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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Audrey & Bill: an affair to remember

"She was the love of my life." 
"He's my guardian angel, the most handsome man I’ve ever met."
Uma vez a Jess comentou aqui no blog sobre o quanto de tristeza e tragédia se esconde por trás dos sorrisos das estrelas de Hollywood. De imediato, lembrei de vários casais que não deram certo, por um motivo ou outro. O meu favorito nesse quesito "casal que nunca foi" é aquele formado por Audrey Hepburn e William Holden, casal, aliás, desconhecido por muita gente.

Audrey e Bill se conheceram no set de Sabrina, em 1954, ficaram amigos, começaram um caso, e sofreram juntos com o desprezo de Humphrey Bogart. Mas eles se amavam loucamente e não estavam nem aí.

Tudo parecia se encaminhar de um divórcio da esposa de Bill para um casamento feat uma penca de filhos. Só parecia...

Porque deu ruim.

terça-feira, 21 de abril de 2015

#Momento Hedda Hopper: O causo Barbara Stanwyck e Robert Taylor




Eles jantavam juntos na casa dela ao som de Benny Goodman. Para ele, ela era a melhor professora da vida que ele já teve, a greater “pro”. Ela tinha acabado de sair de um casamento/relacionamento abusivo e não queria ser vista ao lado dele. Eles jantavam ao lado de Joan Crawford e Franchot Tone. Eles eram nada mais nada menos do que Barbara Stanwyck e Robert Taylor.

Missy e Bob (seus respectivos apelidos) foram casados durante 12 anos, quase se separaram por causa da atriz Lana Turner e teriam explodido a Internet se ela existisse nos anos 40. Só se falava neles! Bob, um ator que despontava na MGM, e Missy, a mais recente divorciada do pedaço, saindo para jantar e dançar.

Como um dos casais mais famosos de Hollywood se conheceu? Em que circunstâncias?

segunda-feira, 23 de março de 2015

A costela de Adão (1949)


Nunca escondi aqui no blog que Katharine Hepburn é a minha atriz favorita, e que o casal que ela formou com Spencer Tracy dentro e fora das telas me deixa em modo sofrência. Já dediquei um post antes para falar da história dos dois, e do quanto admiro/invejo a capacidade de Kate ter amado esse cara de maneira tão incondicional e não-egoísta (logo ela, que era uma pessoa tão "eu, eu, eu"). 

Bom, essa linda química não ficava só nos bastidores: eles fizeram nove filmes juntos, e se tornaram o casal-modelo das comédias românticas da maneira que as conhecemos hoje - o par que se detesta e se alfineta o tempo todo, mas que no fim das contas, acaba junto; a velha comédia da guerra dos sexos. Esse foi um tema que permeou alguns de seus filmes. O exemplo mais claro disso - e também meu favorito da dupla - é A costela de Adão, de 1949.

Katharine Hepburn sempre foi uma mulher fora do comum, a frente do seu tempo. Em uma sociedade machista e patriarcal, ela sempre fez o que quis sem perguntar a opinião de alguém. Foi a mulher fabulosa que sua família a criou para ser. Mas o que isso tem a ver com o filme? Pois é. Acontece que Amanda, a personagem da atriz em Adam's Rib, é mais uma daquelas que deixa transparecer nas telas muito do que ela pensava e era. Não tinha pra ninguém. Muito menos para o pobre personagem de Spencer, Adam.

sábado, 22 de novembro de 2014

Rachel, Rachel (1968)


Inspirado no romance "A Jest of God" de Margaret Laurence, Rachel Rachel de 1968 é o primeiro trabalho de Paul Newman na direção, que nos surpreende com um filme maravilhoso e sensível como poucos. A trama conta a história de Rachel Cameron, professora do ensino fundamental que cresceu numa casa funerária e depois da morte do pai, toma conta da mãe e se encontra divida entre a rotina familiar e construir uma vida para si mesma.

Além de utilizar uma narrativa extremamente sofisticada para a época, a película em technicolor se aprofunda incrívelmente no psicológico e sentimentos pessoais do personagem. Até então, eu só tinha me sentido próximo assim do caos de uma protagonista em filmes do John Cassavetes, Lars Von Trier ou Almodóvar. Paul Newman mergulha de cabeça na sensibilidade feminina de forma adorável. Definitivamente um filme que merece nossa atenção!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Uma Aventura na Martinica (1944)

You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything, and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and blow.
A história de Uma Aventura na Martinica (no original, To have and have not) se confunde com a própria história de Bogie e Bacall. Afinal, foi por causa desse filme que nasceu um dos pares mais famosos do show business, dentro e fora das telas. E não precisa de muito para entender o porquê de ter funcionado tão bem. Desde a primeira cena juntos, o casal provoca faíscas.

Adaptado do livro homônimo de Ernest Hemingway, Uma Aventura na Martinica se passa na cidade do título em português, e não em Cuba, como no romance original. Repleto de improvisos, tanto do diretor quando do talentoso elenco, o filme foi a estreia de uma Lauren Bacall de 19 anos, nova, sim, mas já mostrando a que veio - e de quebra, arrebatando o coração de Humphrey Bogart.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Prisioneiro do passado (1947)



Foi com muito pesar que ontem recebemos a notícia do falecimento de uma das melhores atrizes da era de ouro em Hollywood, Lauren Bacall. Nós, do Cine Espresso, ficamos muito tristes, e cairemos no clichê mais verdade do mundo ao dizermos que seu legado ficará para sempre através dos filmes que estrelou. Por isso, durante os próximos posts, tentaremos homenagear essa atriz tão versátil, falando sobre alguns de seus filmes. E eu, como sou a louca do filme noir, escolhi um dos filmes desse gênero que Betty estrelou para prestar minha pequena homenagem a ela.

Dark passage (Prisioneiro do passado por aqui) foi o terceiro dos quatro filmes que a dupla Bogie-Bacall fizeram. Alguns clamam que não é o melhor, mas quer saber? É noir, tem o casal mais sensação de 1947 (eles tinham acabado de casar, me corrijam se eu estiver errada) e não tem a obrigação de ser um The big sleep da vida. O filme foi produzido por nada mais nada menos que Jerry Wald, o homem que colocava a mão em tudo e fazia virar sucesso. Lembrando que Wald produziu Mildred Pierce e Sob o signo do sexo, que resenhei por aqui.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Frank & Ava: belos, famosos e auto-destrutivos


Em 1955, Frank Sinatra cantava, em um dos discos mais tristes e depressivos da história, os seguintes versos:

In the wee small hours of the morning
That’s the time you miss her most of all

O álbum, que levou o nome da canção acima (In the wee small hours), foi um dos primeiros álbuns conceituais da história, pois todas as músicas giravam em torno do tema de um cara que perdeu sua garota, e agora ele não faz nada além de choramingar pelos cantos. Na verdade, na época, esse era o clima que dominava a mente de Sinatra, já que ele mesmo tinha vivenciado essa situação recentemente. E não foi nada fácil, já que a senhora em questão era, nada mais, nada menos do que Ava Gardner, a sedutora e destruidora de lares corações Ava, o grande amor da vida dele.

Mas, se ela foi ~a alma gêmea~ de Ol' Blue Eyes (e ele, a dela), por que os dois não ficaram juntos?

Amores duradouros são difíceis em Hollywood. Ainda mais para quem sofre da síndrome de Burton and Taylor: quando se ama tanto, mas tanto, que se acaba odiando o outro. Foi o caso de Frank e Ava, a história de amor, ódio, música, filmes, toureiros e traição que quase levou a carreira de Sinatra para o brejo - e Ava para o topo.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Kate & Spence: "um sentimento ímpar"

"Amor não tem nada a ver com o que você espera obter, mas apenas com aquilo que você espera dar, o que vem a ser tudo. (...) Eu amei Spencer Tracy. Ele, os interesses dele e as exigências dele estavam em primeiro lugar. Isso não foi fácil, porque definitivamente eu era do tipo 'eu-eu-eu'. Foi um sentimento ímpar o que tive por S. T."
Esse ano tive, finalmente, a oportunidade de ler a autobiografia de uma das minhas atrizes favoritas de todos os tempos, Katharine Hepburn. Sempre a admirei por sua atuação e tinha uma vaga noção de sua personalidade de leituras que fiz aqui, ali e em todo lugar. No entanto, "Eu: histórias de minha vida" me surpreendeu por não ser uma biografia convencional. Bom, não deveria ser surpresa: a autora da biografia não poderia ser menos convencional. Kate traz histórias maravilhosas de uma vida brilhante, com seus altos e baixos, mas o que mais me marcou ao final da leitura foi, sem dúvidas, o amor desmedido que ela sentia por Spencer Tracy, e que rendeu uma das histórias mais marcantes de Hollywood. Amor desinteressado, amor incondicional; eis a lição que Hepburn me ensinou.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Momento Hedda Hopper: Lucille Ball e Desi Arnaz


Recentemente tive um surto em um site de compras online e comprei cinco livros de uma vez. Um desses livros era Love, Lucy, a autobiografia de Lucille Ball. Gostaria de estar lendo o livro na época em que escrevi meu post sobre sua série, porém não podemos prever o andar da carruagem. O fato é que terminei o livro hoje e achei digno fazer outro post sobre ela, agora claramente direcionado para o lado Hedda Hopper, ou seja, o lado Sônia Abrão da história.

Sobre Lucille Ball, Hedda Hopper dizia que ela era uma das garotas mais fortes em Hollywood, tendo em vista que demorou muito tempo para tornar-se uma estrela de verdade. Aliás, Hedda a adorava. O fato é que Lucille comeu o pão que o diabo amassou, digamos assim, antes de se tornar Lucy Ricardo. Em seu livro, ela nos conta sobre o dia em que jogou café de propósito pelo camarim em que Katharine Hepburn estava, pois o cabelereiro não fez questão de devolver seu lápis para a sobrancelha. Lucy havia sido expulsa de seu camarim com a chegada da nova estrela. Mais tarde, Kate teria dito a ela: “Não tem problema, Lucille [sobre o incidente com o café], mas você precisa controlar seu temperamento. Quando você for uma estrela, poderá ser temperamental”. Lucille fez escola com a mãe de Ginger Rogers, que era uma espécie de mãe-coruja na época da RKO. Ela adotou Lucille e lhe ensinou basicamente tudo que ela precisava saber para ser uma estrela. Anos mais tarde, a própria Lucille teria sua própria “escola” de atores, apadrinhando centenas de jovens ansiosos pelo sucesso.