette Davis


"Documentário sobre os últimos dias de Bette Davis estréia em festival de filmes na Espanha, realizado com a dignidade e respeito que merece"

A última aparição pública de Bette Davis aconteceu a 25 anos no Festival San Sebastian na Espanha em 1989, e sua morte, que a estrela sabia que era eminente, ocorreu pouco tempo depois num hospital na França. Tais acontecimentos garantiram a ela um lugar especial no coração dos fanáticos por cinema na Espanha, desesperados por um pouco de glamour após 40 anos de Franco. "Bette Davis Bids Farewell" relata a história daqueles dias de afeição, homenagens divertidas, algumas emocionantes e sempre respeitosas.

Com detalhes superficiais no que diz respeito a San Sebastian deixados para trás, o diretor Pedro Gonzales Bermudez utiliza uma abordagem sem rodeios para documentar quase que hora por hora, acontecimentos detalhados desde a chegada da atriz no aeroporto em San Sebastian até sua última viagem para a França. Ele fez um bom trabalho na busca de praticamente todos que tiveram contato direto com ela durante aqueles poucos dias. E outros que não tiveram, mas que sabiam da importância cultural do último adeus de Bette Davis.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O que terá acontecido a Doris Day?




Por Chris White para o jornal Daily Mail
Traduzido por Jessica Bandeira

O sorriso de orelha a orelha é o mesmo, assim como os grandes olhos azuis que um dia encantaram a América.

Essas fotografias íntimas dão uma visão fascinante  de Doris Day, estrela de cinema reclusa, e de sua vida após Hollywood, revelada pelo homem que cuidou dela por quase 40 anos. Pela primeira vez, Sydney Wood nos deu acesso a seu precioso álbum de fotografias, do tempo em que trabalhou para Doris – e revelou seus receios pela mulher um dia conhecida como a queridinha da América. Sydney, 71 anos, foi o assistente pessoal da estrela, guarda costa e confidente mais próximo e, quebrando seu silêncio, disse ao MailOnline: “Doris não é o que costumava ser e atualmente vive confinada em sua casa na maior parte dos seus dias”.