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Mostrando postagens com marcador #diretores. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Aconteceu naquela noite (1934)


Quando eu volto no tempo e lembro da época em que comecei a me apaixonar pelo cinema clássico hollywoodiano, a primeira coisa que me vem à mente é a absurda quantidade de vezes que assisti Aconteceu naquela noite quando eu tinha 12/13 anos de idade. Eu não sabia baixar filmes, e minha única fonte de filmes clássicos era uma (hoje finada) locadora especializada em filmes antigos. É óbvio que eu copiava os filmes para poder vê-los quantas vezes quisesse, se gostasse. Apaixonada por Clark Gable, devido às repetidas sessões de ...E o vento levou, fiquei muito feliz ao encontrar o lindo na capa de Aconteceu naquela noite. Levei para casa e assisti imediatamente. E simplesmente foi amor à primeira vista. Durante os meses seguintes, não passava uma semana sem que eu revisse essa deliciosa comédia romântica.

Muito mais tarde eu descobriria que o diretor dessa maravilha se chamava Frank Capra, e que aquela era só a entrada VIP para sua filmografia fascinante.

No dia em que comemoramos o nascimento de Capra, relembramos Aconteceu naquela noite, um dos maiores sucessos da carreira do diretor, e a mãe de todas as comédias românticas.

terça-feira, 31 de março de 2015

Entre Deus e o Pecado (1960)


"Um dia acordei como estrela. Fiquei amedrontado. Então trabalhei mais a fundo para me tornar um bom ator." - Burt Lancaster

Essa afirmação fica bem diante de nossos olhos assistindo "Entre Deus e o Pecado", filme que rendeu a Lancaster um Oscar de Melhor Ator em 1961. A adaptação de Richard Brooks para esse romance controverso, revela a faceta manipuladora de algumas igrejas evangélicas que transformam religião em negócio. Nenhum estúdio ficou interessado em financiar tal projeto "impensável", fazendo o cineasta inventar sua própria produtora e negociar a distribuição com a United Artists, estúdio aberto a produções indepentendes. O filme conta ainda com a cantora Patti Page e Jean Simmons, no papel de uma líder religiosa, ovacionada por centenas de fiéis durante os sermões e nos faz lembrar até de Cleycianne ou Aline Barros, divas Gospel do nosso país.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Agora Seremos Felizes (1944)

"O cativante musical de Minnelli chega fresco como tinta a cada vez que é assistido!"

O mundo estava em guerra em 1944 e "Meet Me In St. Louis" era um retrato nostálgico da perfeita família americana do início do século passado. Para o figurino, a estilista Irene Sharaff encontrou no material da MGM o catálogo da Sears de 1904. Vincente Minnelli, que começou como cenógrafo na Broadway, teve cuidado minuncioso quanto a fotografia deste, que foi seu primeiro em technicolor. Sobre o período de pesquisa e sua incansável preocupação com os detalhes, vale mencionar as palavras do próprio: "Acho que um filme inesquecível, é feito de centenas de coisas escondidas."

Recentemente, encontrei o DVD esgotado no Brasil, a venda na locadora por preço de banana. Foi a oportunidade que faltava para conhecer o filme que a tanto tempo queria assistir e um amigo avisou "Veja o quanto antes, se eu pudesse morar em um filme, seria em Meet Me In St. Louis". Mais que um clássico Natalino, "Agora Seremos Felizes" deve ser descoberto em qualquer estação!

sábado, 22 de novembro de 2014

Rachel, Rachel (1968)


Inspirado no romance "A Jest of God" de Margaret Laurence, Rachel Rachel de 1968 é o primeiro trabalho de Paul Newman na direção, que nos surpreende com um filme maravilhoso e sensível como poucos. A trama conta a história de Rachel Cameron, professora do ensino fundamental que cresceu numa casa funerária e depois da morte do pai, toma conta da mãe e se encontra divida entre a rotina familiar e construir uma vida para si mesma.

Além de utilizar uma narrativa extremamente sofisticada para a época, a película em technicolor se aprofunda incrívelmente no psicológico e sentimentos pessoais do personagem. Até então, eu só tinha me sentido próximo assim do caos de uma protagonista em filmes do John Cassavetes, Lars Von Trier ou Almodóvar. Paul Newman mergulha de cabeça na sensibilidade feminina de forma adorável. Definitivamente um filme que merece nossa atenção!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Carta de Uma Desconhecida (1948)

"Quando você ler esta carta, eu já devo estar morta"

Hoje seria aniversário da eterna Joan Fontaine e nada mais adequado do que comemorar revendo um de nossos filmes prediletos dela, um dos romances mais inesquecíveis de todos os tempos! O diretor Max Ophüls reafirma em "Letter from an unknown woman" sua característica atenção aos detalhes, a parte técnica de seus filmes revelam todo seu perfeccionismo... além de extrair o que Fontaine e Jourdan tinham de melhor.

Esse é um filme para marejar os olhos e se envolver com os personagens. Pegue um lencinho aí e prepare a sessão!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Uma Aventura na Martinica (1944)

You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything, and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and blow.
A história de Uma Aventura na Martinica (no original, To have and have not) se confunde com a própria história de Bogie e Bacall. Afinal, foi por causa desse filme que nasceu um dos pares mais famosos do show business, dentro e fora das telas. E não precisa de muito para entender o porquê de ter funcionado tão bem. Desde a primeira cena juntos, o casal provoca faíscas.

Adaptado do livro homônimo de Ernest Hemingway, Uma Aventura na Martinica se passa na cidade do título em português, e não em Cuba, como no romance original. Repleto de improvisos, tanto do diretor quando do talentoso elenco, o filme foi a estreia de uma Lauren Bacall de 19 anos, nova, sim, mas já mostrando a que veio - e de quebra, arrebatando o coração de Humphrey Bogart.

sábado, 9 de agosto de 2014

O Segundo Rosto (1966)


No fim dos anos sessenta a popularidade de Rock Hudson começava a despencar, depois de permanecer por 10 anos na lista dos astros mais populares. Em 1966, o ator encerrou seu contrato com a Universal e demitiu seu empresário de longa data Henry Wilson, finalmente tinha a liberdade de escolher os papéis que lhe agradassem e estava disposto a correr riscos. Ele realmente superou-se em O Segundo Rosto, um crítico chegou a dizer que ele deixou o glamour de lado, Rock queria sua carreira de volta.

Esse é um bom exemplo de filme subestimado. "Seconds" (O Segundo Rosto, por aqui) saiu de circulação pouco tempo após o lançamento, anos depois conquistou certo interesse e vários defensores do filme, Rock começou a receber prêmios de entidades cinematográficas e de universidades. É frustrante que uma obra como esta tenha levado tanto tempo para ser reconhecida. Dirigido por John Frankenheimer, Seconds é uma mistura de ficção científica com terror psicológico, e um dos melhores do gênero!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Dez cenas mais sensuais do cinema

Às vezes a magia no cinema está naquilo que a câmera não diz, que nos deixa pensando. Chamamos esse processo de elipse. Outras vezes, a graça está justamente no que a câmera nos revela, mas de um jeito todo especial. Hoje decidimos eleger as 10 cenas mais sensuais do cinema.

Mostrar a sensualidade e o sexo no cinema sempre foi um processo de ilusão na minha opinião. O erotismo no cinema nos fascina, embora esteja sempre distante da realidade. Ninguém pensa em transar como nos filmes, isso não existe. Não importa. Ver uma bela cena de amor no escurinho do cinema tem seu valor. Desde o surgimento do cinema, os diretores mostraram o sexo de diversas formas. Quando o código Hayes de censura chegou em Hollywood, essas pessoas provaram que podiam falar de sexo através de metáforas e elipses. Depois com a revolução de 1960, as cenas se tornaram mais “reais”, tentando se aproximar do nosso cotidiano. Selecionamos cenas para todos os gostos, desde as mais poéticas até as mais explícitas, por vezes até chocantes. Cenas que, de alguma forma, quebraram padrões na maneira como o sexo e o erotismo é tratado nos filmes.

Não foi fácil elaborar a lista, confesso. Também confesso que meu gosto pessoal influenciou bastante nela. Por isso, se lembrarem de alguma cena que ficou de fora, escrevam na valorosa caixa dos comentários!

Vamos ao nosso top 10?

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Última Noite de Boris Grushenko (1975)

"Amar é sofrer. Para evitar o sofrimento, um não deve amar. Mas então, um sofre por não amar. Portanto, amar é sofrer; não, amar não é sofrer, sofrer é sofrer. Ser feliz é amar. Ser feliz então é sofrer, mas sofrer te faz infeliz. Portanto, para ser infeliz, um deve amar, ou amar o sofrimento, ou sofrer de demasiada felicidade"
Uma mistura de Tolstói e Dostoiévsk (sobretudo de referências à Guerra e Paz e Os irmãos Karamazov, de onde Woody tirou  o nome do protagonista), questões existenciais, referências ao cinema de Ingmar Bergman e o humor físico de Buster Keaton, A Última Noite de Boris Grushenko (no original, Love and Death) é uma das grandes obras de Woody Allen, e o melhor da sua fase-pastelão dos anos 70. Além do mais, é a primeira fase da parceria frutífera com Diane Keaton, que comentei mais a fundo no post sobre Annie Hall. Aqui, Woody debocha da vida num geral, e faz rir com piadas e gags que surgem no ritmo de uma metralhadora.

domingo, 15 de junho de 2014

Um Lugar ao Sol (1951)


Dois ícones em ascensão e um diretor visionário aliados em uma grande produção só poderia resultar em um dos maiores clássicos de todos os tempos. A jovem Elizabeth Taylor tinha somente 17 anos na época das filmagens e já era bastante conhecida pela participação em filmes como "A Mocidade é assim mesmo" e "Quatro Destinos", sempre em papéis juvenis. Em 1951, isso estava prestes a mudar já que estava na mira da Paramount que aguardou o momento certo para oferecer-lhe o papel de Angela Vickers. Montgomery Clift mal tinha dado os primeiros passos e já era uma promessa desde que protagonizou "Tarde Demais" com Olivia de Havilland, dirigido por William Wyler. Parece que nada poderia dar errado e George Stevens merece todo o crédito por suas intuições na produção de "A Place In The Sun".

sábado, 14 de junho de 2014

Harry & Sally - Feitos um para o outro (1989)

 It is so nice when you can sit with someone and not have to talk.
 1979. Depois de um longo casamento com a também diretora Penny Marshall, Rob Reiner estava de volta ao mundo dos solteiros. Existe vida depois do divórcio? Parece que sim, afinal, e Rob levou dez anos para refletir, com certa dose de cinismo, acerca das relações entre homens e mulheres, e também como as duas partes veem as coisas de pontos de vista totalmente diferentes. Ele precisava fazer um filme sobre isso. Bem, Reiner tinha a visão masculina, é claro. Junto com o produtor Andrew Scheinman, ele desenvolveu várias ideias. Mas e o outro lado da moeda? Bastaram alguns telefonemas para Nora Ephron para convencê-la a roteirizar a história, que ainda não estava totalmente firme. Muitos almoços e jantares e telefonemas e discussões dos três depois, nascia o roteiro de Harry & Sally. De muitas maneiras, Rob era Harry, assim como Nora era Sally - e vice-e-versa.

Com um jeito Woody Allen de questionar relacionamentos, Harry & Sally fechou a década de 80 com chave de ouro. E trazia um questionamento que resumia bem seu espírito, assim como as diferenças entre o sexo masculino e o feminino: afinal, homens e mulheres podem ser amigos sem colocar o sexo no meio em algum momento da relação? E a resposta vem na forma de entretenimento cinematográfico da melhor qualidade, coroado por elenco e diálogos brilhantes.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Fedora (1978)



Uma ode ao cinema clássico e suas divas. Crise de identidade. Crítica ferrenha ao cinema americano dos anos 70. William Holden. Com essa mistura mais atraente que o bolo de chocolate da minha avó, Billy Wilder despediu-se do cinema. Estamos falando de seu último filme, Fedora.

Quando Billy Wilder chutou o pau da barraca no ano de 1951 e denunciou através de seu filme, Crepúsculo dos deuses, toda a trairagem de Hollywood, ninguém fazia ideia de que esse filme se tornaria um tour de force do cinema, um clássico do gênero noir. Mas ao contrário do que aconteceu com muitos diretores, Billy não ficou preso a um único gênero de filme. Dirigiu o Cidadão Kane dos filmes noir, Pacto de sangue. Fez comédias como Quanto mais quente melhor e Se meu apartamento falasse, que entraram para o must see dos cinéfilos de ontem, hoje e sempre. Também tivemos suas parceiras com Marlene Dietrich em Testemunha de acusação e A mundana. Porém, como um filho pródigo sempre volta sua casa, Billy escolheu voltar para aquilo que, na minha opinião, ele sabia fazer melhor: sambar na cara de Hollywood. Fedora é um Crepúsculo dos Deuses reinventado, com um toque de absurdo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Umberto D. (1952)


Na época do pós-guerra, aos poucos a Europa se reerguia. A Itália, particularmente, começa a ter sinais de progresso. No entanto, uma parte da população sofre com a nova era que surge: são os idosos. Desrespeitados, relegados ao segundo plano, completamente esquecidos. E essa é a imagem que Vittorio De Sica nos dá em Umberto D., filme que dedicou ao seu pai. Com poucos personagens, sendo a cidade um deles - como um vilão que aos poucos cerca sua vítima - Umberto D. é o retrato de um período, com um tema que está longe de ser datado.

Não só contente em expor a situação, De Sica vai mais além: ele sabe como ninguém destruir o espectador emocionalmente. E ele consegue, por fim, um dos mais belos filmes já feitos.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Beijo na boca, não! (2003)

O elenco de Beijo na boca, não!
Lá estava eu na minha humilde residência assistindo à entrega do Oscar, quando de repente o nome do cineasta francês Alain Resnais apareceu na homenagem aos que faleceram.

- O QUÊ? O ALAIN RESNAIS MORREU??????

Com seis dias de atraso, eu ficava sabendo que um dos meus cineastas favoritos havia falecido. Fiquei desorientada, mas não era só eu. No twitter, o presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob, despejava toda sua ira – tirando inclusive uma selfie para mostrar o nível de ódio que estava – porque as emissoras francesas não estavam homenageando o cineasta como ele merecia.

Resnais merece flores, chocolates, tapete vermelho, honrarias do presidente francês, François Hollande (fiquei sabendo dessa hoje). Não só porque ele deu ao mundo um dos filmes mais bonitos dos anos 50, Hiroshima, meu amor; e sim porque seu talento era infinito. Drama, comédia musical, teatro... Resnais sabia como ninguém transitar por esses gêneros. Certa vez, Billy Wilder disse que o barato de um diretor era poder fazer essa transição. Nos últimos dez anos, Alain produziu filmes para todos os gostos, Beijo na boca, não! é um desses felizes exemplos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Noivo neurótico, noiva nervosa (1977)

 

"Me lembrei de uma velha piada. O cara vai ao psiquiatra e diz: 'Doutor, meu irmão é louco. Ele acha que é uma galinha'. E o doutor diz: 'Por que você não o interna?'. E o cara responde: 'Eu até internaria, mas preciso dos ovos'. É mais ou menos o que sinto sobre relacionamentos. São totalmente irracionais, loucos e absurdos. Mas nós vamos aguentando porque precisamos dos ovos."

Diane Keaton e Woody Allen. The perfect match. Em minha opinião, é impossível falar sobre Annie Hall (me recuso a repetir o infame título brasileiro aqui), de 1977, sem falar na relação dos dois. Tudo que eles foram juntos está nesse filme.

A comédia romântica moderna atingiu seu ápice aqui, em uma época muito apropriada, considerando a revolução que aconteceu no cinema americano nos anos 70. Chega dos romances protagonizados por pessoas perfeitinhas e com aquela divisão clara: amor à primeira vista, depois o casal se odeia, alguma coisa acontece, tudo se resolve e final feliz - pelo menos não mais por enquanto. Não na década revolucionária do cinema. Não se você quer ser cool. E Annie Hall é exatamente sobre isso; é o romance moderno. E pop.

Começou como uma versão atualizada das comédias sofisticadas dos anos 30 protagonizadas por Spencer Tracy e Katharine Hepburn; acabou sendo um dos maiores clássicos do gênero e um marco na carreira de Woody Allen.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

De repente num domingo (1983)

O cinema é o contrário de um jornal televisivo


François Truffaut

O último filme de Truffaut, De repente num domingo, é um mergulho naquilo que o diretor acreditava ser o cinema: uma válvula de escape à realidade. Portanto, ao escolher o p&b e uma trama tipicamente de filme noir para seu último filme, o cineasta despedia-se do público voltando às origens de um tipo de cinema que parecia muito distante – e parece muito mais hoje em dia –  no começo dos anos 80.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Morte em Veneza (1971)



O clássico de Luchiano Visconti baseado na obra-prima do escritor alemão Thomas Mann, conta a história de Gustav von Aschenbach, um compositor que diante de uma crise existencial, decide tirar férias em Veneza. Parece com mais uma viagem enfadonha, até que ele se apaixona irremediavelmente por Tádzio, um adolescente cuja beleza o atrai e oprime ao mesmo tempo. O fascínio pelo belo, a busca do sublime e do perfeito se contrapõe com uma epidemia que ataca a cidade, à pobreza que o cerca e a tudo que se afasta dos ideais estéticos. Tudo faz com que o compositor se sinta mais incompatível com o mundo, acentuando sua crise.

sábado, 14 de dezembro de 2013

O galante Mr. Deeds (1936)


Frank Capra foi, definitivamente um dos melhores diretores que o cinema já teve. Pena que não tem hoje o devido reconhecimento como tantos outros da mesma época. Em grande parte dos seus filmes, Capra expôs a sua visão do americano idealizado de bom coração, antimaterialista e a ideia de que quem tem amigos na vida, tem tudo. Em O galante Mr. Deeds, que deu à Capra seu segundo Oscar, ele apresentou a história de um de seus personagens idealizados (e um dos mais queridos também), que conquistam de imediato o espectador. Mostrando ainda o contraste entre a cidade pequena, com seus valores tradicionais e relações próximas, contra a frieza, o egoísmo e a falsa sofisticação da cidade grande, com suas luzes enganadoras, Mr. Deeds é um filme doce, capaz de arrancar suspiros saudosistas de quem o assiste e mesmo trazer à tona aquele eterno questionamento de quem assiste filmes antigos demais: por que não se fazem mais filmes assim? 

É o efeito Frank Capra.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Expresso da Meia-Noite (1978)


Baseado na história real de Billy Hayes detido na Turquia quando tentava ultrapassar a fronteira com uma quantidade desconhecida de drogas. O jovem americano descobre da pior forma que a constituição dos EUA não está em seu passaporte quando comete um erro no exterior. O estúdio apostou em um ator novato, um roteirista novato e o diretor estreante Alan Parker (Mississipi Burning, Evita, A Vida de David Gale), que só tinha realizado um filme independente, até então.

Em 16 de maio de 1978, O Expresso da Meia-Noite participou do Festival de Cannes sob protestos turcos. Na Holanda, representantes da Turquia foram aos tribunais para banir Midnight Express, mas o juiz determinou que o filme seria exibido. Quarenta e um dias depois de o filme ser exibido em Cannes, os Estados Unidos e a Turquia iniciaram as negociações formais para a troca de prisioneiros.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Um Barco e Nove Destinos (1944)


Lifeboat de 1944, teve seu roteiro baseado na obra de John Steinback, adaptado por Alfred Hitchcock e certamente merecia ser mais lembrado! Com apenas um cenário e espaço físico limitado, acompanhamos a luta pela sobrevivência entre nove pessoas que perderam aquilo que mais amam, a trama explora o que é o ser humano quando fica despojado de tudo. Um dos poucos filmes com Tallulah Bankhead que assisti, e ela está maravilhosa! O clima de tensão manterá o expectador vidrado durante seus rápidos 97 minutos.