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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Seu Único Desejo (1955)


Primeiramente, tenho que compartilhar a dificuldade que tive pra encontrar esse filme. Fiquei ansioso para assistí-lo no minuto em que soube que Anne Baxter e Rock Hudson protagonizaram um (dramalhão) romance juntos! Com uma fotografia exuberante em technicolor e uma trama bastante ousada, "One Desire" nos hipnotiza por uma hora e meia.

Anne Baxter já havia emplacado alguns filmes na década de 50, como Eve ou o suspense "A Tortura do Silêncio" de Alfred Hitchcock. Mas o galã do filme dirigido por Jerry Hopper tinha recém estourado em "Sublime Obsessão", às vezes penso na carreira de Rock em antes e depois de Giant , como se antes ainda houvesse algo a provar. O filme retrata o relacionamento aberto de um apostador e a cafetina dona de um cassino.

sábado, 6 de setembro de 2014

Tudo que o céu permite (1955)


“Doug, Doug, faça-os chorar, por favor, faça-os chorar!” - Era assim que, segundo Douglas Sirk, o produtor Ross Hunter costumava apresentar-lhe algum projeto. Sirk, considerado o pai do melodrama, e, consequentemente, de toda uma série de novelões mexicanos ou brasileiros, além de ter inspirado diretores como Pedro Almodóvar, entretanto, tem um dom especial, que o diferencia de todo o resto do gênero: ele pega uma história que pode ser considerada boba, ou até exagerada demais, e lhe dá um tom pessoal e convincente. E acaba, por fim, conseguindo tocar a alma do espectador.

Foi assim com Tudo que o céu permite, de 1955, o quinto filme da parceria entre Douglas Sirk e Rock Hudson - eles fariam nove filmes juntos no espaço de seis anos - e o segundo com o par romântico de sucesso Jane Wyman-Hudson. Uma crítica ácida à sociedade da época, seus costumes quase que ultrapassados, o preconceito e a hipocrisia, lançado em uma época em que a revolução sexual apenas engatinhava, All that heaven allows, no original, é um filme extremamente marcante, de visual sofisticado, e que conta uma história que talvez não seja tão exclusivamente da década de 1950 como pareça.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

TOP 10 dos remakes que deveríamos lembrar



Hoje vamos falar deles, os remakes. Preparamos uma lista (para esse tema caberia uma, duas, três listas se incluirmos os mais cafonas) daqueles que valeram a pena e também das bombas que jamais deviam ter alcançado a luz do dia. Caso tenha perdido algum, sempre pode-se recorrer ao torrent. Alguns desses filmes sofreram adaptações em relação ao original, mas retratam a mesma história.

sábado, 9 de agosto de 2014

O Segundo Rosto (1966)


No fim dos anos sessenta a popularidade de Rock Hudson começava a despencar, depois de permanecer por 10 anos na lista dos astros mais populares. Em 1966, o ator encerrou seu contrato com a Universal e demitiu seu empresário de longa data Henry Wilson, finalmente tinha a liberdade de escolher os papéis que lhe agradassem e estava disposto a correr riscos. Ele realmente superou-se em O Segundo Rosto, um crítico chegou a dizer que ele deixou o glamour de lado, Rock queria sua carreira de volta.

Esse é um bom exemplo de filme subestimado. "Seconds" (O Segundo Rosto, por aqui) saiu de circulação pouco tempo após o lançamento, anos depois conquistou certo interesse e vários defensores do filme, Rock começou a receber prêmios de entidades cinematográficas e de universidades. É frustrante que uma obra como esta tenha levado tanto tempo para ser reconhecida. Dirigido por John Frankenheimer, Seconds é uma mistura de ficção científica com terror psicológico, e um dos melhores do gênero!

quinta-feira, 6 de março de 2014

As comédias de Rock Hudson & Doris Day


Em 1959 Rock estava no auge da popularidade, depois de estrelar romances do Douglas Sirk ou o inesquecível Assim Caminha a Humanidade. Ele sempre foi um admirador de Doris, mas quando leu o roteiro de Confidências à Meia-noite suspeitou que "uma comédia seria muito mais difícil de representar do que um drama". Doris Day e seu marido Marty Melcher tiveram que convencê-lo. Os três filmes que realizaram juntos fizeram sucesso, caçoavam das convenções sociais e eram muito sugestivos! Doris e Rock eram opostos, ele era bronzeado e gigantesco e ela loira e vulnerável, as revistas de cinema publicavam exaustivamente sobre a química e a descarga elétrica que existia entre os dois na tela grande. Consegue sentir as faíscas?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O que terá acontecido a Doris Day?




Por Chris White para o jornal Daily Mail
Traduzido por Jessica Bandeira

O sorriso de orelha a orelha é o mesmo, assim como os grandes olhos azuis que um dia encantaram a América.

Essas fotografias íntimas dão uma visão fascinante  de Doris Day, estrela de cinema reclusa, e de sua vida após Hollywood, revelada pelo homem que cuidou dela por quase 40 anos. Pela primeira vez, Sydney Wood nos deu acesso a seu precioso álbum de fotografias, do tempo em que trabalhou para Doris – e revelou seus receios pela mulher um dia conhecida como a queridinha da América. Sydney, 71 anos, foi o assistente pessoal da estrela, guarda costa e confidente mais próximo e, quebrando seu silêncio, disse ao MailOnline: “Doris não é o que costumava ser e atualmente vive confinada em sua casa na maior parte dos seus dias”.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Confidências à meia-noite (1959)



Uma vez alguém disse em um filme do qual não lembro o nome: “ah, mas ninguém mais quer ver essas comédias Doris Day-Rock Hudson”. De fato, o tipo de filme que esses dois fizeram tornou-se um pouco ridículo a medida que os anos 60 iam chegando e a revolução sexual ia tomando forma. A inocente Doris já não representava mais a americana com a qual as mulheres se identificavam. Mas isso não desmerece os filmes da dupla, pelo contrário, eles são o retrato da época em que foram feitos. Talvez por isso me fascinem tanto. E revoltem também. É preciso ter paciência com esses filmes e, apesar dos absurdos, valorizar as coisas boas que eles tinham. Espera, esse post está completamente do avesso. Do começo então.